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Segundo analistas, os motivos são o volume de vendas do iPhone 11 acima do esperado, juntamente com uma perspectiva de crescimento nas vendas em 2020 e 2021

Depois de muita dúvida se os novos modelos apresentados pela Apple poderiam ajudar os números da companhia, os analistas do banco J.P. Morgan se mostraram mais otimistas com o mais novo lançamento da maçã mais famosa do mundo.
Em relatório divulgado ontem (30), Samik Chatterjee, Joseph Cardoso e Bharat Daryani aumentaram o preço-alvo das ações da Apple (AAPL) em dezembro de 2020 para US$ 265, sendo que no fim deste ano a previsão é de que o preço fique em US$ 243.
A avaliação dos especialistas é que o desempenho da ação deve ser superior ao da média do mercado (overweight), ou seja, recomendam a compra.
Os especialistas esperam uma alta de 17,99% até 2020 em relação ao fechamento desta terça-feira (1º). Segundo eles, os motivos são o volume de vendas do iPhone 11 acima do esperado, juntamente com uma perspectiva de crescimento nas vendas em 2020 e 2021.
A expectativa mais positiva leva em conta a adoção da tecnologia 5G, que deve ser lançada até setembro de 2020. Para os três analistas, isso deve ajudar em termos de receita, o que consequentemente aumenta a confiança do investidor de que há um crescimento mais sustentável do indicador em meio ao mercado cada vez mais maduro e competitivo dos smartphones.
Ao falar sobre as projeções para os próximos dois anos, os analistas estimaram ainda que a Apple venderá 198 milhões de aparelhos em 2020. E pontuaram também que esse número pode chegar a 200 milhões no ano seguinte.
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Os investidores parecem ter gostado das projeções feitas pelo J.P. Morgan. Ontem (30), os papéis da companhia terminaram o dia cotados em US$ 223,97, uma alta de 2,35% em relação ao fechamento da última sexta-feira (27).
Hoje (1º), as ações da companhia fecharam o pregão com leve alta de 0,28%, cotadas em US$ 224,59. No ano, os papéis da Apple acumulam valorização de 43,34%.
Apesar de o aumento nas vendas ser positivo para a empresa, o último balanço da companhia mostra que a receita da Apple depende cada vez menos do volume de vendas de celulares. O motivo? A companhia vem fazendo mais investimentos em serviços e outros produtos.
Ao contrário do que apontavam as projeções para o balanço da Apple no segundo trimestre, a empresa capitaneada por Tim Cook reportou um conjunto de números relativamente sólido no segundo trimestre.
Na ocasião, a queda nas vendas de iPhones foi compensada por um aumento nas receitas geradas com iPads, iMacs e serviços, e as perdas na China não foram tão grandes quanto o imaginado.
A receita líquida da Apple chegou a US$ 53,8 bilhões no trimestre encerrado em junho, cifra 1% maior que a contabilizada no mesmo período de 2018, de US$ 53,3 bilhões. O resultado ficou ligeiramente acima da média das estimativas de analistas consultados pela "Bloomberg", que apontava para receita de US$ 53,35 bilhões.
De qualquer forma, pela primeira vez desde 2012, menos da metade da receita da companhia veio dos iPhones, o que é positivo, porque mostra que um volume de vendas menor dos aparelhos afeta muito menos a companhia.
Por outro lado, o lucro líquido da empresa da maçã caiu 12,8% na mesma base de comparação, para US$ 10,04 bilhões. O lucro por ação, métrica que é acompanhada mais de perto pelos analistas lá de fora, ficou em US$ 2,18 — abaixo dos US$ 2,34 vistos há um ano.
Mas, apesar da queda na comparação anual, o lucro por ação ainda ficou acima das projeções dos analistas, que esperavam um ganho de US$ 2,10, também de acordo com a média calculada pela "Bloomberg".
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