Menu
2019-12-03T18:23:41-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Trump não mira a China, muito menos o Brasil. Fed seria o alvo

Caneladas do presidente no comércio internacional podem ser uma forma pressão sobre o BC americano

3 de dezembro de 2019
18:23
Touros e Ursos CAPA MATERIA – Donald Trump – Xi Jinping – Jerome Powell – Guerra Comercial
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock / FED

O presidente americano Donald Trump começou a semana atirando contra o Brasil, Argentina e França e, hoje, voltou a colocar em dúvida um acordo comercial com a China. Todos esses “tiros”, no entanto, podem ter um mesmo alvo, o Federal Reserve (Fed), banco central americano.

Jerome Powell e companhia têm a última reunião para decisão de juro na próxima semana e os acenos são de que os cortes acabaram, ao menos por ora, com a taxa básica ficando entre 1,5% e 1,75% ao ano, após três reduções consecutivas de 0,25 pontos.

Não seria a primeira vez que Trump semeia uma discórdia e a responsabilidade “cai” no colo do Fed. Em agosto, depois que o Fed começou a cortar o juro, mas passou a mensagem de que não faria um ciclo agressivo de redução, Trump anunciou a imposição de novas tarifas aos chineses e também classificou o país asiático como manipulador de moeda.

As ações da época trouxeram grande incerteza sobre a economia mundial e foi nesse período que ouvimos e lemos muitas notícias sobre a possibilidade de uma recessão global estar a caminho. Em setembro, Trump amenizou o tom e em outubro saíram as primeiras notícias do que seria a fase 1 de um pretendido acordo.

Durante todo esse tempo, Trump fez críticas quase de diárias ao Fed, chegando a falar que o BC americano era o maior problema do país, maior até que a China.

Trump, acusa meio mundo de manipulação cambial, mas quer que o Fed faça ao mesmo, colocando o juro em zero ou abaixo disso para desvalorizar o dólar e ajudar as empresas americanas.

Muito do que diz e faz o presidente pode ser visto como retórica de campanha, já que ele busca a reeleição em 2020 e está enrolado, também, com um processo de impeachment.

A questão, agora, é ver até quando Trump segue tensionando as relações com a China e outros países. Teremos duas datas-chave a observar. A reunião do Fed, em 11 de dezembro, e o dia 15 de dezembro, quando entram em vigor novas majorações tarifárias sobre a China.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

pandemia no país

Brasil tem 33,5 mil novos casos de coronavírus e 836 mortes em 24 horas

O total de mortes causadas por covid-19 chega a 138.108, um acréscimo de 0,6% sobre a soma de ontem, quando o painel do ministério marcava 137.272 falecimentos. Ainda há 2.423 mortes em investigação

seu dinheiro na sua noite

Um novo flerte do dólar a R$ 5,50

“Nunca aposte contra a América”, alertou Warren Buffett no tradicional encontro de acionistas de sua holding de investimentos em maio deste ano. O bilionário não falava especificamente da moeda dos Estados Unidos, mas toda vez que o dólar mostra sinais de força, alguém (como eu) acaba trazendo a frase à tona. Afinal, é para as […]

aquisição à vista

Stone vai lançar BDRs na bolsa brasileira e pretende usar papéis na compra da Linx

Aprovação pelos acionistas da Linx e da Stone e prévia autorização do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) estão entre as condições para finalizar a operação

Receita de volatilidade

Dólar tem forte alta com depoimento do presidente do Fed; volatilidade limita o Ibovespa

Moeda norte-americana registrou alta acentuada no início de uma série de depoimentos de Jerome Powell perante o Congresso dos EUA

recuperação econômica

Só teremos um ano cheio no turismo novamente em 2023, diz presidente da CVC

O presidente da CVC, Leonel Andrade, disse nesta terça-feira, 22, que o setor de turismo só deve voltar ao movimento pré-pandemia em 2023

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements