🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

A ação da Vale está valendo?

A Vale teve um resultado maravilhoso em 2018, digno de alegria para qualquer acionista. É uma boa comprar a ação da empresa?

30 de março de 2019
5:57 - atualizado às 9:53
Vale
Imagem: Shutterstock

A Vale (VALE3) optou por abrir seu release de resultados de 2018 com um laço de luto, menção às (muitas) vítimas da tragédia de Brumadinho. Já no primeiro parágrafo, uma breve descrição do ocorrido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os bons números, que vieram um pouco abaixo do esperado pelo mercado, ficaram ofuscados pelo peso da tragédia e há pouco o que se comemorar dentro da companhia, que perdeu colaboradores e boa parte de sua credibilidade enquanto viu Fabio Schvartsman, um dos mais respeitados executivos do país, deixar a cadeira de presidente vaga.

Olhando para os números, em 2018 a Vale vendeu pouco mais de 307 milhões de toneladas de minério de ferro para uma receita total de quase US$ 28 bilhões. O Ebitda, da sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (ou “lucro antes de tudo que importa”, de acordo com Warren Buffett), ficou em US$ 16,6 bilhões – uma margem bem saudável de 45%.

Com o avanço da produção da unidade S11D em Carajás, o custo de produção segue caindo e encerrou o trimestre em US$ 12,8 por tonelada de minério (US$ 14,6 no último trimestre de 2017).

Sobem volumes e preços, custos caem e a Vale se torna cada vez mais rentável: a geração de caixa livre (caixa operacional líquido dos investimentos) ficou em US$ 10 bilhões. O número é importante porque dá a medida de quanto a empresa gera de caixa além do necessário para manter as operações e crescer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, o caixa livre tem esse nome porque é justamente o que sobra para a companhia pagar credores e remunerar seus acionistas – os US$ 10 bilhões dão um retorno de 14% sobre o valor de mercado (em dólares), nada mau em um mundo em que títulos da dívida alemã negociando com taxas negativas!

Leia Também

A mina de ferro se transformou em uma vaca que, mais do que leite, dá muito dinheiro.

Caminho interrompido

Com uma dívida sob controle e o fim de ciclo de investimentos, não há dúvidas de que, no médio prazo, a Vale caminhava a passos largos para se tornar uma boa pagadora de dividendos, por mais que previsibilidade seja um desafio, e tanto, quando falamos de commodities.

O problema é que, no meio do caminho tinha uma barragem. Na conferência de resultados, a companhia estima deixar de produzir cerca de 93 milhões de toneladas em 2019, afirma que já tem R$ 16 bilhões bloqueados em suas contas e avalia que de 80 mil a 100 mil pessoas terão direito a algum tipo de ressarcimento pelos estragos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A queda esperada de produção é parcialmente compensada pela alta do minério – desde o rompimento da barragem de Brumadinho, o minério saiu de US$ 72 a tonelada e opera acima de US$ 80.

Além disso, a companhia tem capacidade ociosa e pode “apertar o passo” em outras minas e, também, acelerar o amadurecimento de S11D. No fim das contas, a perda nas receitas deve girar em torno de US$ 2 bilhões, mas com potencial para melhora das margens com menores custos – com efeito, o Ebitda esperado para 2019 é de US$ 17,9 bilhões, 6,5% maior do que o observado em 2018.

Prejuízos ainda não calculados

O que talvez ainda não tenha entrado na conta dos analistas das grandes casas é o impacto que as regras mais rigorosas terão sobre custos – nas palavras da própria companhia, o padrão de segurança mudou e as autoridades estão mais rigorosas. Conseguir aprovações para operações e manter minas rodando deve ser mais custoso.

Achar alguém para assumir o comando da empresa também será uma tarefa dura: em depoimento à CPI de Brumadinho, Schvartsman foi bastante pressionado por deputados e chegou a receber ameaça de sair da comissão preso, caso não respondesse às perguntas honestamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois do que houve em Mariana e Brumadinho, é possível que nem mesmo a Vale e os técnicos do governo saibam avaliar adequadamente as condições das barragens brasileiras. Como, então, garantir que um outro desastre não vai ocorrer novamente? Até que ponto executivos bem estabelecidos e renomados aceitarão o desafio? Já foram confirmados 216 mortos e ainda há 88 desaparecidos, um fardo pesado demais para carregar nas cotas...

Não entro nem no mérito de um possível (provável?) desaquecimento da economia global, que poderia frustrar quem espera preços de minério estáveis ao longo do ano.

Sigo olhando o papel de fora, por mais que a operação tenha mostrado força, isso é absolutamente secundário frente às perdas das vítimas e as enormes incertezas que rondam o papel. Sim, a Vale teve um resultado maravilhoso em 2018, digno de alegria para qualquer acionista. É uma boa comprar a ação da empresa? Muito cedo para dizer. O resultado financeiro se tornou secundário perto do passivo ainda incalculado da tragédia de Brumadinho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXPECTATIVA VERSUS REALIDADE

Onda de IPOs está voltando? Diretor do BR Partners (BRBI11) vê mercado ‘tentando acreditar’ na reabertura da janela

27 de fevereiro de 2026 - 13:12

Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez

DE VENDA PARA NEUTRO

BB Investimentos eleva recomendação da Copasa (CSMG3), mas alerta: alta na ação vem da expectativa pela privatização, não do desempenho operacional

27 de fevereiro de 2026 - 10:17

O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção é de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento do ação

ATENÇÃO, INVESTIDOR

A bolsa vai mudar de horário — confira o novo cronograma de negociação da B3 a partir de 9 de março

26 de fevereiro de 2026 - 14:01

Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior

'OPORTUNIDADE DOURADA'

Com potencial de alta de 23% em 2026, Aura Minerals (AURA33) é o pote de ouro da carteira do JP Morgan; entenda

25 de fevereiro de 2026 - 18:32

Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa

BTG SUMMIT 2026

‘Experimentem, vocês vão viciar’: mercado de ETFs pode chegar a R$ 1 trilhão no Brasil em alguns anos, dizem gestores

25 de fevereiro de 2026 - 17:46

Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos

CHEGA AOS 250 MIL?

Tem espaço para mais: Ibovespa pode chegar aos 200 mil pontos “logo logo”, diz Itaú BBA; veja previsão para Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4)

25 de fevereiro de 2026 - 17:03

No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo

VENCEDORA DA TEMPORADA?

A favorita entre os frigoríficos: JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) ou MBRF (MBRF3)? BTG diz o que esperar do 4T25 e dá o veredito

25 de fevereiro de 2026 - 15:41

Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques

HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): ação cai 10% após 4T25, mas isso não significa que a empresa está no caminho errado. O que explica o movimento?

25 de fevereiro de 2026 - 14:38

Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante

BALANÇO 4T25

Mercado Livre (MELI34) tem lucro menor no 4T25, mas frete grátis ‘mostra a que veio’ no Brasil; veja os números

24 de fevereiro de 2026 - 18:54

A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora

ESFRIOU NA BOLSA

Ação da dona da Brastemp cai mais de 14%: o que derrubou os papéis da americana Whirlpool (WHR)?

24 de fevereiro de 2026 - 17:22

Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado

ESTRATÉGIA DO GESTOR

O Ibovespa ficou caro demais? Gestores se mostram cautelosos e passam longe de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); saiba onde eles estão investindo

24 de fevereiro de 2026 - 14:32

Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro

MERCADOS HOJE

O Taco voltou: investidores ignoram tarifas de Trump — Ibovespa vai às máximas históricas e Nova York também avança

24 de fevereiro de 2026 - 13:49

Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados

DEU RUIM?

PicPay (PICS) desaba 18% desde o IPO: cilada ou oportunidade de compra? Citi dá o veredito

23 de fevereiro de 2026 - 18:12

Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis

SEM SINAL

Subiu no telhado? Acordo com a Claro fica travado e ação da Desktop (DESK3) chega a cair mais de 22%

23 de fevereiro de 2026 - 17:29

Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O capitão que mudou a rota do Bradesco (BBDC4), as novas tarifas de Trump e o que mais você precisa saber hoje

23 de fevereiro de 2026 - 8:32

Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente

DESCONTO E POTENCIAL DE ALTA

Dividend yield de 16%: por que este fundo imobiliário chamou a atenção do BTG

22 de fevereiro de 2026 - 17:37

Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa pega fogo com Trump e vai aos 190 mil pontos em novo recorde de fechamento; dólar bate mínima em quase 2 anos 

20 de fevereiro de 2026 - 19:09

O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%

LAJE CORPORATIVA NA CARTEIRA

Com dividendos turbinados no radar, fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) entra na mira do BTG Pactual

20 de fevereiro de 2026 - 17:01

Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados

CHEGOU NO LIMITE?

Porto Seguro (PSSA3) já deu o que tinha que dar? BBI corta recomendação para as ações e mostra outras mais atrativas

20 de fevereiro de 2026 - 16:59

O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual

‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar