Menu
2019-04-01T11:01:00-03:00
Luis Ottoni
Luis Ottoni
Jornalista formado pela Universidade Mackenzie e pós-graduando em negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou nas editorias de economia nos portais G1, da Rede Globo, e iG.
Saída da União Europeia

Brexit sem acordo aumenta chances de contração do PIB, diz BC britânico

BC britânico manteve a taxa básica de juros em 0,75% ao ano, mas cortou sua projeção de crescimento do PIB do Reino Unido neste ano, de 1,7% para 1,2%

7 de fevereiro de 2019
14:11 - atualizado às 11:01
Unão Europeia e Reino Unido
Imagem: shutterstock

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney, afirmou nesta quinta-feira que um Brexit sem acordo seria um "choque" que aumentaria as chances de que o Reino Unido registre resultados de Produto Interno Bruto (PIB) trimestrais negativos, ou seja, em contração.

Mais cedo, o BC manteve a taxa básica de juros em 0,75% ao ano, mas cortou sua projeção de crescimento do PIB do Reino Unido neste ano, de 1,7% para 1,2%, citando o impacto da demanda mais fraca nas exportações britânicas e as incertezas do processo para a retirada do país da União Europeia nos investimentos e nos gastos com consumo.

Para 2020, o BoE reduziu sua previsão de alta do PIB de 1,7% para 1,5%. Em 2021, a expectativa é que o crescimento acelere para 1,9%. "A economia atual desacelerou por causa do mundo, da Europa e das incertezas do Brexit", resumiu Mark Carney na entrevista coletiva após a decisão de política monetária. "As famílias e as empresas estão percebendo cada vez mais essas incertezas."

O canadense reconheceu que a probabilidade de uma separação abrupta, sem acordo, aumentou, lembrando que faltam apenas sete semanas para a data em que, a princípio, o Brexit deve ser consumado, de 29 de março.

Carney negou, contudo, que o BoE esteja "de mãos atadas". "Não é que as nossas mãos estejam atadas. É que a reação a um Brexit sem acordo não seria automática", explicou, acrescentando que os dirigentes do banco central têm "uma noção muito boa" dos efeitos de uma saída brusca, mas não há como prever os "detalhes".

Metade das empresas ouvidas pelo Banco da Inglaterra em seus levantamentos dizem não estar preparadas para um Brexit sem acordo, segundo o canadense.

Por outro lado, ele declarou que, se a retirada britânica do bloco europeu se der com algum tipo de acordo e uma transição "suave" - cenário que segue sendo visto como o mais provável pelo BoE - a economia do Reino Unido vai voltar a acelerar. "O investimento cresceria", pontuou.

Ainda assim, Carney mostrou ponderação. "Se houver um acordo de retirada, isso já vale alguma coisa, vale muito, mas a incerteza persiste até que empresas tenham clareza sobre a relação futura", disse, referindo-se às tratativas que transcorreriam durante o período de transição mesmo que Londres e Bruxelas acertem um pacto para regular a parte inicial da separação.

Questionado sobre se não seria adequado o BoE alterar a atual orientação para os juros, que usa os termos "graduais e limitadas" para descrever o ritmo das elevações, de forma a preparar os mercados para um cenário sem nenhuma alta da taxa em 2019, o banqueiro central foi claro: "Não."

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

pandemia

Covid-19: Brasil passa das 210 mil mortes causadas pela pandemia

Nas últimas 24 horas, as autoridades de saúde registraram 452 óbitos pela covid-19

seu dinheiro na sua noite

Antes tarde do que mais tarde

Com o uso emergencial de duas vacinas contra o coronavírus aprovado no Brasil, ainda que com muito atraso em relação a outros países (incluindo emergentes), o brasileiro pode enfim vislumbrar a possibilidade de um retorno à vida normal. Está certo que ainda vai demorar, e provavelmente veremos o resto do mundo voltar à normalidade, enquanto […]

Fechamento

Vacina empolga, mas incertezas ainda são muitas e limitam os ganhos do Ibovespa; dólar fica estável

Embora o início da vacinação tenha criado um princípio de euforia, as incertezas ainda são muitas e nublam o cenário

atenção, acionista

Itaúsa anuncia o pagamento de juros sobre capital próprio adicionais

Base do pagamento é a posição acionária final do dia 22 de janeiro; provento tem retenção de 15% de imposto de renda na fonte, resultando em juros líquidos de R$ 0,01768 por ação

insatisfações com a estatal

Petrobras sai em defesa de sua política de preços

Estatal listou uma série de respostas para justificar eventuais aumentos concedidos ou que possam vir a ser feitos este ano, diante de preços de petróleo em franca recuperação

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies