Duas maiores empresas de shoppings mudam o desenho do setor no País
Na última segunda-feira, 5, os conselhos de administração da Sonae Sierra Brasil e da Aliansce deram sinal verde para o início imediato da operação do novo grupo formado pela fusão de ambas

Movimentos estratégicos das duas maiores empresas de shoppings centers do País criaram um novo desenho do setor. Na última segunda-feira, 5, os conselhos de administração da Sonae Sierra Brasil e da Aliansce confirmaram o cumprimento das exigências para fusão das empresas e deram sinal verde para o início imediato da operação do novo grupo, batizado de Aliansce Sonae Shopping Centers SA. Na sexta, 2, a BRMalls anunciou a venda de sete shoppings e o consequente abandono da posição de líder absoluta da área no Brasil.
Os próximos passos da Aliansce Sonae serão voltados à captura de sinergias e à revisão do portfólio de shopping centers. “Temos alguns poucos shoppings que podem ser vendidos”, disse Rafael Sales, presidente da companhia ao Estadão/Broadcast. Segundo ele, a alienação pode envolver entre dois e cinco unidades. “São bons ativos e não temos urgência para vendê-los”, disse.
Segundo Sales, a Aliansce Sonae ficará em shoppings considerados “dominantes”, isto é, com apelo junto ao consumidor e em áreas populosas. “Nosso apetite por aquisições continua, mas em características que atendam nosso foco”, disse.
[captacao]
Segundo ele, daqui em diante o crescimento poderá ocorrer por meio da compra de participação adicional em shoppings nos quais já está presente, ou em unidades de terceiros. Também estão previstas expansões físicas dos shoppings em funcionamento. As vendas dos shoppings do Sonae Aliansce somaram R$ 14,8 bilhões nos últimos 12 meses, enquanto a receita líquida foi de R$ 876 milhões.
O plano de investimentos anuais deve ser anunciado nos próximos meses. A Aliansce previa desembolsos de R$ 100 milhões a R$ 140 milhões em 2019. Já a Sonae não divulgava a projeção. Sales, porém, mostrou otimismo. “Não devemos ter dificuldade para manter ou expandir o nível de investimentos, pois a geração de caixa vai melhorar e a alavancagem estará em níveis razoáveis”, afirmou.
Leia Também
Já o anúncio de novos shoppings permanece fora do radar no curto prazo, pois o entendimento é de que a maioria dos lojistas ainda está machucada pela crise e não tem condições de expandir suas redes. “Dificilmente vamos anunciar um greenfield (novo projeto) nos próximos 12 meses, mas temos estudos nas regiões que consideramos interessantes”, disse.
Outro ponto importante agora é a captura das economias decorrentes da fusão, estimadas em torno de R$ 55 a R$ 70 milhões por ano, com diluição de despesas administrativas e comerciais. O valor final das sinergias ainda será calculado, mas a perspectiva é de que a maior parte das economias sejam absorvidas por volta de 2020 e 2021.
Enquanto isso
Ao mesmo tempo em que o grupo organiza a fusão, a concorrente BRMalls deixa a liderança absoluta. Após mais de uma década de hegemonia, a BRMalls concluiu na sexta-feira, 2, a venda de sete empreendimentos para o Fundo de Investimento Imobiliário BTG Pactual Shoppings por R$ 700 milhões. Com a venda de outras duas unidades que estão sendo negociadas, restarão 29 centros de compra no portfólio, com 1,2 milhão de metros quadrados (m²) de área para lojistas. Em 2013, eram 52 shoppings e 1,7 milhão de m².
Segundo o presidente da BRMalls, Ruy Kameayma, a empresa voltou-se à rentabilidade em vez de tamanho. “Há dois anos temos esculpido o portfólio, saindo de ativos considerados não estratégicos”, disse.
Assim, a Aliansce Sonae terá 29 centros de compra (igual aos da BRMalls) além de outros 11 sob sua administração. A área própria de lojas é de 814 mil m² (30% menor que da BRMalls), enquanto a área consolidada chega a 1,4 milhão de m² (16,5% maior). Esse patamar, entretanto, não é definitivo.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
FACA AFIADA
Citi manda vender Banco do Brasil (BBAS3) após eleições; veja o que colocar no lugar
27 de outubro de 2026 - 13:09SD ENTREVISTA
Agência com cara de hotel? A aposta do Bradesco (BBDC4) para atrair clientes endinheirados
27 de outubro de 2026 - 12:03APOSTA NO LUXO
Massagem, hotéis Fasano e descontos: a nova cartada do Itaú (ITUB4) e da JHSF (JHSF3) para conquistar os clientes ricos
27 de outubro de 2026 - 8:33VAI DE BOLSA
Após SpaceX (SPCX), Anthropic quer entrar no grupo do ‘IPO do trilhão’ com documento enviado à SEC
26 de outubro de 2026 - 14:45AQUISIÇÃO BILIONÁRIA
Itaú (ITUB4) desembolsa R$ 2,925 bilhões para comprar NeoSpace e fortalecer operação de inteligência artificial
26 de outubro de 2026 - 9:12AGORA VAI?
Oncoclínicas (ONCO3) avança em reestruturação e apresenta novo plano para renegociar R$ 5,7 bilhões em dívidas
23 de outubro de 2026 - 19:43MAIS UM RECORDE
Embraer (EMBJ3) tem novo recorde na carteira de pedidos, que totalizou US$ 35,7 bilhões no 3T26; veja os números
23 de outubro de 2026 - 16:48BARATA DEMAIS?
Petz Cobasi (AUAU3) quer recomprar até 17,6 milhões de ações; o que isso significa para o acionista?
23 de outubro de 2026 - 16:21Conteúdo Empiricus
A Warner vale US$ 110 bilhões? Entenda por que saber o preço justo da sua empresa pode fazer a diferença em uma negociação
23 de outubro de 2026 - 14:00DEPOIS DO RESULTADO....
Crédito sob pressão: CEO do Bradesco (BBDC4) defende qualidade da carteira, mas mercado teme perda de ritmo
23 de outubro de 2026 - 11:46BALANÇO
Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 14% no 3T26, a R$ 7,1 bilhões; calotes podem frear a virada?
22 de outubro de 2026 - 18:07NEGÓCIO EM ANDAMENTO
CSN (CSNA3): Agora vai? Venda da CSN Cimentos deve sair nas próximas 2 semanas, mas sem exclusividade, diz jornal
22 de outubro de 2026 - 17:58O QUE PESOU NO 3T26?
A conta chegou para a WEG (WEGE3): custos e tarifas dos EUA pressionam margens; veja o que diz a empresa
22 de outubro de 2026 - 17:18ALTA DE 22% EM DÓLAR
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
22 de outubro de 2026 - 16:42O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
22 de outubro de 2026 - 14:22PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO