🔴 SEM JOGUINHOS, NEM APOSTAS: ESTA FERRAMENTA PODE GERAR GANHOS DE ATÉ R$ 3 MIL POR DIA – CONHEÇA

Estadão Conteúdo
Separação difícil

Reino Unido pode encarar crise pior que de 2008 com o Brexit

Analistas do governo britânica preveem queda de 3,9% do país até 2034 enquanto uma onda de incerteza avança sobre diversos setores da economia

Estadão Conteúdo
29 de novembro de 2018
6:38 - atualizado às 18:18
Imagem: shutterstock

O Reino Unido ficará mais pobre nos próximos 15 anos, seja qual for o tipo de acordo sobre o Brexit. O diagnóstico foi feito por analistas do governo e do Tesouro britânico, que levaram em conta a negociação para uma saída abrupta, conciliatória ou total da União Europeia. Um alerta emitido nessa quarta-feira, 28, pelo Banco da Inglaterra, indica que a separação desordenada poderia causar uma crise econômica pior do que a registrada em 2008.

O relatório divulgado ontem, 28, por analistas do governo britânico estima que o PIB do Reino Unido será até 3,9% menor em 2034 em relação a como seria se não houvesse Brexit. Para o cálculo, foi levado em consideração o acordo proposto pela primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa May, e aprovado pela União Europeia no fim de semana.

Em um cenário com o chamado “hard Brexit”, termo usado para designar uma saída abrupta da União Europeia, a partir de 29 de março do ano que vem, os analistas estimam que o PIB do Reino Unido possa ser 7,7% menor. No pior cenário, em que não haverá canais migratórios ou de circulação de bens, a economia britânica seria até 9,3% menor.

“Se você olhar de um ponto de vista exclusivamente econômico, haverá um custo para deixar a União Europeia, porque haverá restrições ao nosso comércio bilateral”, afirmou o ministro das Finanças britânico, Philip Hammond, acrescentando que um divórcio conciliatório minimizaria os danos. Para ele, o plano de May “entrega uma saída que é muito próxima dos benefícios de permanecer no bloco.”

Nova crise

Ontem, o Banco da Inglaterra alertou que um Brexit desordenado causaria uma crise econômica pior do que a de 2008 - e, provavelmente, a mais grave da história moderna do país. Em relatório de 88 páginas, o banco estima que uma saída sem acordo do bloco encolheria a economia britânica em até 8%, causaria queda do mercado imobiliário, dobraria a taxa de desemprego e levaria a inflação a 6,5%.

Uma reportagem do jornal Daily Telegraph, publicada antes da divulgação do relatório, mostrou que, em produção econômica no período de 15 anos, o Reino Unido pode perder 150 bilhões de libras (cerca de R$ 743 bilhões) se deixar a União Europeia sem um acordo.

Segundo o jornal Daily Telegraph, o plano do Brexit defendido por May custaria, por outro lado, 40 bilhões de libras (cerca de R$ 200 bilhões) no mesmo período. As análises foram divulgadas no momento em que a primeira-ministra luta para conseguir convencer os parlamentares britânicos a apoiar o acordo com Bruxelas. A votação no Parlamento ocorrerá no dia 11 e já é considerada uma das mais importantes em décadas.

“O futuro de estradas, ferrovias, do acesso marítimo e aéreo à Europa depois do Brexit ainda não está claro e o Ministério dos Transportes tem um trabalho crítico para garantir que o Reino Unido esteja preparado”, afirmou a presidente da comissão, Meg Hillier. “Ainda há muito o que fazer. Os riscos associados a uma falta de acordo são graves. No entanto, os planos para evitar uma alteração nos principais portos do país, em particular, estão assustadoramente pouco adiantados.”

Novo referendo

O Reino Unido deixará a União Europeia no ano que vem e entrará em um período de transição, que vai até o fim de 2020, durante o qual ambas as partes esperam negociar uma nova relação comercial e de segurança em caráter definitivo.

Enquanto o governo britânico tenta se preparar para a separação, cresce a defesa, por parte de setores da oposição, de uma nova votação sobre o Brexit. O porta-voz de Finanças do Partido Trabalhista, John McDonnell, admitiu ontem, 28, que outro referendo sobre o assunto é uma opção possível, caso um voto de não confiança não derrube antes o governo de Theresa May ou provoque uma nova eleição geral.

“Nossa política é: se não pudermos antecipar a eleição geral, então, a outra opção que sempre mantivemos sobre a mesa é o voto popular, um novo referendo sobre o Brexit”, afirmou McDonnell, em entrevista à rede britânica BBC

Compartilhe

Reino Unido ameaça revisão em termos do Brexit e alimenta temores de guerra comercial; fique por dentro da visita de Boris Johnson à Irlanda do Norte

16 de maio de 2022 - 19:07

Divergências entre diferentes unionistas e nacionalistas na Irlanda do Norte pode acabar afetando relação entre Reino Unido e União Europeia

ÂNIMO PARA OS MERCADOS

Reino Unido e União Europeia fecham acordo comercial pós-Brexit

24 de dezembro de 2020 - 13:05

O acordo era esperado pelos mercados e trouxe otimismo para as bolsas da Europa e dos Estados Unidos na véspera do Natal.

brexit

Boris Johnson diz que irá em frente caso não haja acordo com União Europeia

7 de setembro de 2020 - 13:18

Primeiro-ministro britânico afirmou que bloco e Reino Unido devem “seguir em frente” caso não cheguem a um acordo de livre comércio até 15 de outubro.

Impasse nas negociações

Negociador do Brexit diz que Reino Unido não teme deixar UE sem acordo comercial

6 de setembro de 2020 - 14:12

David Frost afirmou que britânicos não temem deixar o bloco sem acordo comercial caso a UE não ceda em questões importantes.

O EFEITO DA PANDEMIA

Covid-19 é fonte de incertezas muito maiores que Brexit, diz presidente do BoE

20 de maio de 2020 - 14:50

“Estamos acompanhando de perto os desdobramentos do Brexit”, garantiu, durante audiência virtual no Parlamento.

Seu mentor de investimentos

Por que acho que o Brexit vai dar certo

7 de março de 2020 - 14:27

Tenho a impressão de que os estrangeiros que já estão aqui vão ficar. Assim como vão permanecer no continente europeu os britânicos que já estão lá

enfim a saída

Após 47 anos de aliança, Reino Unido deixa União Europeia

1 de fevereiro de 2020 - 10:40

Apoiadores se reuniram nesta sexta-feira na praça do Parlamento, na zona central de Londres, para comemorar a saída do bloco econômico

em davos

Guedes diz que vê acordo entre Brasil e Reino Unido após Brexit

23 de janeiro de 2020 - 8:19

Perspectiva do ministro leva em conta que, na Europa, o país é um dos que têm menos resistência e barreiras a produtos e serviços

discurso

Rainha Elizabeth II diz que prioridade do governo é entregar o Brexit

19 de dezembro de 2019 - 10:54

Ela também ressaltou a importância de se buscar um acordo comercial com a União Europeia, após a saída do Reino Unido do bloco

De olho no futuro

Itaú BBA volta a Lisboa, de olho no Brexit

18 de dezembro de 2019 - 7:50

Segundo fontes ouvidas pelo Estadão, Lisboa será uma divisão complementar do Itaú de Londres. Não há perspectiva de transferência de sede de uma capital para outra.

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar