Menu
2019-10-14T14:21:48-03:00
A bula do mercado

Ataques na Arábia Saudita impõem incerteza aos mercados

Analistas ainda tentam determinar os efeitos do incidente ocorrido no final de semana sobre o petróleo

17 de setembro de 2019
6:44 - atualizado às 14:21
selo bula do mercado
Imagem: Seu Dinheiro

Os ativos financeiros globais voltam a iniciar o dia sob o impacto dos ataques ocorridos no fim de semana contra as instalações sauditas de petróleo enquanto analistas ainda tentam determinar se os efeitos da ação reivindicada por rebeldes iemenitas sobre a produção da commodity representam um choque de médio ou longo prazo ou se serão contornados em breve.

Metade da produção saudita de petróleo foi interrompida por causa dos ataques de sábado. Isto representa uma queda de mais de 5% da produção mundial de petróleo. O governo saudita assegura que “em breve” um terço da produção afetada estará normalizada, mas especialistas advertem que o pleno restabelecimento deve ocorrer somente dentro de algumas semanas, talvez meses.

Enquanto não houver clareza sobre o real impacto dos ataques, especialmente os geopolíticos, a tendência é de que a volatilidade persista. Se ontem o preço do barril de petróleo atingiu a maior alta já registrada em apenas um dia, os mercados abriram hoje com uma discreta devolução dos ganhos da véspera.

Por aqui, analistas advertem que a situação deve se transformar em um teste para a política de preços da Petrobras, que desde o governo Michel Temer repassa para o mercado interno de combustíveis o peso das oscilações do câmbio e do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais.

Lembrando que há apenas alguns dias, o preço do óleo diesel foi reajustado em mais de 30% nas refinarias e que até pouco tempo atrás a economia ainda sentia os efeitos da greve de caminhoneiros de maio do ano passado.

Investidores cogitam adiamento de corte pelo Fed

Às vésperas da reunião de política monetária do Federal Reserve Bank dos Estados Unidos (Fed), os ataques levaram mais analistas a passarem a considerar a possibilidade de o banco central norte-americano adiar um esperado corte na taxa básica de juro.

Outro aspecto levado em consideração pelos especialistas é a retomada das negociações entre Estados Unidos e China para contornar a guerra comercial, que figura como uma das principais preocupações da autoridade monetária norte-americana.

Ainda assim, a aposta majoritária entre os investidores é de que, mesmo a contragosto, o Fed anunciará amanhã um corte de 0,25 ponto porcentual (pp) em sua taxa de referência.

Expectativa de corte na Selic segue firme

Por aqui, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB), agentes do mercado financeiro seguem apostando firme em um novo corte de 0,50 pp na taxa Selic, levando-a a um novo piso histórico (5,50% ao ano).

Há quem veja no corte da Selic uma espécie de panaceia para os males do País, mas é crescente a percepção de que a queda na taxa básica de juro na atual situação pouco ou pode fazer pela economia real, especialmente com o dólar consistentemente acima dos R$ 4,00.

Com isso, os contratos futuros de juros (DI) devem seguir se ajustando para baixo, descoladas da volatilidade esperada no câmbio e no Ibovespa.

China segura taxa de juro de médio prazo

O fato é que não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, os agentes dos mercados financeiros acreditam que somente uma rodada de alívio monetário em grande escala será capaz de conter a desaceleração econômica global.

Hoje, a recusa do banco central chinês (PBoC) em cortar sua taxa de juro de médio prazo e a desvalorização no câmbio oficial ajudaram a derrubar os preços das ações nos mercados da China, de Hong Kong e da maior parte da Ásia. Lembrando que os bancos central do Japão e da Inglaterra fecharão na quinta-feira uma semana com decisões de política monetária em todos os cantos do mundo.

Na Europa, as bolsas de valores abriram sem direção clara, oscilando dentro de margens estreitas, enquanto os índices futuros de Nova York sinalizavam queda nos preços dos ativos.

No mundo dos indicadores, atenção para os dados da produção industrial norte-americana em agosto, a serem divulgados pelo Fed às 10h15.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

ranking da forbes

Varejo invade lista de mais ricos do Brasil; saiba mais sobre os bilionários

Luiza Trajano, Ilson Mateus e Luciano Hang chegam entre os 10 mais ricos do país, em um ano marcado por mudanças no setor varejista, alta das ações e IPOs

Seu Mentor de Investimentos

Como proteger seus investimentos diante do risco de sanções comerciais por causa das queimadas

País tornou-se um pária no mundo por conta do que acontece no Pantanal e na Amazônia, diz colunista Ivan Sant’Anna; ele aponta uma série de tipos de ativos que podem estar imunes a uma eventual protesto da comunidade internacional

caso de fevereiro

Guedes ‘excedeu barbaramente’ limites ao comparar servidor a parasita, diz juíza

Cláudia da Costa Tourinho Scarpa, da 4ª Vara Federal Cível da Bahia, afirmou que o ministro da Economia ‘insultou’ os servidores públicos

em recuperação judicial

Justiça dos EUA libera empréstimo de US$ 2,4 bi da Latam

Nova proposta retirou cláusula questionada por minoritários

o melhor do seu dinheiro

Briga de bilionários e a maior besteira da minha vida

Texto mais lido da semana foi sobre uma troca de farpas virtual entre Elon Musk e Bill Gates. O motivo da discórdia? A viabilidade de veículos elétricos para longas distâncias

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements