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Bolsonaro quer vetar reajuste do STF mas joga bomba para Temer: ‘ele sabe o que fazer’

Reajuste elevará o teto do funcionalismo público para R$ 39 mil e pode gerar R$ 4 bilhões em custos aos cofres públicos

14 de novembro de 2018
7:05 - atualizado às 14:34
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro - Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), mostrou preocupação com o Orçamento de 2019 e sinalizou que gostaria que o presidente Michel Temer vetasse o reajuste salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que elevará o teto do funcionalismo público para R$ 39 mil.

"Ele sabe, é uma pessoa responsável, não precisa de apelo. Sabe o que vai fazer. O que ele vai fazer compete a ele", disse Bolsonaro no Superior Tribunal Militar, ao ser perguntado se faria um apelo a Temer para vetar reajuste. Ele se reuniu com José Coelho Ferreira, presidente do tribunal.

O presidente eleito mostra mais uma vez desconforto com a aprovação do reajuste, que pode gerar custos aos cofres públicos da ordem de R$ 4 bilhões por ano, se estendido o aumento aos juízes e procuradores estaduais, o que é permitido em algumas legislações estaduais e garantido por uma liminar do Conselho Nacional de Justiça.

O reajuste foi aprovado no Senado na semana passada. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, disse que pautou o tema por considerar que não tinha nenhuma restrição do novo governo.

Bolsonaro disse que o reajuste é mais um problema para o Orçamento. "Isso (reajuste) é mais motivo de preocupação. Estamos com déficit para ano que vem. É mais um problema que vamos ter", disse.

O presidente eleito pelo PSL disse também que a pasta do Trabalho vai continuar com status de ministério, e não será uma secretaria. "Vai ser a princípio um enxugamento de ministério, o trabalho não está sendo menosprezado, mas apenas absorvido por outra pasta. Não sei ainda qual vai ser o formato", disse.

Bolsonaro indicou que o destino do Trabalho não deve ser junto da Fazenda: "ficaria pesado". O número final de ministérios, segundo ele, deve ficar entre 17 ou 18. O presidente eleito também criticou o número de cargos comissionados no Executivo.

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