Menu
2018-10-08T12:15:20-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Mercados

Cenário atual favorece manutenção da Selic em 6,5% agora em outubro

Queda acentuada do dólar e dos juros futuros podem dar mais tempo para o Banco Central avaliar comportamento da inflação e expectativas

8 de outubro de 2018
11:35 - atualizado às 12:15
Edifício-sede do Banco Central, em Brasília
Imagem: Rodrigo Oliveira/Caixa Econômica Federal - Flickr/BCB

A queda acentuada do dólar no pregão desta segunda-feira se reflete também nos contratos futuros de juros e aumenta a chance de termos Selic em 6,5% ao ano por mais algum tempo. Quadro também favorece investidor de NTN-Bs.

A resposta do mercado às urnas é bastante positiva, já que a avaliação prevalente é de que Jair Bolsonaro, tido como mais comprometido com ajustes e reformas, será o vencedor do segundo turno que acontece em 28 de outubro.

A recente comunicação do BC tinha endurecido o tom, indicando que o futuro da taxa básica de juros dependeria do comportamento do dólar, que chegou a testar os R$ 4,20, em função da incerteza com relação às eleições, e da continuidade de reformas, notadamente no lado fiscal.

O próximo encontro do BC é no dia 31 de outubro, com presidente já definido e reposta do mercado às urnas também. Mas olhando o quadro atual, com o dólar voltando abaixo de R$ 3,80, certamente as projeções para inflação têm uma descompressão, dando mais tempo para o BC avaliar o cenário antes de reduzir a quantidade de estímulo monetário na economia. A última reunião do ano acontece em 11 e 12 de dezembro.

Falo em mais tempo para o BC avaliar, pois outros fatores, como recuperação da atividade doméstica e cena externa, não permitem descartar por completo um cenário de Selic mais elevada à frente. O que se ganha, por ora, é uma postergação do movimento de alta.

Olhando as últimas projeções apresentadas, com dólar a R$ 4,15 e Selic a 6,5%, o IPCA estava marcando 4,5% em 2019, escapando da meta de 4,25% ao ano.

O boletim Focus desta semana mostrou uma breve piora nas expectativas para 2018 e 2019, provavelmente captando o IPCA de setembro de 0,48%, teto das expectativas. A boa notícia veio para prazos mais longos, com 29 instituições prevendo IPCA de 3,75% para 2021, algo que não tinha acontecido desde que a meta do ano tinha sido fixada. Tal movimentação pode ser vista como ganho de credibilidade do BC. O mercado segue com Selic de 6,5% neste ano e 8% em 2019.

Tesouro Direto

Quando o BC tinha acenado a chance de alta de juros, falamos aqui das oportunidades no mercado de títulos do Tesouro. Entre as recomendações estava a compra de Tesouro IPCA, as Notas do Tesouro Nacional Serie – B (NTN-B) de prazo mais longo. A avaliação era de que o prêmio pedido, que rondava a linha dos 6%, estava atraente, visto que qualquer aceno com relação à continuidade de ajustes e reformas poderia fazer essa taxa cair, promovendo firme valorização nos títulos. A ideia era o investido não carregar até o vencimento.

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

acelera aí

Gol cobra agilidade da Smiles na análise de incorporação

Companhia aérea afirma que demora na avaliação da proposta resultará em atraso substancial na reorganização das empresas

Exile on Wall Street

Crescidos e vacinados

Há tempos, me preocupo com a possibilidade de estarmos usando um arcabouço velho para um mundo novo.

o melhor do seu dinheiro

A bolsa e o teto sobre nós

É sempre bom ouvir o que Luiz Fernando Figueiredo tem a dizer. Em junho passado, quando falou com o Seu Dinheiro pela última vez, o ex-diretor do Banco Central e sócio-fundador da Mauá Capital praticamente cantou a bola de quais seriam os próximos movimentos da taxa básica de juros (Selic). De lá para cá, o […]

EXPECTATIVAS

Economistas melhoram projeções para déficit fiscal em 2021

Relatório Focus aponta ainda revisão positiva nas projeções para inflação e crescimento da economia neste ano

números mistos

‘Prévia do PIB’, IBC-Br aponta para nova desaceleração da economia

Índice registra crescimento de 0,59% em novembro, abaixo dos 0,75% de outubro, mas acima do esperado por analistas

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies