⚽️ Brasil enfrenta a Coreia do Sul na próxima fase; confira os dias dos próximos jogos

Cotações por TradingView
2019-04-04T12:30:02-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Otimismo

Governo Bolsonaro está no caminho certo para 75% da população

Pesquisa CNI/Ibope também mostra que para 64% novo governo será ótimo ou bom e que prioridades devem ser saúde e geração de empregos

13 de dezembro de 2018
11:59 - atualizado às 12:30
Jair-Bolsonaro-Diplama-TSE
Ministra Rosa Weber entrega a Jair Bolsonaro, diploma de presidente da república eleito - Imagem: Roberto Jayme/Ascom/TSE

O presidente eleito Jair Bolsonaro já disse em mais de uma ocasião que nem ele nem sua equipe têm o direito de errar. E parece que o espaço para eventuais equívocos é mesmo pequeno, já que o otimismo com o próximo governo é grande.

Para 75% dos brasileiros, Bolsonaro e sua equipe estão no caminho certo. Além disso, 64% acreditam que o novo governo será ótimo ou bom, 69% afirmam que a própria vida vai melhorar ou vai melhor muito em 2019 e 66% acreditam que a situação econômica do Brasil vai melhorar ou melhorar muito no ano que vem.

Os resultados aparecem na pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira – Perspectiva em Relação ao Novo Governo”, divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Foram ouvidas 2 mil pessoas em 127 municípios, entre os dias 29 de novembro e 2 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Cabe a ressalva de que a sondagem aconteceu antes das notícias envolvendo o filho do presidente e senador eleito, Flávio Bolsonaro, e as movimentações financeiras incompatíveis do seu ex-motorista, captadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O otimismo é maior entre os homens e os que têm maior renda familiar. O próximo governo será ótimo ou bom para 69% dos homens e para 72% dos que recebem cinco salários mínimos ou mais. O percentual cai para 61% entre as mulheres e para 58% entre aqueles com renda familiar de até um salário mínimo.

Quando a pergunta é relativa à expectativa em relação ao futuro do Brasil, sem especificar o ano de 2019, 63% da população se diz otimista ou muito otimista, enquanto os que se dizem pessimistas ou muito pessimistas são 26%.

Já o pessimismo em relação ao futuro do país é mais disseminado entre os brasileiros com renda familiar inferior a um salário mínimo. Nesse grupo, 36% se dizem pessimistas ou muito pessimistas com o futuro do país, percentual que cai a 23% entre aqueles com renda familiar entre um e dois salários mínimos, recua a 22% entre os que possuem renda familiar entre dois e cinco salários mínimos e chega a 20% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos.

Indicações e planos

A sondagem também mostra que a população aprova as indicações feitas para compor o governo e as propostas apresentadas pela nova equipe.  Entre os que se consideram um pouco informados, 55% consideram as indicações para a equipe adequadas ou muito adequadas. O percentual aumenta junto com o grau de informação do entrevistado. Entre os que se dizem muito informados, 77% consideram que as pessoas indicadas para compor o primeiro escalão do governo são adequadas ou muito adequadas.

Sobre as propostas, a medida mais lembrada é a reforma da Previdência, mencionada por 12% dos entrevistados. Com 9% está a liberação da posse ou do porte de armas e o combate à corrupção.

Ainda sobre as proposições do novo governo, entre os que se dizem ao menos um pouco informados, 75% aprovam os planos apresentados pela equipe de Jair Bolsonaro. O número aumenta para 83% entre os que se consideram informados ou muito informados.

Prioridades

Melhorar os serviços de saúde, estimular a criação de empregos, atacar a corrupção, combater a violência e a criminalidade devem ser as prioridades do novo governo.

Em primeiro lugar, com 41% das respostas, aparece a opção melhorar os serviços de saúde. Com 40% de menções, os entrevistados sugerem a geração de empregos. Em terceiro lugar, empatados com 36% das citações estão o combate à corrupção e o combate à violência e à criminalidade. Na sequência, com 33% das respostas, os brasileiros citam a melhoria da qualidade da educação.  A soma dos percentuais de resposta é diferente de 100% porque o entrevistado podia escolher até três prioridades.

Entre os brasileiros com renda familiar até um salário mínimo, o desemprego é o problema mais citado entre os três principais, listado por 50%.

Na média geral, o principal problema de 2018 é a Saúde, com 46%, seguido pelo desemprego, com 45%, corrupção, com 40%, e segurança, com 38%.

Questões da área econômica, como inflação e juros elevados são mencionados por apenas 6% e 4%, respectivamente. O déficit da Previdência tem 3% das menções, evidenciando o desafio de comunicação que o governo terá para convencer população e Congresso de que esse seria a prioridade número um do governo.

Quando a pergunta muda para o lado das prioridades em 2019, promover a reforma da previdência sobe para 5%, controlar a inflação vai a 14%, e reduzir juros e facilitar o crédito cai para 1%.

O que deve melhorar?

Cerca de quatro em cada dez brasileiros (43%) acreditam que a segurança pública está entre os três problemas que mais vão melhorar no primeiro ano do governo Bolsonaro. Em seguida, aparecem a corrupção e o desemprego, com 37% e 36%, respectivamente. Saúde tem 31% das menções.

O que deve piorar?

Entre os respondentes, 21% não souberam ou não quiseram responder qual o problema que vai piorar mais em 2019. Outros 11% disseram que a piora será em outras áreas não listadas e 6% afirmaram que não haverá piora em nenhuma área.

Na lista de 28 problemas apresentados aos entrevistados, 14 encontram-se tecnicamente empatados, com percentuais de 7% a 11%, ou seja, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. O primeiro é o custo de vida/inflação, seguido por desemprego, desigualdade social, falta de moradia e impostos elevados.

Governo Temer

A CNI também apresentou a sondagem trimestral sobre o governo Michel Temer.  O número de pessoas que considera o governo ruim ou péssimo caiu de 82% em setembro para 74% agora. Os que avaliam o governo como ótimo ou bom subiu de 2% para 5%.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

SEU DINHEIRO NA COPA

Brasil segue favorito mesmo após primeira derrota na Copa; confira as seleções queridinhas das oitavas entre os apostadores

3 de dezembro de 2022 - 9:14

Já classificado, Tite escalou um time recheado de reservas que acabou perdendo de 1 x 0 para os camaroneses, que ficaram fora do mundial

Aperta o play!

Copom realiza última reunião do ano na próxima quarta (07); o que esperar para a Selic daqui para frente?

3 de dezembro de 2022 - 8:00

No podcast Touros e Ursos desta semana, falamos sobre as incertezas fiscais que cercam a decisão de juros do Copom e como investir neste cenário

FECHAMENTO DO DIA

Poeira assenta em Brasília e Ibovespa sobe quase 3% na semana; dólar cai a R$ 5,21

2 de dezembro de 2022 - 19:29

Em Nova York, no entanto, o clima foi de cautela. O payroll, o raio-X do mercado de trabalho americano e um dos dados mais importantes para o Federal Reserve na decisão de política monetária, mostrou uma força maior do que a esperada

DINHEIRO NA CONTA

Dividendos: Raízen (RAIZ4) depositará R$ 918 milhões na conta dos acionistas em 2023, mas data de corte é na próxima semana; veja quem terá direito à bolada

2 de dezembro de 2022 - 19:22

A Raia Drograsil anunciou o pagamento de proventos nesta sexta-feira (2): a farmacêutica distribuirá R$ 90 milhões na forma de JCP

TOMA LÁ, DÁ CÁ

Vai causar estrago? Europa fixa valor do barril de petróleo russo em US$ 60 e deve despertar a fúria de Putin

2 de dezembro de 2022 - 18:35

Na decisão de hoje, os europeus detalham que o limite de preço do petróleo russo será revisado regularmente e deve ser “pelo menos 5% abaixo do valor médio de mercado”

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies