Por que a FedEx disse “não” para as entregas da Amazon – e os acionistas gostaram
Empresa de logística anunciou que não renovará seu contrato para transportar produtos Amazon dentro dos Estados Unidos

A Amazon ganhou uma dor de cabeça extra nos últimos dias. A companhia de logística FedEx anunciou que a partir de julho não transportará mais produtos da gigante de comércio eletrônico dentro dos Estados Unidos. A empresa é responsável por cerca de 3% das entregas mundiais da Amazon.
A decisão pelo rompimento anunciada na última sexta-feira (7) foi comemorada pelos analistas do mercado financeiro que acompanham as ações da FedEx. Segundo eles, os negócios da empresa serão beneficiados no longo prazo, à medida que a Amazon acaba demandando um grande fluxo de entregas da FedEx, que deixa de firmar contratos menores e mais lucrativos.
A agência de classificação de risco Moody's afirmou em comunicado oficial que a empresa poderá alcançar margens mais generosas dentro de sua rede Express, ampliando o atendimento para novos clientes. As ações da FedEx na bolsa de Nova York chegaram a subir mais de 3% no pregão seguinte ao comunicado.
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O outro lado da moeda
A medida vem a público em um momento de franca competição no setor de logística de entrega, um mercado há muito tempo dominado por FedEx e UPS e que ganhou mais emoção com a chegada da Amazon. Ambas as empresas têm lutado para lidar melhor com a gigante de comércio eletrônico, que é ao mesmo tempo um grande cliente e uma ameaça.
Apesar de não afetar as operações da Amazon ao redor do planeta, o rompimento com a FedEx dentro dos Estados Unidos deve trazer uma pressão aos negócios de Jeff Bezos. Vale lembrar que a Amazon vem trabalhando no compromisso de entregas de curtíssimo prazo e possui o objetivo de concluir pedidos em apenas um dia. Tudo isso dentro de um plano de expansão estratosférico.
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Não à toa a companhia tem investido pesado em logística. Para se ter uma ideia, os gastos mundiais com frete pela Amazon cresceram cerca de quinze vezes entre 2009 e 2018. No mesmo período, as vendas líquidas aumentaram sete vezes. Entre as principais medidas estudadas estão a ampliação da empresa própria de entregas, que competirá com as atuais parceiras, e o desenvolvimento de robôs que possam levar as encomendas de forma autônoma.
E não para por aí: Bezos também planeja gastar US$ 1,5 bilhão na construção de um aeroporto nos Estados Unidos que servirá de hub para os aviões cargueiros da empresa.
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