Itaú tem lucro bilionário, mas números ficam um pouco abaixo do esperado
Lucro líquido recorrente ficou em R$ 6,454 bilhões no terceiro trimestre, alta de 3,2% em relação ao mesmo período de 2017

O Itaú Unibanco foi o primeiro grande banco brasileiro a divulgar seus números do 3º trimestre de 2018. A instituição teve um lucro líquido recorrente de R$ 6,454 bilhões no período, número que representa uma alta de 3,2% na comparação com o mesmo intervalo de 2017 (quando o lucro foi de R$ 6,254 bilhões).
O resultado ficou um pouco abaixo da estimativa de analistas consultados pela Bloomberg, que previam lucro de R$ 6,51 bilhões no trimestre. Já em relação aos três meses imediatamente anteriores, quando o resultado foi de R$ 6,382 bilhões, houve aumento de 1,1%.
Segundo o balanço divulgado nesta segunda-feira, 29, o desempenho do banco foi influenciado por um menor custo do crédito e pelo crescimento da margem financeira com clientes. No lucro atribuível aos acionistas controladores (IFRS), o resultado foi de R$ 6,126 bilhões de julho a setembro, com leve alta de 1,34% ante igual período do ano passado.
Em contrapartida, os efeitos positivos que beneficiaram o desempenho do banco no período foram parcialmente compensados por maiores despesas não decorrentes de juros em meio ao reforço que a instituição fez de suas equipes comerciais, em especial na rede de agências, seguros e adquirência. Houve também, conforme o banco, o impacto sazonal do acordo coletivo, além do efeito da variação cambial nas despesas na América Latina.
Carteira de crédito em alta
A carteira de crédito total ajustada do Itaú encerrou setembro em R$ 636,4 bilhões, aumento de 2,1% ante junho, quando ficou em R$ 623,3 bilhões. Em um ano, quando a cifra foi de R$ 575,2 bilhões, foi visto aumento de 10,6%.
Em nota à imprensa, o presidente do Itaú, Candido Bracher, afirma que a instituição segue observando uma "demanda saudável" por crédito tanto de pessoas físicas quanto de micro, pequenas e médias empresas. "Nesse terceiro trimestre de 2018, concedemos 38% mais créditos para pessoas físicas e 22% mais créditos para micro, pequenas e médias empresas no Brasil em relação ao mesmo período de 2017”, diz o executivo, que acrescenta: "A melhoria dos indicadores de inadimplência dessas carteiras ao longo do ano tem evidenciado a qualidade dessa originação de crédito".
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Os ativos totais do Itaú alcançaram R$ 1,613 trilhão no terceiro trimestre, aumento de 10,0% em um ano, de R$ 1,466 trilhão. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 1,543 trilhão, foi vista elevação de 4,6%.
O patrimônio líquido do banco somou R$ 125,035 bilhões de julho a setembro, incremento de 1,1% em um ano, de R$ 123,631 bilhões. No comparativo trimestral, quando ficou em R$ 121,758 bilhões, a alta foi de 2,7%. Já o retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) do Itaú ficou em 21,3% ao fim de setembro, contra 21,6% ao término de junho e 21,6% um ano antes.
Resultado líquido e recorrente
O Itaú publicou ainda lucro líquido contábil de R$ 6,247 bilhões no terceiro trimestre, expansão de 2,80% ante um ano, de R$ 6,077 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 6,244 bilhões, a cifra ficou praticamente estável.
As principais diferenças entre o lucro líquido e o resultado recorrente no terceiro trimestre, conforme explica o banco em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, foram, dentre outros motivos, R$ 206 milhões de efeito de amortização de ágio.
*Com Estadão Conteúdo.
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