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O resultado vem menos intenso que a mediana, de -0,35%, das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 1,3% a avanço de 2,0%.

A produção industrial caiu 0,2% em maio em comparação ao mês de abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 2, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado vem menos intenso que a mediana, de -0,35%, das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 1,3% a avanço de 2,0%.
Segundo o IBGE, 18 dos 26 ramos pesquisados tiveram taxas negativas, com destaque para o recuo de 2,4% em veículos automotores, reboques e carrocerias, que devolveram parte do avanço de 6,4% de abril.
Outras contribuições negativas relevantes vieram de bebidas (-3,5%), couro, artigos para viagem e calçados (-7,1%), outros produtos químicos (-2,0%) e produtos de metal (-2,3%).
Também influenciaram nas taxas negativas produtos de minerais não-metálicos (-2,1%) e produtos diversos (-5,8%), com todos revertendo o comportamento positivo do mês anterior: 3,5%, 5,8%, 4,5%, 1,4%, 0,5% e 3,6%, respectivamente.
Entre os oito ramos com altas, o desempenho de maior importância foi registrado por indústrias extrativas, que avançou 9,2%. O IBGE destaca ainda o impacto positivo do setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,2%).
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Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não-duráveis (-1,6%) e bens de consumo duráveis (-1,4%) tiveram taxas negativas, com ambas eliminando parte do avanço no mês anterior: 2,8% e 3,3%, respectivamente.
Setores de bens intermediários (1,3%) e de bens de capital (0,5%) tiveram resultados positivos, com o primeiro interrompendo quatro meses consecutivos de queda, período em que acumulou recuo de 4,4%; e o segundo completando o quarto mês seguido de expansão e acumulando ganho de 10,0% nesse período.
Na comparação com maio de 2018, o setor industrial cresceu 7,1%, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 21 dos 26 ramos, 66 dos 79 grupos e 68,0% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que maio de 2019 (22 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (21).
Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (37,1%) e produtos alimentícios (16,2%) exerceram as maiores influências positivas na média da indústria.
Entre os cinco setores que apontaram redução na produção, o principal impacto veio do setor de indústrias extrativas (-18,2%), pressionado pela menor fabricação de minérios de ferro, refletindo, em grande parte, os efeitos do rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração na região de Brumadinho (MG) em janeiro de 2019.
Ainda no confronto com maio de 2018, bens de consumo duráveis (28,0%) e bens de capital (22,2%) tiveram as expansões mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas.
*Com Estadão Conteúdo
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