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O lucro líquido da BR Distribuidora cresceu de maneira expressiva no primeiro trimestre de 2019, mas outros pontos do balanço chamaram a atenção dos analistas, dando sustentação aos papéis
Numa terça-feira (7) negativa para o Ibovespa, as ações ON da BR Distribuidora (BRDT3) chamaram a atenção e fecharam em alta de 3,5%, a R$ 26,63. E isso porque os resultados trimestrais da empresa foram elogiados por analistas e empolgaram o mercado.
A companhia obteve lucro líquido de R$ 477 milhões entre janeiro e março deste ano, um crescimento de 93,1% em relação ao mesmo período de 2018. Os resultados foram ajudados pelo reconhecimento de dívidas de distribuidoras e ex-distribuidoras de energia da Eletrobras, no montante de R$ 181 milhões.
Apesar de a expansão no lucro chamar a atenção, os analistas gostaram mesmo do Ebitda — o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. A BR Distribuidora encerrou o trimestre com Ebitda de R$ 804 milhões, alta de 4% na base anual.
O Itaú BBA destaca que o Ebitda reportado pela empresa ficou 10% acima do projetado, impulsionado pelas margens mais elevadas no segmento de varejo e no mercado de grandes consumidores. Os resultados da área de "outros negócios" também surpreenderam positivamente, em meio aos preços mais elevados do carvão.
No segmento de varejo — a rede de postos —, o Ebitda da BR Distribuidora chegou a R$ 518 milhões, uma alta de 5,1% na base anual. Entre os grandes consumidores, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização foi de R$ 168 milhões, ganho de 10,5% na mesma base de comparação.
A expansão no Ebitda dessas duas divisões ofuscou a queda nos volumes de vendas da BR Distribuidora. As vendas consolidadas somaram 9,76 bilhões de litros, uma queda de 3,4% ante o primeiro trimestre de 2018, com recuos tanto na rede de postos quanto no mercado de grandes consumidores.
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Em relatório, o Bradesco BBI classifica os resultados da empresa como "robustos" em todas as divisões, com exceção do mercado de aviação, cujo Ebtida caiu 26,7%, para R$ 66 milhões.
Outro ponto que agradou o mercado foi a manutenção da dívida líquida da empresa em níveis "comportados". O endividamento da BR Distribuidora chegou a R$ 2,37 bilhões ao fim de março, praticamente estável em relação ao término de 2018 — com isso, a alavancagem da empresa permaneceu em 0,9 vez.
Com os ganhos de hoje, BR Distribuidora ON acumula alta de mais de 3% na semana. Desde o início de 2019, os papéis têm ganho de cerca de 1%.
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