O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Contra incertezas e ameaças de catástrofe, nada melhor do que ter um seguro. Pois na bolsa muitos investidores levaram essa máxima à risca
Contra incertezas e ameaças de catástrofe, nada melhor do que ter um seguro. Pois na bolsa muitos investidores levaram essa máxima à risca. As ações das seguradoras estão entre os destaques de alta em um ano até aqui magro para a renda variável.
Enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, acumula alta de apenas 3% em 2018, as ações Porto Seguro sobem 67%. Foi bem mais que a valorização do dólar - o “porto seguro” de muitos investidores - que subiu 23%.
Ainda mais impressionante é a alta de 96% da resseguradora IRB no mesmo período. A SulAmérica também acompanha o bom momento das seguradoras com valorização bem acima do Ibovespa. Só duas empresas ficaram para trás: BB Seguridade e a corretora Wiz.
Para saber o que acontece com as seguradoras e se ainda dá tempo de lucrar, fui atrás de quem compra e de quem recomenda a compra (ou venda) das ações: gestores de fundos e analistas.
Leia Também
O setor de seguros é o que os especialistas chamam de “defensivo”. Ou seja, para onde você corre quando a coisa está feia. Diante da incerteza sobre o resultado das eleições e das tensões externas, talvez seja um dos melhores lugares para se ficar hoje, para quem quer ter exposição em bolsa.
São duas as razões: primeiro, as seguradoras devem se beneficiar de um provável ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic). Toda vez que você paga para ter a cobertura do seu carro ou da sua casa, as empresas aplicam parte desse valor em investimentos de baixo risco, que ganham mais em ciclos de juros maiores. E a expectativa do mercado é que o Banco Central eleve os juros dos atuais 6,5% para 8% até o fim do ano que vem.
“O mercado agora está de olho em como a expectativa de melhora da economia e de juros maiores no ano que vem se reflete nas seguradoras”, me disse o analista Carlos Daltozo, da BB Investimentos.
A segunda razão para o ganho das ações é que, mesmo no atual cenário de Selic baixa, as seguradoras - no caso, IRB, Porto Seguro e SulAmérica - conseguiram entregar bons resultados. Contrariando a expectativa de boa parte do mercado, aliás.
“Foi dada muita importância ao resultado financeiro e subestimaram o lado operacional”, me disse Francisco Kops, da Garde Asset Management, gestora com mais de R$ 7 bilhões em recursos.
Até mesmo a greve dos caminhoneiros ajudou as empresas. Isso porque, com a redução da circulação de carros nas ruas, diminuiu também o número de batidas e roubos. E, para as seguradoras, isso significa menos despesas com o pagamento das indenizações - ou "sinistros", no jargão do setor.
De todas as ações do setor, talvez a que mais tenha sofrido com o desconhecimento dos investidores tenha sido a resseguradora IRB, que abriu o capital em julho do ano passado. Havia o receio de que a empresa perdesse participação de mercado com a maior competição no segmento onde ela atua - espécie de seguro contratado pelas seguradoras quando os riscos que elas precisam honrar são muito grandes.
Mas o que aconteceu foi o contrário. IRB não só aumentou sua fatia no mercado brasileiro como ainda conseguiu expandir as operações para o exterior, o que proporcionou à empresa valiosas receitas em dólares.
Além de melhorarem a receita, as seguradoras fizeram a lição de casa do lado das despesas. Esse trabalho fica mais evidente na SulAmérica, que tem o seguro saúde como principal produto.
As únicas ações que não conseguiram surfar as ondas difíceis do mercado neste ano foram BB Seguridade e Wiz. Sobre a segunda pesa principalmente o fim do contrato de exclusividade com a Caixa Econômica Federal, apesar dos bons números dos balanços recentes.
No caso da BB Seguridade, a holding que reúne as participações do Banco do Brasil na área, são duas as âncoras: os resultados fracos obtidos ao longo deste ano e também a incerteza eleitoral.
O resultado das eleições também deve determinar se vale a pena comprar as ações das seguradoras. Caso o cenário de incerteza persista, o melhor negócio é manter o time que está ganhando, com IRB, Porto Seguro e SulAmérica, segundo Eduardo Rosman, analista do BTG Pactual.
“São ações boas para se estar no momento atual, principalmente o IRB. Mas se o mercado virar e voltar a ficar otimista pode haver uma migração para a BB Seguridade”, ele me disse.
Até pelo desempenho fraco neste ano, a empresa de seguros do BB pode ser a principal aposta no setor para quem está disposto a correr mais riscos. Para um gestor de fundos, a maré de resultados ruins já dá sinais de que pode virar. “Quando o mercado perceber, as ações já vão ter subido novamente”, ele disse.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas
Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100
A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano
GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis
Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos
Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro
Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar
Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito
Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação
Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas
Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil
A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido
Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais
Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas
A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?
Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora
Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano