Menu
2018-11-24T14:46:09-02:00
Estadão Conteúdo
Política

Critério para preencher ministérios é técnico, não é festa, diz Bolsonaro

Em evento no Rio de Janeiro, presidente eleito também negou que haja pressão da bancada evangélica ou do DEM para a definição de ministros

24 de novembro de 2018
14:46
O Presidente eleito Jair Bolsonaro, fala com a imprensa após reunião com os futuros comandantes das Forças Armadas, no Comando da Marinha, em Brasília.
Bolsonaro: "Não tô lá para fazer um governo como os anteriores, não vou jogar cargo pra cima e quem se jogar na frente pega"Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro (PSL), disse neste sábado, 24, que ainda não definiu todos os nomes para o próximo governo por precaução. Após uma cerimônia de aniversário de 73 anos da brigada da Infantaria de Paraquedista, na Vila Militar, em Deodoro, zona oeste do Rio, Bolsonaro disse que já gostaria de ter definido todos os nomes para ministros, mas que o critério é técnico, e não "festa".

"Para divulgar os outros ministros, ainda falta a gente conversar com aqueles que pretendemos colocar. Todos os ministérios são importantes, isso tem que ser muito bem discutido. A gente não pretende anunciar os nomes e, depois, lá na frente, trocá-los. É igual a um casamento, você pode namorar com muitas pessoas, mas ficar noivo e casar, só com uma, é isso que queremos", disse ele. "O critério para preencher (os ministérios) é técnico, não é festa. Não tô lá para fazer um governo como os anteriores, não vou jogar cargo pra cima e quem se jogar na frente pega", acrescentou.

Bolsonaro também negou que houvesse pressão da bancada evangélica ou do DEM para a definição de ministros. A afirmação foi feita após Bolsonaro ter sido perguntado se a bancada evangélica contraindicou o educador Mozart Neves, diretor do Instituto Ayrton Senna, para a pasta da Educação.

Ele era crítico do projeto Escola sem Partido, uma das principais bandeiras do presidente eleito. Para a função, Bolsonaro anunciou o professor colombiano Ricardo Vélez Rodríguez, nome desconhecido da comunidade educacional, mas que tem afinidade com o projeto.

"Não teve nenhuma pressão da bancada evangélica. A bancada evangélica é muito importante, não só para mim, mas como para o Brasil. Mas essa pessoa indicada, pelo que eu sei, não é evangélica, mas atende aquilo que a bancada defende como valores familiares", disse o presidente eleito.

Bolsonaro justificou que escola "é lugar para aprender uma profissão" e ter noções de cidadania e patriotismo e não de ideologia de gênero "e formação de militantes". "Se escola plural é ensinar sexo para criancinhas na sala de aula, meus parabéns ao futuro ministro", afirmou.

O presidente eleito também declarou que o DEM não indicou nenhum ministério de seu governo, ao ser questionado sobre a escolha da deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) para ministra da Agricultura e do deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) para a Saúde.

"Quem escolheu a Tereza Cristina foi a bancada ruralista. Quem indicou o Mandetta (futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta) foi a bancada de saúde da Câmara. Se fosse do PSDB, teria sido acolhido por mim da mesma maneira", disse ele.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Mais uma opção

Empresa protocola na Anvisa pedido para uso emergencial da Sputnik V

Neste domingo, Anvisa se reunirá para tratar de pedidos para uso de vacinas CoronaVac e a da AstraZeneca/Oxford

Seguro obrigatório

Pagamento de indenizações do DPVAT passa a ser feito pela Caixa

Banco agora é o responsável pela gestão dos recursos do seguro e pelo pagamento das indenizações. A medida começa a valer a partir desta segunda-feira

Sinal verde

Bolsonaro não deve mais barrar a Huawei no leilão do 5G no Brasil

Segundo fontes do Palácio do Planalto e do setor de telecomunicações, o banimento da empresa chinesa provocaria um custo bilionário com a troca dos equipamentos

Impasse

Guedes monta operação ‘apara arestas’ para manter Brandão à frente do Banco do Brasil

Por enquanto, o presidente do BB está no “limbo” na avaliação de funcionários do próprio banco, sem uma manifestação pública do presidente e de Guedes

IPO

Espaçolaser pode arrecadar até R$ 3 bilhões em estreia na B3

Maior rede de clínicas de depilação do País lançou ontem sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês)

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies