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Depois de desistir de vender uma participação de 15% em suas operações na Ásia e Austrália na semana passada, a companhia pode fazer uma nova tentativa de oferta inicial de seus negócios asiáticos para reduzir o seu endividamento
A AB Inbev, do investidor Jorge Paulo Lemann e que também é dona da brasileira Ambev, informou hoje (19) que optou por vender sua filial australiana Carlton&United Breweries (CUB) ao grupo japonês Asahi Holdings, pelo valor de US$ 11,3 bilhões.
O acordo prevê que o grupo japonês tenha o direito de comercializar o portfólio global da AB Inbev e de todas as suas marcas internacionais na Austrália. A companhia ainda explicou que a operação deve ser concluída até o primeiro trimestre do próximo ano.
Mas não foi só isso. Depois de desistir de vender uma participação de 15% em suas operações na Ásia e Austrália na semana passada, a companhia pode fazer uma nova tentativa de oferta inicial de seus negócios asiáticos para reduzir o seu endividamento.
A ideia agora é oferecer uma fatia minoritária da asiática Budweiser APAC, mas desta vez excluindo a Austrália.
A empresa também espera que a próxima oferta possa ser concluída com um "preço mais adequado", mas não deu mais detalhes sobre como faria isso.
Hoje, por volta das 16h50, os papéis da companhia negociados na bolsa de Nova Iorque (BUD) estavam em alta de 5,57%, cotados em US$ 94,32.
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De acordo com alguns analistas que acompanham o mercado, o cancelamento da oferta da AB Inbev no último dia 12 deste mês teria ocorrido porque os investidores ficaram bastante insatisfeitos com o preço estipulado.
Na opinião deles, a demanda foi limitada especialmente porque a avaliação da empresa parecia não condizer tanto com a realidade, o que não chamou a atenção dos investidores para a oferta.
A expectativa da companhia era arrecadar US$ 9,8 bilhões, o que teria sido a maior listagem do mundo neste ano.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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