Para Tovar, da Truxt, otimismo deve ‘empolgar’ mercados nos próximos dias
Sócio-fundador da Truxt Investimentos acredita que bolsa deve ver alta nos próximos dias, após primeiro turno mostrar liderança forte de Bolsonaro

Diante de um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, com um resultado no primeiro turno muito favorável ao candidato do PSL, o sócio-fundador da gestora Truxt Investimentos, José Tovar, acredita que os mercados devem amanhecer bastante otimistas nesta segunda-feira (08), mantendo a “empolgação” para os próximos dias.
“Como a liderança de Bolsonaro foi arrasadora – não ganhou em primeiro turno por muito pouco –, ele vem muito forte para o segundo turno. Já o PT teve derrotas importantes no Senado e nos governos de três estados muito relevantes, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Esses acontecimentos vão animar os mercados nos próximos dias”, avalia Tovar.
Bolsonaro é lido pelo mercado como um candidato reformista e a favor de privatizações, uma vez que seu guru econômico e candidato a ministro da Fazenda é o economista liberal Paulo Guedes.
Perto do fim da apuração das urnas, Bolsonaro tinha 46% dos votos válidos, contra 29% de Haddad.
Em Minas, o petista Fernando Pimentel ficou fora do segundo turno na disputa para o governo do estado, encabeçada pelo candidato do Partido Novo, Romeu Zema, que enfrentará Antonio Anastasia, do PSDB.
As derrotas do PT no Senado também foram significativas, com Lindbergh Farias (RJ), Dilma Rousseff (MG) e Eduardo Suplicy (SP) fora da casa.
Leia Também
“Estou surpreso como o PT apanhou nos três principais estados. Na região mais rica do país o partido foi dizimado, sobreviveu apenas no Nordeste. Um Senado com menos PT também deixa o mercado mais otimista”, diz Tovar.
Bolsa deve ter o maior impacto
O impacto positivo deve, na opinião de José Tovar, ser maior na bolsa, que deve ver um movimento de alta pelo menos nos primeiros dias. O avanço deve ocorrer principalmente nos preços das ações das estatais, dando continuidade ao movimento ocorrido na última semana.
Ações de companhias como Petrobras e Eletrobrás vêm se beneficiando das menores chances de o PT voltar ao poder e, consequentemente, interferir na gestão das estatais. A grande diferença de votos entre Bolsonaro e Haddad no primeiro turno deve levar o mercado a entender que as chances do PT não são realmente grandes.
“O cenário é muito favorável para o Bolsonaro no segundo turno. Os preços vão refletir uma vitória dele e podem exagerar”, diz Tovar.
Para o sócio-fundador da Truxt, deve haver queda nos juros e no dólar, mas em menor intensidade. No caso dos juros futuros, o gestor acredita que a movimentação maior deve se dar na parte mais longa da curva, isto é, nos juros de mais longo prazo. “Na parte mais curta, já temos inflação batendo na meta, não vai ter tanto movimento”, diz.
Ele lembra que o investidor pessoa física deve ser cauteloso e diversificar investimentos. “Vai ter alguns dias de euforia. O investidor tem que tomar cuidado para que essa euforia não fique acima do razoável”, alerta.
Para Tovar, é importante mesclar os investimentos de liquidez imediata com outros de médio e longo prazo, como ações e NTN-B (títulos públicos atrelados à inflação) de vencimento longo.
“O cara que topa bolsa tem que ter horizonte de investimento de dois, três anos. O brasileiro tem que aprender a ter mais tolerância à volatilidade. Nada acontece no curtíssimo prazo”, diz.
PT deve se voltar mais para o centro
O sócio-fundador da Truxt acredita que, até o segundo turno, algumas mudanças na corrida eleitoral devem acontecer.
“O PT vai ter que dar uma guinada para o centro, porque esta campanha foi muito pouco vencedora, quase não foi para o segundo turno. O partido terá que rediscutir a estratégia econômica. O programa do PT é muito à esquerda, muito ruim para o lado fiscal”, opina.
Tovar frisa que o primeiro turno mostrou um grande movimento “anti-PT”. Com isso, nomes mais moderados do partido devem ganhar espaço, em detrimento de nomes mais radicais à esquerda, na tentativa de Haddad angariar votos.
Para o gestor, se o PT endereçar a questão fiscal – maior problema econômico do país hoje – com credibilidade, será “melhor para o Brasil”, pois teríamos dois candidatos com chances de serem benéficos para a economia.
