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O mais provável é que a queda vertiginosa esteja associada ao fato de que o papel esteja se ajustando ao preço estipulado na oferta de ações
Depois de ver os seus ativos dispararem no começo deste mês, as ações da Tecnisa (TCSA3) sofreram um revés e terminaram o pregão desta quinta-feira (18), com queda de mais de 9%.
A razão é porque ontem (17) foi anunciado que o preço por ação ficou em R$1,10 na oferta subsequente (follow-on) de distribuição primária que a empresa fará.
O ponto é que como os papéis estavam sendo negociados na bolsa por volta de R$ 1,43, o mais provável é que a queda vertiginosa esteja associada ao fato de que o papel esteja se ajustando ao preço estipulado na oferta de ações.
Em outras palavras, pelo fato do preço atual estar acima do valor estabelecido no follow-on isso pode ter gerado um movimento vendedor.
Como explicou o Victor Aguiar, a Tecnisa passa por uma situação incômoda. Ao fim do primeiro trimestre deste ano, por exemplo, a construtora tinha apenas R$ 102 milhões em caixa — cifra inferior ao total de dívidas com vencimento até o fim de 2019, de R$ 113 milhões.
A ideia de fazer uma oferta subsequente de ações de distribuição primária era parte do plano para reforçar o caixa e trazer alívio às suas métricas de endividamento.
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De acordo com as informações divulgadas ontem (17), serão emitidas 405 milhões de novas ações ordinárias (ON). Com isso, a empresa arrecadou R$445,5 milhões e o capital social da companhia passará a ser de R$ 1.868.315.630,00, dividido em 736.192.307 ações ordinárias.
Mas a oferta não será para qualquer tipo de investidor. Segundo a Instrução CVM 476, as empresas podem realizar ofertas com esforços restritos.
Nesse caso, apenas um grupo de, no máximo, 50 investidores profissionais poderá subscrever ou comprar os novos ativos.
Geralmente, a preferência por esse tipo de emissão está relacionada ao custo mais baixo e agilidade, já que não é preciso fazer prospecto (documento que deve conter todas as informações sobre o investimento, como o risco, perspectivas da empresa etc) e não exige registro na CVM.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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