Menu
2019-06-12T16:25:16-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Olha a tesourada

Governo anuncia intenção de baixar tarifa de importação de bens de TI

Tarifas poderão ser reduzidas, disse o secretário, dos atuais 16% para até cerca de 4% no período do atual mandato do presidente Jair Bolsonaro

12 de junho de 2019
16:25
Tesoura
Imagem: Giphy

O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, afirmou nesta quarta-feira, 12, que o governo federal estuda reduzir as tarifas de importação de bens associados à tecnologia da informação.

As tarifas poderão ser reduzidas, disse o secretário, dos atuais 16% para até cerca de 4% no período do atual mandato do presidente Jair Bolsonaro.

O objetivo, segundo Troyjo, é aumentar a competitividade e a produtividade das empresas que usam esses equipamentos em suas atividades. Como as tecnologias da informação são usadas atualmente em praticamente todos os setores da economia, os efeitos da medida seriam "exponenciais".

"Tecnologias da informação são insumo. (O efeito) É exponencial. Quando você dá um choque não apenas de qualidade e preço, mas também mexe no acesso àquilo de mais avançado que está acontecendo, automaticamente multiplica por várias vezes sua produtividade interna", afirmou Troyjo, após participar da abertura do Congresso Mundial das Câmaras de Comércio, que vai até sexta-feira, no Rio.

Acordo UE-Mercosul

Troyjo reafirmou ainda a expectativa da pasta de fechar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) nas "próximas semanas". Segundo Troyjo, haverá uma reunião em nível ministerial sobre o acordo no fim deste mês ou no início de julho.

"Estamos muito perto. Estamos otimistas que vamos conseguir superar divergências. Queremos fazer um acordo desde que não haja prejuízo para os agentes econômicos do Mercosul", afirmou Troyjo a jornalistas, após fazer discurso na abertura do Congresso Mundial das Câmaras de Comércio, no Rio.

Troyjo reconheceu que ainda há questões em nível técnico a serem resolvidas para firmar o acordo, mas evitou entrar em detalhes sobre as divergências. Disse apenas que elas se dão nos capítulos "agrícola, de serviços e manufatura".

No discurso, a uma plateia formada por representantes de associações comerciais e câmaras de comércio do mundo todo, o secretário disse, em inglês, que o acordo poderia ser firmado "num par de semanas". Questionado, moderou o otimismo, mas garantiu que "estamos mais perto do que jamais estivemos". Semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia dito que o acordo poderia sair em "quatro ou cinco" semanas.

O secretário ressaltou ainda que o acordo será firmado somente se for considerado bom para o Brasil. "Estamos muito perto, mas pênalti bem batido é aquele em que a bola entra. Tem que terminar o jogo. Não vamos fazer nada que não seja do interesse do Brasil", afirmou.

No discurso na abertura do evento no Rio, o secretário defendeu o multilateralismo como um instrumento para conseguir resultados práticos nas relações internacionais e não como "um fim em si mesmo", como seria, segundo ele, na política externa dos governos do PT. Nesse quadro, disse que o Mercosul avança em negociações bilaterais com o Canadá, o Japão e a Coreia do Sul. Além disso, há uma "conjunção muito favorável" para negociações com os Estados Unidos.

Troyjo também analisou, no discurso, o fenômeno da ascensão de governos ditos "nacionalistas" em diversos países do mundo como um movimento de "desglobalização", iniciado com a crise econômica internacional de 2008. O secretário prefere classificar o perfil dos governos mais como "nacional-individualistas", com forte apelo por conteúdo local, em oposição ao nacionalismo dos anos 1920 e 1930. É nesse contexto que estaria inserida a disputa comercial entre China e Estados Unidos.

Na visão de Troyjo, a turbulência atual será superada por um novo ciclo de "reglobalização", mais à frente. Para o secretário, o Brasil tem que fazer reformas econômicas, como a abertura da economia, para se preparar para esse novo ciclo de "reglobalização".

Troyjo crê que mudanças na política ambiental brasileira e na posição do governo Jair Bolsonaro nas negociações internacionais sobre aquecimento global não deverão dificultar a preparação do País para o novo ciclo. Segundo Troyjo, os "países que emergem são aqueles que se adaptam e moldam os ciclos de globalização". Nesse quadro, o Brasil pode "ajudar a moldar o tema do desenvolvimento sustentável".

"Não podemos ser recipiendários passivos de uma agenda ambiental que nem sempre responde aos interesses do Brasil. Somos conscientes do gigantesco patrimônio que temos, só queremos fazer um uso econômico inteligente dele", afirmou o secretário.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Recuperação da estatal

Lucro da Petrobras salta 55,7% em 2019 e chega a R$ 40,1 bilhões, impulsionado pela venda de ativos

A Petrobras fechou 2019 com o maior lucro líquido anual de sua história, sustentada pelos fortes desinvestimentos e ganhos de eficiência na extração de petróleo — fatores que compensaram os menores preços da commodity no exterior

De olho no balanço

Marfrig reverte prejuízo e registra lucro líquido de R$ 27 milhões no 4º trimestre de 2019

No acumulado do ano, o lucro líquido caiu para R$ 218 milhões, ante R$ 1,4 bilhão no ano anterior

Confira os números

Petrobras, Ultrapar, Marfrig, RaiaDrogasil e GPA: os balanços que vão mexer com a bolsa nesta quinta-feira

O dia começa recheado de balanços anuais das companhias listadas no Ibovespa

Recurso da estatal

TRF-4 nega recurso da Petrobras e mantém Odebrecht fora de ação da Lava Jato

No recurso, a estatal buscava o prosseguimento dos réus na ação cível e a manutenção do bloqueio de bens dos executivos

Seu Dinheiro na sua noite

Guedes fora, alta do dólar

Você se lembra de quando o dólar a R$ 4,20 era o grande “patamar psicológico” da moeda americana? Não faz tanto tempo assim, mas esse nível de cotação ficou para trás, e agora parece até um pouco distante. Hoje, o dólar à vista bateu um novo recorde de fechamento. Eu sei que você já leu […]

Mais um recorde: dólar à vista sobe a R$ 4,36 e renova a máxima nominal de fechamento

O dólar à vista subiu mais um degrau nesta quarta-feira (19): pela primeira vez, terminou uma sessão acima dos R$ 4,36, cravando um novo recorde nominal. É a oitava vez em 2020 que a moeda renova as máximas de fechamento

Ainda na liderança

Vitor Hugo crê que permanece como líder do governo; Terra diz não receber convite

O deputado disse que não recebeu sinalizações do presidente Jair Bolsonaro de que poderá ser substituído pelo ex-ministro Osmar Terra

O impasse continua

Após TRT suspender demissões, Petrobras quer negociar desligamentos em fábrica

Encerramento da operação da Ansa é o principal motivo da greve dos petroleiros

Ponto polêmico

Relator mantém trabalho aos domingos na MP do contrato verde e amarelo

Deputado Áureo manteve a permissão para que todos os trabalhadores sejam convocados para trabalhar aos domingos e feriados

Novidade no IR

Programa do IR virá sem dedução da contribuição patronal sobre domésticos

Fim da dedução é a principal novidade para as declarações de IR em 2020

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements