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Nesta manhã, por volta das 10h30, os papéis da companhia caiam cerca de 1,41% no pré-mercado da NYSE, a bolsa americana
A Uber divulgou nesta quinta-feira (05) o seu primeiro relátorio sobre segurança nos Estados Unidos. Segundo o documento, foram registrados mais de 3 mil denúncias de abuso sexual em 2018. A contabilidade foi feita com base em 1,3 bilhão de corridas no país.
Cercada por questionamentos envolvendo a segurança de seus passageiros e a falta de lucro de seus negócios, a Uber tem tentado mudar a sua imagem, afinal, recentemente teve a sua licença cassada em Londres e questionada em outras capitais europeias.
Nesta manhã, por volta das 10h30, os papéis da companhia caiam cerca de 1,41% no pré-mercado da NYSE, a bolsa americana.
A medida pode ser vista como um reforço do comprometimento da companhia com a segurança de seus passageiros, um dos pontos apontados pelas autoridades londrinas na ocasião da perda da licença.
Segundo a empresa, o número apresentado representa uma queda de 16% nos casos mais graves e 99,9% das suas corridas terminam em segurança. Quase metade dos casos registrados foram contra passageiros.
No relatório de 84 páginas, a Uber reforça que violência sexual não é uma conduta tolerável. "Tratamos todas as alegações de abuso sexual, agressão e má conduta sexual com extrema seriedade e trabalhamos para agir de maneira rápida e justa".
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Além de apresentar os números, o documento também traz detalhes sobre a ação da companhia sobre os casos e os planos futuros, como formação contra assédio sexual para motoristas, botões de acesso rápido ao serviço policial e compartilhamento da lista de motoristas banidos.
Para conferir o relatório completo, em inglês, acesse este link.
Em novembro, a Agência pública Transporte da Cidade anunciou que não renovaria a licença do aplicativo na cidade de Londres. As ações da companhia, que já sofrem com uma desvalorização acima da casa dos 28% no ano, tiveram mais um dia complicado na bolsa americana.
A agência informou em comunicado que a Uber cometeu diversas violações que colocam a segurança dos passageiros em risco e citou que apesar de ter entendido alguns problemas, não havia confiança de que eles não voltariam a se repetir no futuro.
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