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e o ritmo da economia?

Confiança empresarial registra primeira alta desde janeiro de 2019

Segundo especialista, alta deve ser interpretada como uma acomodação e não como um marco de reversão da tendência declinante dos meses anteriores

Operários em construção de usina siderúrgica da Gerdau, em Araçariguama, no interior de São Paulo
Operários em construção de usina siderúrgica da Gerdau, em Araçariguama, no interior de São Paulo - Imagem: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 0,6 ponto em junho ante maio, para 92,6 pontos, informou nesta segunda-feira, 1, a Fundação Getulio Vargas (FGV).

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É a primeira alta desde janeiro, mas que, segundo Aloisio Campelo Junior, do Ibre/FGV, deve ser interpretada como uma acomodação e não como um marco de reversão da tendência declinante dos meses anteriores.

"Somente uma mudança no quadro atual, que combina nível de atividade fraco e incerteza elevada, levará a uma recuperação consistente da confiança", avaliou.

[captacao]

Entre os setores, destaca-se o primeiro sinal positivo da Construção no ano, enquanto a indústria de transformação segue patinando.

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Mais consistência

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

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Em junho, o Índice de Situação Atual (ISA-E) subiu 0,3 ponto, para 89,9 pontos. Apesar da ligeira melhora, o ISA-E tem oscilado numa estreita faixa em torno dos 90 pontos - considerada baixa em termos históricos - desde março de 2018.

Já o Índice de Expectativas (IE-E) subiu 1,1 ponto no mês, para 99,3 pontos, recuperando parte da perda acumulada nos dois meses anteriores.

Houve piora na confiança em junho apenas da Indústria, que recuou 1,5 ponto. O setor de Serviços avançou 2,2 pontos, o Comércio cresceu 1,2 ponto, a Construção subiu 2,1 pontos.

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A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de 4.543 empresas dos quatro setores entre os dias 3 e 25 de maio.

IPC-S cai 0,02%

A FGV também divulgou os dados relativos ao Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), que fechou junho com queda de 0,02%, ante alta de 0,22% em maio.

Em 12 meses, a taxa também teve forte desaceleração de 4,99% para 3,73%, uma vez que também saiu da conta a variação de 1,19% de junho do ano passado, que foi bastante afetada pela greve dos caminhoneiros.

O resultado do IPC-S em junho ficou acima do teto da pesquisa do Projeções Broadcast, de -0,03%. O piso era de -0,14% e a mediana de -0,07%.

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O índice, por sua vez, registrou aceleração ante a terceira quadrissemana de junho (-0,05%). Nesse sentido, a maior contribuição foi do grupo Alimentação, que teve menor deflação, de -0,42% para -0,09%, influenciado principalmente pelo item hortaliças e legumes (-3,06% para 0,34%).

* Com Estadão Conteúdo 

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