“Mas, infelizmente, acho que o debate sobre economia vai continuar não acontecendo na campanha para o segundo turno. Os candidatos não vão querer tocar em temas mais amargos, como redução de gastos e reforma da previdência”, observa.
Numa eventual eleição de Bolsonaro, Tovar crê que a grande incógnita será a forma como ele negociará com o Congresso, pois não tem experiência nisso.
“Muitas lideranças ficaram de fora. Teremos um Congresso novo, com mais militares e religiosos, uma cara mais Bolsonaro, mas a dificuldade de negociar já sabíamos que ele iria ter. Mas se for uma vitória avassaladora, ele vai ter popularidade nos primeiros meses e algum poder no Congresso. Todo mundo vai querer apoiá-lo”, avalia.
Nesse sentido, Tovar acredita que Bolsonaro poderia aproveitar os primeiros meses do seu mandato para atacar pontos mais populares, como corrupção e segurança e, em paralelo, tratar questões econômicas importantes sem “apanhar tanto”.
“Se ele conseguisse manter o time econômico atual, com a liderança do Paulo Guedes, seria um show para o mercado”, completa.
ESG
B3 realiza 2ª edição de toque de campainha dedicado à filantropia para levar a causa para dentro das empresas
20 de outubro de 2026 - 13:32DEPOIS DO TOMBO
Com queda de 30% em 2026, TRXF11 quer recomprar cotas, mas um ‘detalhe’ pode limitar a operação
20 de outubro de 2026 - 12:32MERCADOS HOJE
3 mil pontos em 13 minutos: o gatilho que disparou o Ibovespa antes da eleição
20 de outubro de 2026 - 12:04BILHÕES NO RALO
“O investidor trocou Vale por Petrobras”: a combinação que faz a mineradora perder R$ 24 bilhões enquanto o Ibovespa festeja
20 de outubro de 2026 - 10:29FOME RENOVADA
TRXF11 coloca maior centro de distribuição do Mercado Livre (MELI34) na carteira por R$ 250 milhões — mas volta atrás em outro negócio
19 de outubro de 2026 - 10:07'NÃO É HORA DE VENDER'
Ibovespa a 240 mil pontos? Inter explica por que ainda vê espaço para a bolsa subir
18 de outubro de 2026 - 15:30MOVIMENTOS TÁTICOS
Estrangeiros despejam R$ 19 bilhões na bolsa em outubro; desafio agora é transformar aposta eleitoral em fluxo permanente
17 de outubro de 2026 - 12:11RESUMO SEMANAL
Petrobras (PETR4) sobe mais de 6% e escapa do tombo do Ibovespa; veja o que movimentou a bolsa na semana
17 de outubro de 2026 - 9:58MUDANÇA DE ARES
Brasil é a melhor escolha na América Latina: BTG zera posição em Argentina e aposta em oito ações brasileiras
16 de outubro de 2026 - 19:27UM TEMPERO EXTRA
Não é só o rali eleitoral: BTG tem mais motivos para recomendar C&A (CEAB3), XP (XPBR31), Cyrela (CYRE3) e estas outras ações
16 de outubro de 2026 - 18:28DEPOIS DA FESTA
Ibovespa a 240 mil pontos? Mesmo após o rali eleitoral com Flávio Bolsonaro, Inter e Citi ainda veem espaço para a bolsa subir
16 de outubro de 2026 - 14:00TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?
Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel ao HSLG11, mas segue devendo ao FII; entenda como fica a ação de despejo
16 de outubro de 2026 - 10:38ALOCAÇÃO TÁTICA
Adeus ao CDI fácil: UBS rebaixa renda fixa pós-fixada e vê espaço para a bolsa brasileira saltar até 25%
15 de outubro de 2026 - 18:07TURNAROUND DA CARTEIRA
BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
15 de outubro de 2026 - 17:30Conteúdo Empiricus
Opções: Como driblar o principal desafio deste mercado e buscar oportunidades com potencial de multiplicar o capital investido
15 de outubro de 2026 - 14:00MUDANÇAS EM CURSO
Os ETFs estão fazendo com os fundos o que os fundos fizeram com as ações há mais de 20 anos
15 de outubro de 2026 - 12:45TANQUE CHEIO NA BOLSA
Petrobras (PETR4) bate R$ 800 bilhões em valor de mercado pela primeira vez. O que está por trás do novo recorde?
14 de outubro de 2026 - 16:27O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO