O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Duas empresas do setor imobiliário chamaram a atenção. Uma deu sinais de recuperação e a outra de que ainda terá que lutar contra a crise. Mas há oportunidades para os acionistas de ambas.
Depois de uma bela temporada de resultados – prometo fazer um apanhado geral na próxima semana, mas já tem um teaser, com spoilers, nesta matéria aqui – acho digno comentar o que vi de melhor e de pior no trimestre.
Passando por uma inflexão na economia, é natural vermos algumas empresas decolando enquanto outras tentam conservar combustível para chegar ao próximo aeroporto a salvo.
Nesse sentido, a JSHF (JHSF3) teve a decolagem autorizada – a companhia apresentou crescimento relevante em todos os segmentos de negócio, com avanço nas vendas e aluguéis dos shoppings, aumento na ocupação dos quartos de hotéis e mesas de restaurantes e um crescimento impressionante nas vendas do segmento de incorporação, impulsionado pelas vendas de casas e terrenos na Fazenda Boa Vista.
Para quem não sabe, a JHSF é especializada em desenvolvimento imobiliário e administração de shoppings com foco no público de alta renda – se você já deu uma passeada no Shopping Cidade Jardim ou se hospedou em alguma unidade dos hotéis Fasano sabe do que estou falando.
Há alguns anos, a família Auriemo sonhou alto demais e resolveu construir um aeroporto executivo na região de São Roque, para capturar o fluxo de jatinhos dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos.
O projeto custou e demorou bem mais do que o previsto (e deixou alguns dos parceiros no empreendimento enfurecidos). Como desgraça pouca é bobagem, a companhia se viu extremamente endividada no meio da escalada dos juros e da crise – quem quer comprar uma casa de veraneio de R$ 5 milhões no meio da bagunça que foi o país desde o fim de 2014?
Leia Também
Foram três anos de cintos muito apertados, venda de ativos e negociação com os credores. Mas a companhia está saindo do buraco com a venda recente de participação em alguns shoppings para um fundo imobiliário e com uma inflexão que está se materializando no balanço.
Os resultados do segundo trimestre já tinham sido promissores, mas o terceiro trimestre foi praticamente de chorar (de alegria):
A administração fez o dever de casa, mas a melhora operacional se deu mais pela conjuntura econômica (aumento da confiança e queda nas taxas de juros) do que por alguma medida extraordinária. É claro que ter um bom portfólio com estratégias de marketing e lançamento ajudam, mas o que estava faltando era a danada da demanda.
A Fazenda Boa Vista, condomínio de casas de altíssimo padrão, fez uma receita de R$ 44 milhões (o número havia sido negativo em R$ 4 milhões no terceiro trimestre de 2017) simplesmente porque vendeu-se mais unidades – quem tem dinheiro guardado resolveu sair da toca, talvez imaginando que estejamos no fim da janela para compra de imóveis e que o pior da crise do setor tenha ficado para trás.
O mesmo efeito veio nos hotéis, restaurantes e nas vendas/ocupação das lojas dos shoppings.
A estratégia de segurar preços e manter o status de luxo dos produtos deixou a companhia nas cordas nos últimos anos, mas pode trazer retornos no médio prazo.
Com a última venda de ativos, a JHSF colocou R$ 550 milhões no caixa, dinheiro suficiente para pagar as dívidas mais caras e financiar a conclusão do aeroporto e de alguns outros projetos.
É verdade que, no fim das contas, a empresa vendeu participação em bons e lucrativos shoppings para financiar uma empreitada que é, no mínimo, desafiadora, mas o caminho está aberto para uma nova rodada de expansão em dois de seus melhores ativos (Shopping Cidade Jardim e Fashion Outlet Cartarina).
O mercado parece concordar com as minhas impressões – só no dia da divulgação, o papel subiu 13,5% e, desde a mínima de junho deste ano são 72% de alta. Desconfio que ainda há um bom caminho pela frente – o papel negocia 80% abaixo do que valeu em 2012.
A situação ainda não é totalmente confortável e eu não me surpreenderia se, com a melhora no sentimento, a JHSF anunciasse um aumento de capital nos próximos meses. De qualquer forma, é inegável o bom trabalho que a equipe fez para atravessar a tempestade.
Quem fez (e faz) um bom trabalho para enxugar custos e racionalizar a operação, mas ainda não pode dizer que saiu das nuvens mais carregadas, é a Tecnisa (TCSA3).
Apesar de ninguém esperar que a companhia entregasse grandes números, acho que ninguém contava com o tamanho da encrenca – o papel caiu quase 5% depois da divulgação.
Pela primeira vez em sua história a incorporadora reportou receita líquida negativa –o volume de devoluções (distratos) foi maior do que o de vendas no período.
Tudo bem que a ressaca da greve dos caminhoneiros e o efeito da Copa do Mundo não ajudaram, mas o nível de vendas caiu 64% na comparação anual e a velocidade das vendas ficou em decepcionantes 7% – grosso modo, isso quer dizer que a companhia precisaria de 3,5 anos para vender todo o seu estoque de imóveis.
O cenário é realmente preocupante, ainda mais se levarmos em consideração a alta alavancagem e a eventual necessidade de caixa caso resolva lançar novos empreendimentos – aliás esse é o dilema Tostines: para gerar caixa, é preciso lançar; para lançar, é preciso de caixa.
De positivo, como a companhia tem poucas obras a concluir, pode segurar o consumo e destinar boa parte da entrada de caixa futura para a redução da dívida, que voltou a crescer no trimestre.
O grande problema é a concentração do estoque – cerca de 35% está no Jardim das Perdizes, um empreendimento enorme que, apesar da qualidade, foi lançado fora de hora. A falta de demanda gerou uma bola de neve, com investidores e compradores correndo para repassar ou devolver as unidades – queda de preços e de volumes foram inevitáveis.
Como o setor historicamente opera alavancado, a redução de vendas e aumento dos distratos cobrou um preço alto e a companhia teve que rever sua estratégia e vender alguns ativos para tentar segurar a sangria.
A diretoria foi fiel ao plano de recuperação – a redução das despesas administrativas é de fazer inveja. Até a mudança de escritório, em uma medida mais simbólica do que efetiva, foi pensada para enxugar custos e mostrar comprometimento.
Apesar da forte redução do endividamento líquido na comparação anual, os prejuízos recorrentes encolheram o patrimônio líquido e a alavancagem, medida pelo endividamento líquido / patrimônio líquido, pulou de 51% para 61% em um ano.
A posição de caixa ainda é relativamente confortável – a Tecnisa encerrou o trimestre com R$104 milhões, mas se essas vendas não pegarem no breu, é possível que venha mais um aumento de capital pela frente – seria a terceira vez em cerca de dois anos.
Olhando para o copo meio cheio (sempre fui um Brightsider), esse pode ter sido o início do fim. A regulamentação dos distratos pode ajudar e o nó desatado das eleições podem dar uma boa ajuda nas vendas. Aliás, as vendas para o mês de outubro já foram bem melhores, de acordo com o release de resultados.
Atualmente, o valor de mercado (R$ 404 milhões) é uma fração do estoque próprio, avaliado a R$ 941 milhões, e do potencial de VGV (indicador que mede o potencial de vendas) de seu banco de terrenos, que bate na casa de R$ 4,6 bilhões. Olhando esses números, dá para encarar a Tecnisa como uma daquelas apostas que fazemos sem muito compromisso.
Dada a quantidade e qualidade dos ativos, o risco de solvência me parece relativamente baixo – os principais acionistas têm “bolsos fundos” e poderiam ancorar uma nova rodada de aumento de capital, assim o risco maior fica na diluição dos minoritários.
JHSF e Tecnisa, apesar dos diferentes momentos diferentes, são duas boas formas de fazer uma aposta alavancada na recuperação econômica – mas só se for para colocar dinheiro de pinga, aquele que você topa perder no caso de um pouso de emergência.
Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas
No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia
A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos
O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real
Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana
Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso
A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo
Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia
A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista
Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo
Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial
O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”
Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos
A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros
Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata
Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões