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Dados da Bolsa por TradingView
2018-09-27T09:41:49-03:00
Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
CEO do Seu Dinheiro. É CFP® (Certified Financial Planner). Tem graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional BM&FBovespa. Foi Diretora de Conteúdo e editora-chefe do Seu Dinheiro, editora de Economia do G1 e repórter de O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e do portal IG.
Eleições 2018

O avanço de Bolsonaro chegou ao limite?

Pesquisa do Ibope mostra Bolsonaro com leve queda nas intenções de voto, enquanto Instituto Paraná ainda aponta crescimento.

26 de setembro de 2018
20:47 - atualizado às 9:41
Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro, principal nome do PSL - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil)

Quem acompanha os mercados já sacou que o otimismo na Bolsa aumenta quando as intenções de voto em Jair Bolsonaro crescem e cai quando o petista Fernando Haddad desponta. Mas o que pensar se duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira (26) mostram tendências diferentes?

Ibope: Bolsonaro aparece estagnado, com 27% das intenções de voto, um ponto percentual a menos do que a pesquisa divulgada dois dias antes, feita entre os dias 22 e 24.

Paraná Pesquisas/Crusoé: Bolsonaro ainda cresce, com alta de 31,2%, contra 26,6% na sondagem anterior feita entre os dias 7 e 11.

Quem errou?

Se as pesquisas estão diferentes, alguém errou. Essa foi a primeira coisa que pensei. Em vez de tomar conclusões precipitadas, procurei os dois institutos para esclarecimentos. O Ibope disse que não fala do assunto, mas pediu para prestar atenção que a data das pesquisas é diferente.

Além da questão da data, o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, deu outra explicação: a margem de erro das pesquisas, especialmente para os dados regionais.

"Ninguém está questionando as pesquisas. Está tudo na margem de erro", explicou.

A margem de erro nacional é de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Então, no limite, Bolsonaro ficaria com cerca de 29% das intenções de voto nas duas pesquisas.

A grande diferença está na margem de erro regional. Quanto menor a amostra, maior a margem de erro. Por exemplo, no caso da pesquisa do Instituto Paraná, a margem de erro sobe, respectivamente, para 3,5%, 4,5% 5,5% e 6% nas regiões Sudeste, Nordeste, Norte + Centro-Oeste e, por fim, no Sul.

Na pesquisa de segunda-feira, por exemplo, o Ibope apontava Bolsonaro com 30% das intenções de voto no Sul, número que se mostrava muito distante do levantado pelo Instituto Paraná. Na pesquisa divulgada nesta quarta-feira, Bolsonaro sobe para 36% no Ibope, mais próximo do número do Instituto Paraná, de 38,4%.

Voto útil no 1º turno

O movimento de voto útil no primeiro turno roubou votos de Marina, Ciro e Alckmin. Na prática, o eleitor de direita ou esquerda está migrando das candidaturas que se mostraram mais frágeis para o candidato que parece ter mais chance contra o adversário que mais rejeitam no segundo turno. Esse tese deu força para Bolsonaro, explica Hidalgo, roubando votos de Alckmin, Meirelles e Álvaro Dias. Mas tem limite e dificilmente vai crescer a ponto de dar a vitória para Bolsonaro no primeiro turno.

"Para o Bolsonaro ir a 50% no Sul o Álvaro Dias teria que cair abaixo de 10%. Não vai acontecer. A mesma lógica vale para o Alckmin em São Paulo. A questão regional ainda é forte."

O que pode surpreender ainda é o voto feminino. Hidalgo minimizou a rejeição das mulheres ao Bolsonaro -e me fez o seguinte alerta: não pense nesse tema com a lupa de uma mulher que trabalha e é independente financeiramente.

"A maioria das mulheres do Brasil não são executivas. Na baixa renda, muitas são analfabetas e dependentes. São influenciadas pelos votos masculinos de filhos e maridos". E, influenciadas por filhos e maridos, podem, sim abraçar o Bolsonaro.

Sem precedentes

Hidalgo avaliou que é difícil prever o futuro nesta eleição puramente por falta de referências.

"Bolsonaro é um mito. Fez a campanha sozinho no celular. E o PT saiu em campanha com o Lula preso como candidato. Não têm parâmetro para comparar na história eleitoral do Brasil."

Ele reforça à tese da polarização do Brasil entre direita e esquerda que deve levar o país a um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad.

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