🔴 HERANÇA EM VIDA? NOVO EPISÓDIO DE A DINHEIRISTA! VEJA AQUI

Estadão Conteúdo
Clima azedo lá fora

Cresce preocupação com efeitos da paralisação nos EUA e da indefinição do Brexit

Com esse pano de fundo, tem crescido a aposta dos investidores de que o Federal Reserve não deve subir os juros este ano, observa relatório do Instituto Internacional de Finanças (IIF)

Estadão Conteúdo
20 de janeiro de 2019
8:27 - atualizado às 10:23
Bolsa de Nova York (NYSE) em setembro de 2011
Bolsa de NY (NYSE): guerra comercial e expectativa de desaceleração da economia mundial também contribuem para tensão nos mercados globais. Imagem: Shutterstock

O começo de 2019 tem sido marcado por forte aumento da incerteza com o ambiente político nos Estados Unidos e na Europa, avalia neste sábado o Instituto Internacional de Finanças (IIF), formado pelas 500 maiores instituições financeiras do mundo, com sede em Washington. Preocupações com as consequências políticas e econômicas da paralisação parcial do governo norte-americano, que já é a maior da história, estão "crescendo rapidamente", ressalta relatório.

No Reino Unido, as dúvidas sobre o que vai acontecer com o processo de separação da região da União Europeia, o Brexit, se avolumam e podem ter repercussões negativas na confiança de empresários e investidores, com repercussões que podem ir bem além da Europa, de acordo com o documento, assinado pelos economistas, Paul Della Guardia e Khadija Mahmood.

Estas preocupações políticas aliadas às dúvidas sobre como vão ficar as relações comerciais entre Washington e Pequim e renovados temores sobre a desaceleração da economia mundial têm tido forte influência no mercado financeiro mundial neste começo de 2019, especialmente nas bolsas de valores, que mostraram volatilidade alta nos últimos dias, ressalta o IIF. Com esse pano de fundo, tem crescido a aposta dos investidores de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) não deve subir os juros este ano, observa o relatório.

Um sinal de alerta sobre os rumos da atividade global pode ser observado nos balanços dos grandes bancos dos EUA, segundo o IIF. Um dos destaques foi o aumento das provisões para devedores duvidosos, o que revela preocupações destas instituições com os efeitos que a desaceleração da economia pode ter nas famílias e empresas. Além disso, alguns bancos estão prevendo crescimento mais moderado das receitas pela frente.

Em meio ao temor de desaceleração da economia mundial, o elevado endividamento de empresas representa uma crescente fonte de vulnerabilidade, alerta o IIF. Os passivos de companhias não financeiras atingiram 92% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial no terceiro trimestre de 2018, segundo os números mais recentes. O porcentual é recorde e parte importante do crescimento ocorreu pelo aumento das dívidas de empresas da China, segundo o relatório. Uma das razões para isso, avalia o IIF, pode ser o interesse de Pequim de estimular a atividade por meio do mercado de empréstimos, uma forma de ofuscar os efeitos negativos do conflito comercial com os EUA.

O crescimento do endividamento corporativo também ocorreu em empresas norte-americanas, que chegou a US$ 15 trilhões ao final do terceiro trimestre do ano passado - US$ 1,5 trilhão a mais do que era ao final de 2016, de acordo com o IIF.

Compartilhe

Reino Unido ameaça revisão em termos do Brexit e alimenta temores de guerra comercial; fique por dentro da visita de Boris Johnson à Irlanda do Norte

16 de maio de 2022 - 19:07

Divergências entre diferentes unionistas e nacionalistas na Irlanda do Norte pode acabar afetando relação entre Reino Unido e União Europeia

ÂNIMO PARA OS MERCADOS

Reino Unido e União Europeia fecham acordo comercial pós-Brexit

24 de dezembro de 2020 - 13:05

O acordo era esperado pelos mercados e trouxe otimismo para as bolsas da Europa e dos Estados Unidos na véspera do Natal.

brexit

Boris Johnson diz que irá em frente caso não haja acordo com União Europeia

7 de setembro de 2020 - 13:18

Primeiro-ministro britânico afirmou que bloco e Reino Unido devem “seguir em frente” caso não cheguem a um acordo de livre comércio até 15 de outubro.

Impasse nas negociações

Negociador do Brexit diz que Reino Unido não teme deixar UE sem acordo comercial

6 de setembro de 2020 - 14:12

David Frost afirmou que britânicos não temem deixar o bloco sem acordo comercial caso a UE não ceda em questões importantes.

O EFEITO DA PANDEMIA

Covid-19 é fonte de incertezas muito maiores que Brexit, diz presidente do BoE

20 de maio de 2020 - 14:50

“Estamos acompanhando de perto os desdobramentos do Brexit”, garantiu, durante audiência virtual no Parlamento.

Seu mentor de investimentos

Por que acho que o Brexit vai dar certo

7 de março de 2020 - 14:27

Tenho a impressão de que os estrangeiros que já estão aqui vão ficar. Assim como vão permanecer no continente europeu os britânicos que já estão lá

enfim a saída

Após 47 anos de aliança, Reino Unido deixa União Europeia

1 de fevereiro de 2020 - 10:40

Apoiadores se reuniram nesta sexta-feira na praça do Parlamento, na zona central de Londres, para comemorar a saída do bloco econômico

em davos

Guedes diz que vê acordo entre Brasil e Reino Unido após Brexit

23 de janeiro de 2020 - 8:19

Perspectiva do ministro leva em conta que, na Europa, o país é um dos que têm menos resistência e barreiras a produtos e serviços

discurso

Rainha Elizabeth II diz que prioridade do governo é entregar o Brexit

19 de dezembro de 2019 - 10:54

Ela também ressaltou a importância de se buscar um acordo comercial com a União Europeia, após a saída do Reino Unido do bloco

De olho no futuro

Itaú BBA volta a Lisboa, de olho no Brexit

18 de dezembro de 2019 - 7:50

Segundo fontes ouvidas pelo Estadão, Lisboa será uma divisão complementar do Itaú de Londres. Não há perspectiva de transferência de sede de uma capital para outra.

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar