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Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Invista com pouco dinheiro

4 investimentos que você pode fazer com até R$ 500

De fundos a ações, o mercado tem muito espaço para quem quer aplicar com pouco dinheiro

Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
27 de novembro de 2018
12:08 - atualizado às 17:13
mão segura notas de cem reais enquanto define para onde ir
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Dia desses vi uma publicação nas redes sociais que dizia: “Vou comer em lugar caro sim, vou voltar de Uber todos os dias sim. Não vão ser R$ 30 ou R$ 50 que vão me deixar mais rico”.

Na mesma hora eu me lembrei de uma palestra sobre finanças pessoais que assisti há alguns anos lá no Itaú, ainda como estagiário. Era um daqueles cursos voltados para a imprensa, que ajudava os jornalistas a informarem seus leitores sobre os principais fundamentos de uma vida financeira saudável.

Uma das dicas mais importantes daquela palestra era ensinar o público a consumir e gastar sua renda de forma inteligente. É para isso, a palestrante dizia que é preciso entender que qualquer valor - por menor que seja - pode ser utilizado como capital para investimento.

Como seria possível então que, com tão pouco, você conseguisse investir? Resolvi ir atrás de alguns profissionais de investimentos para responder essa pergunta, e já te adianto que a resposta é sim, você pode começar a aplicar com valores baixos como R$ 500.

Um dos analistas com quem conversei foi o Ivens Filho, gestor de produtos da Guide Investimentos. Ele me contou que, com esse valor aí de cima é possível investir em praticamente todos os ativos do mercado. E isso vale para quem tem desde um perfil mais conservador até para alguém mais arrojado e que gosta do risco.

Aproveitei o papo com o Ivens e perguntei quais aplicações ele considera mais interessantes nesse caso. Para os conservadores, ele aconselha títulos públicos do Tesouro Direto, especificamente o Tesouro Selic. Quer saber mais sobre essa aplicação? Confira nosso Guia do Tesouro Direto.

Já para o pessoal que gosta de arriscar um pouco mais, Ivens indica os fundos multimercados. Mas ele deixa um alerta: cuidado com o gestor do fundo! Vale a pena buscar detalhes de como esse fundo seleciona seus ativos para não cair em ciladas ou negócios pouco rentáveis.

Pensando nessa dica de fugir das ciladas, fui além e conversei com outros gestores para saber o que eles sugerem nesses casos.

Falei com a consultora da Órama Investimentos, Sandra Blanco, e com dois dos gestores do Bradesco, Luiz Jordan e André Gomes. Tanto o Tesouro Direto quanto os fundos apareceram na lista dos três, mas o interessante é que eles indicaram variações desses produtos, como fundos de crédito privado ou multimercados.

Selecionei para você quatro desses investimentos que considero os mais vantajosos para quem está com dinheiro sobrando, mas não necessariamente tem grandes quantias.

1 - Tesouro Direto

É claro que os títulos públicos não poderiam ficar de fora dessa lista. Uma das coisas mais interessantes que ouvi da Sandra Blanco foi que o Tesouro Direto consegue unir duas características muito valorizadas no mercado: a segurança e a rentabilidade.

Essa linha de investimentos tem oportunidade para todos os gostos. Para quem é mais conservador, por exemplo, vale a pena apostar no Tesouro Selic.

Também vale olhar para os títulos pós-fixados. Nesses casos, se você não pretende usar o dinheiro no curto prazo e quer deixar render por um período mais longo, sua aposta deve ser nos títulos atrelados à inflação, as tais NTN-Bs.

2 - Fundos de Renda Fixa

Essa é uma boa saída para quem não pretende manter a aplicação por muito tempo - algo entre seis meses e um ano. Esse tipo de fundo é mais conservador e garante ali uma rentabilidade boa no curto prazo.

O Ivens Filho comenta que, se o prazo de resgate é baixo, o ideal é sempre fugir de ativos mais complexos ou de grande risco, como a renda variável, por exemplo.

Mas fique ligado: existe muito fundo por aí com rentabilidades ruim e que no fim do dia pode fazer você perder dinheiro. Neste link você encontra um histórico de dados dos fundos disponíveis no mercado, onde aparecem informações como a rentabilidade e a taxa de administração cobrada pela gestora.

Para não te deixar na mão, vai aqui uma dica de um fundo do BTG Pactual recomendado pela Luciana Seabra. Ele pode ser uma ótima oportunidade para você, já que consegue bater de uma só vez a poupança e o Tesouro Direto.

3 - Fundos multimercados

Ainda seguindo na linha da segurança, os fundos multimercados também são ótimas pedidas e se encaixam no perfil dos que prezam pela liquidez.

No geral, o que você deve ficar atento sobre esses fundos é a porcentagem de renda fixa que eles têm dentro da carteira: quanto mais conservador for seu perfil, busque maior participação nessa modalidade.

Na conversa que tive com a Sandra, ela me contou que no momento atual dos investimentos vale a pena buscar aqueles fundos que possuem uma participação maior em ações - algo em torno de, pelo menos, 20%. Isso acontece porque hoje o mercado vive um momento de grande expectativa para uma alta na bolsa diante do perfil mais liberal que o governo Bolsonaro mostrou.

A consultora da Órama aproveitou para me indicar dois fundos dessa categoria que são administrados pela própria gestora. O primeiro era o Ouro Preto Real, que entregou em setembro de 2018 0,53% de rentabilidade mensal e 5,51% de anual com uma taxa de administração de 1%.

O segundo fundo era o Artesanal FIC, que teve rentabilidade de 0,44% ao mês e 4,85% no ano em setembro de 2018. A taxa de administração é mais alta: de 3%.

4 - Ações

Essa é mais uma daquelas alternativas que muitas pessoas costumam ter dúvida se vale ou não a pena investir. No geral, você pode sim aplicar em ações com pouco dinheiro, mas é meu dever te alertar que junto com o papel você também leva um elemento muito importante chamado risco. Na bolsa você deve estar sempre preparado para todos os cenários: desde lucros astronômicos até perdas brutais.

Pensando nisso, as ações são mais indicadas para quem pretende resgatar o dinheiro no longo prazo, dando tempo para que o papel se valorize. E eventualmente, você espere uma maré ruim dos mercados passar.

Uma outra dica que recebi nas conversas com os especialistas é de que o mercado de ações costuma ser mais vantajoso para aquele investidor experiente ou que já tem aplicações em outros ativos, como a renda fixa ou os fundos.

A própria Sandra diz que, se você é um daqueles investidor de começo de carreira e quer ver resultados rápidos, não adianta diversificar com ações. O que valeria a pena, nesse caso, é buscar bons fundos que já tragam uma carteira diversa. No geral, a Sandra recomenda: para investidor que está começando e ainda entende pouco dos ativos, mais de duas opções de investimentos começa a ser desfavorável.

Mas se você está pronto para embarcar nessa, vale a pena dar uma atenção especial para os papéis das estatais. Com o viés privatista da equipe de Paulo Guedes, a tendência é que esses ativos, como Petrobras e Eletrobras, ganhem impulso extra no médio prazo. Quem já embarcou nessa aposta, ganhou dinheiro. E a previsão é que a alta continue (se tudo der certo!).

E a poupança?

Esse investimento gera polêmica e divide opiniões. Há quem defenda essa aplicação (a mais antiga do Brasil), e há quem te aconselha a fugir dela. O Luiz Jordan é das pessoas que defendem a poupança como alternativa de investimento. A justificativa é a necessidade de as pessoas ficarem confortáveis com o investimento.

Mas também existem gestores que não perdem a oportunidade de dizer um sonoro “fuja da poupança”. Para a Sandra, por exemplo, essa aplicação nunca foi e nunca será opção. E eu tendo a concordar com ela porque hoje a poupança rende 70% da Selic e leva uma lavada de muitas opções do Tesouro Direto e de muitos fundos por aí.

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