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O “kit Brasil” continua valendo: estatais como Branco do Brasil (BBAS3), Eletrobras (ELET6) e Petrobras (PETR4) devem puxar a fila. Se estivermos falando de mais de 100 mil pontos no Ibovespa, o que vai subir mesmo é o “lixo”.
“Você voltaria até quando para tentar consertar o país?”
“Difícil dizer, mas me parece que tem muita coisa errada com a Constituição de 88. Certamente daria para melhorar algumas coisas.”
Meu primo, que é mais velho e infinitamente mais sábio, rebateu:
“Acho que as coisas começaram a dar errado um pouco depois de assinarem o Tratado de Tordesilhas.”
O Brasil é um país confuso, para dizer o mínimo.
Uma coleção de jabuticabas: arremedos, puxadinhos e privilégios. Fundado na tradição das Capitanias Hereditárias, 500 anos de idas e vindas nos transformaram no país da meia-entrada, se Marcos Lisboa me permite...
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Não é uma pessoa, qualquer que seja, que vai dar conta de arrumar toda essa bagunça.
O caminho é longo e os problemas, enormes. Estamos à beira de um colapso fiscal, a reforma da Previdência está uns cinco anos atrasada e as reformas política e fiscal são mais do que prioridades.
Mas Bolsonaro recebeu cerca de 58 milhões de votos (pouco mais de 55% dos votos válidos) – quase 11 milhões de votos a mais que o “Andrade” – o que lhe dá capital político e legitimidade para implementar as ideias de Paulo Guedes, economista mais do que respeitado e, acredita-se, capaz de indicar um bom caminho para a economia do país.
O que virá desse novo governo, só o tempo dirá.
Mas a eleição das agendas reformistas e, mais do que isso, a derrota do partido responsável por boa parte dos problemas econômicos que estão aí na mesa, tendem a gerar um clima de euforia não só nos mercados financeiros, mas na economia real.
Empresários devem aprovar investimentos e o otimismo deve impulsionar o consumo. Se levarmos em consideração o momento favorável do ciclo – ociosidade, baixa pressão inflacionária, juros baixos (podem subir um pouco) – há um crescimento “contratado” para os próximos anos.
Nesse ambiente, não enxergo uma classe de ativos melhor do que ações: os 100 mil pontos são, sim, uma realidade possível, ainda mais se os ventos lá de fora continuarem soprando a nosso favor. Já tem gente falando em 125 mil ao fim de 2019, olha aí o tal do otimismo que gira a economia!
E, se for isso mesmo, se a euforia tomar conta, quase tudo vai subir – vai ser uma alta “across the board” como gostam de falar os gringos (cujo capital deve inundar os mercados brasileiros nos próximos meses). Isso, claro, sempre pensando nas condições normais de temperatura e pressão, ou seja, desde que não tenhamos nenhuma ruptura nas economias lá de fora, que já mostram alguns sinais de desgaste.
Nem tudo vai subir igual, claro.
O “kit Brasil” continua valendo: estatais como Branco do Brasil (BBAS3), Eletrobras (ELET6) e Petrobras (PETR4) devem puxar a fila. Algumas estaduais também podem brilhar, com destaque para Cemig (CMIG4), que tem tudo para viver dias de glória depois da vitória esmagadora de Romeu Zema (Novo) em Minas Gerais.
Se o brasileiro se animar e for às compras, as chamadas cíclicas domésticas – B2W (BTOW3), Lojas Americanas (LAME3), dentre várias outras – podem apresentar crescimento forte.
Com o capital fluindo para cá, o dólar perde um pouco da pose e as exportadoras, como Fibria (FIBR3), Suzano (SUZB3) e Vale (VALE3) podem perde o fôlego – ficaria longe delas até o fim do ano.
Gosto muito das empresas de infraestrutura, como Rumo (RAIL3), e de shoppings – Multiplan (MULT3) e Iguatemi (IGTA3) podem voar, já que, com essa animação toda, é difícil acreditar que os juros não cedam mais um pouco – será que veremos a “B” com cupom abaixo dos 4% nos próximos meses???
Mas, cá entre nós, se vier tudo isso mesmo. Se estivermos falando de 100 mil, 125 mil ou sei lá quantos mil pontos, o que vai subir mesmo é o “lixo”. Empresa alavancada, microcaps e vários daqueles nomes que a gente nem lembrava ser listada. Por que não fazer uma fezinha em Oi (OIBR3) e Brasil Properties (BRPR3)? Para fechar o carrinho e partir para o checkout, um punhado de SMALL11, só para ter certeza de que tem um monte das pequenas ali na cesta.
Como vai terminar a união do capitão com o economista liberal eu não sei. A oposição já deve estar se armando e, ao primeiro sinal de desgaste político, veremos do que é feito esse casamento. Até lá, Bolsonaro tem um parlamento relativamente favorável e, ao que tudo indica, está formando uma coalizão para governar.
O que nos resta agora é torcer para um bom governo e para que o país, já dividido há tantos anos, encontre uma forma de caminhar junto – tomara que, de fato, Bolsonaro governe para todos, como sinalizou em seu primeiro discurso.
Enquanto torcemos, não custa nada se posicionar para surfar a onda e colocar uma grana no bolso.
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