Menu
Nicholas Sacchi
Crypto News
Nicholas Sacchi
2019-04-05T10:17:01+00:00
Onde investir em 2019

O que está visível no horizonte dos criptoativos em 2019

A regulação do mercado continua sendo um desafio. Afinal, como estabelecer as regras do jogo num mercado em que as fronteiras geográficas deixam de existir?

30 de dezembro de 2018
5:33 - atualizado às 10:17
Criptomoedas
Imagem: Pomb

Vamos combinar, 2018 foi um ano muito, mas muito intenso. E não estou falando da loucura de Copa do Mundo ou das eleições mais conturbadas da história deste país. Me refiro ao mercado de criptoativos mesmo.

Este foi o ano que vimos os preços descerem ladeira abaixo com tanta força que quase não deu tempo de recuperar o fôlego. Se não fossem os ralis de fevereiro, abril e julho, estaríamos todos afogados neste banho de sangue que tomou conta do mercado ao longo de todo o ano.

Com o resfriamento dos ânimos, os preços puderam voltar a sua trajetória natural, que acompanha a curva de desenvolvimento da própria tecnologia. Algo semelhante ao que ocorreu com a internet no ano 2000.

Mas os preços contam apenas uma parte da história. 2018 foi um ano importantíssimo no ciclo de amadurecimento dos criptoativos, tanto em termos de evolução dos protocolos em si, como em relação aos novos traçados regulatórios provenientes dos mais diferentes países do mundo.

Onde investir em 2019

Esta matéria faz parte de uma série de reportagens sobre onde investir em 2019, com as perspectivas para os diferentes ativos. São eles:

Onde investir em 2019: Seu Dinheiro vai mostrar o cenário esperado para cada classe de ativos - Imagem: Ilustração: Pomb

Indo além dos preços

Destaco aqui as novas leis do governo de Malta, que definem com clareza as normas de atuação do setor. As novas regras atraíram um grande número de empresas e empreendedores para a pequena ilha no Mediterrâneo.

Também foi destaque a atuação da SEC (CVM dos Estados Unidos), que resolveu dar as caras. Ao longo de todo o ano, a Comissão atuou com mão pesada sobre fraudes, ICOs e exchanges de criptomoedas, com o intuito de limpar o mercado.

Ao mesmo tempo, neste finalzinho de ano, uma lei mais permissiva foi proposta por dois membros do Congresso americano, o que indica que há controvérsias na definição das normas para criptoativos entre os diferentes membros do governo no país.

No Brasil, a CVM fez o dever de casa e se mostrou mais flexível do que o esperado, permitindo aos fundos o investimento indireto em criptoativos. A autorização concedida pela agência levou à criação do primeiro fundo multimercado de varejo direcionado à classe de ativos do Brasil.

O ano de 2018 também foi um importante em termos de institucionalização, já que tivemos os anúncios de importantes players do mercado tradicional, que resolveram molhar os pés no ecossistema cripto. É o caso da Intercontinental Exchange (dona da NYSE) e da Fidelity, uma das maiores gestoras de recursos do mundo.

As duas iniciativas visam, dentre outras coisas, solucionar o problema de custódia de criptos, que é uma das barreiras iniciais a serem rompidas para que as grandes instituições (como os grandes fundos de pensão) possam entrar no mercado.

Além deles, tivemos a primeira cartada dos endowments das universidades de Yale, Harvard, Stanford e MIT, por meio do investimento indireto no mercado cripto e o anúncio de produtos derivados de bitcoin (swaps, recibos depositários) por parte de grandes bancos de Wall Street (ainda não implementados).

Vimos também o Facebook contratar um time voltado exclusivamente para projetos de blockchain e correlacionados, como a criptomoeda para transações via Whatsapp. Vimos a Amazon lançar, por meio do AWS, seus serviços de blockchain.

Por fim, em termos de avanços tecnológicos para o principal ativo, tivemos o lançamento da Lightning e da Liquid Network, redes paralelas ao blockchain principal do bitcoin, que poderão aumentar a capacidade de processamento de transações da rede.

Ufa! Percebe com o ano foi intenso? Queda nos preços, fortes movimentos regulatórios, grandes players dando suas tacadas iniciais nesse insurgente mercado e avanços tecnológicos fizeram deste um ano histórico para o mercado cripto.

Depois da tempestade, a calmaria?

Aparentemente não. Ao menos não para os criptoativos. O horizonte visível nos mostra um ano bastante intenso à frente.

A regulação do mercado continua sendo um desafio. Afinal, como estabelecer as regras do jogo num mercado em que as fronteiras geográficas deixam de existir?

Os países integrantes do G20 vêm tentando chegar em um consenso, mas nas últimas três reuniões do grupo, ocorridas na Argentina, surgiram poucas novidades. É importante que um modelo regulatório favorável seja estabelecido pelo G20, já que as normas traçadas pelo grupo servirão de referência para o restante do mundo. As próximas reuniões estão marcadas para o primeiro quarto de 2019.

As normas propostas nos os EUA são igualmente importantes, já que boa parte do volume negociado neste mercado é realizado em dólares. Ainda existe uma incerteza muito grande sobre qual o rumo que a regulação seguirá no país, mas já existem algumas pistas.

Aos olhos do atual presidente da SEC (CVM dos EUA), boa parte dos criptoativos não passam de uma inovação tecnológica dos valores mobiliários e, portanto, devem seguir as normas tradicionais estabelecidas para essa classe de ativos.

Em contrapartida, a agência afirmou que bitcoin e ether não são considerados valores mobiliários por conta do seu grau de descentralização, o que adiciona um toque de subjetividade ao critério de definição desses ativos.

Contudo, como citei anteriormente, existe a proposta da lei, nomeada “Token Taxonomy Act”, que visa flexibilizar as regras para os criptoativos, com medidas que excluem a classe de ativos da definição de valor mobiliário e flexibiliza as exigências tributárias para seus detentores.

Ainda nas mãos da SEC está a decisão sobre a criação de um novo instrumento de investimento em criptos, o lendário ETF de bitcoin, que é um fundo de investimento em BTC cujas cotas seriam negociadas em Bolsa. Caso aprovado, o ETF poderá trazer um influxo significativo de novos recursos para o mercado. A data limite para um posicionamento da agência é fevereiro do ano que vem.

Também entre janeiro e fevereiro teremos a decisão da Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) sobre a Bolsa de ativos digitais da NYSE, a Bakkt. A empresa precisa da autorização da agência para ser, simultaneamente, plataforma de negociação e custodiante dos ativos negociados.

Por fim, mais para o final do ano, podemos ver a antecipação das expectativas dos investidores com relação ao halving de 2020, quando a taxa de emissão de novos bitcoin por novo bloco minerado cairá pela metade (de 12,5 para 6,25 bitcoins/bloco). Os reflexos sobre os preços ainda são incertos, mas o esperado é que a redução gere um impacto positivo.

Tentar prever qualquer coisa além disso seria insanidade, já que cada um desses quatro drivers possui desdobramentos que podem mudar o jogo completamente, para o bem ou para o mal.

Deu para notar que há grandes indícios de que os primeiros meses de 2019 serão bastante movimentados para o mercado cripto, não?

Ativos para acompanhar em 2019

Fora o bitcoin, que está no foco dos reguladores e instituições e dita os caminhos que o mercado irá seguir fazendo com que seja mandatório acompanhá-lo, existem alguns outros ativos que podem ser destaque no ano que vem.

Os tokens nativos de plataformas de contratos inteligentes e aplicativos descentralizados são uma boa pedida.

A Ethereum, que tem a rede mais bem desenvolvida e o maior número programadores ativos, além de um contar grande consórcio de empresas trabalhando para fomentar seu desenvolvimento pode ser uma boa pedida.

A EOS, que apesar de só ter lançado sua plataforma no início do ano, possui quase US$ 4 bilhões em caixa para fomentar o seu uso e o desenvolvimento de sua comunidade, que foram obtidos por meio de seu ICO.

E a última desta categoria, a Cardano é uma plataforma que adota padrões elevados de rigor técnico e possui uma equipe de acadêmicos. Seus códigos passam por revisões de especialistas, e a equipe irá entregar importantes atualizações do protocolo no início do ano.

Outro call interessante para 2019 serão as criptos nativas de plataformas de criação de security tokens. Esse tipo de token é uma representação de valores mobiliários dos mais diversos tipos, inclusive de ações.

A Polymath é uma das plataformas que permitem a criação deste tipo de ativo, seguindo as normas estabelecidas pelo regulador. Portanto, seu token nativo, o poly, deve estar no seu radar. Afinal, seu potencial para capturar valor é enorme, posto que o mercado de valores mobiliários é trilionário.

Com essas cartas na manga você já vai estar bem equipado para o mercado no próximo ano. E que venha 2019, de preferência, repleto de ganhos para todos nós.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

Se quiser ir, vai

Ninguém é obrigado a ficar como ministro, diz Bolsonaro sobre fala de Guedes

Na linha defendida por seu ministro da Economia, presidente voltou a dizer que sem a reforma previdenciária “será o caos na economia”

Privatizações

“Brasil é locomotiva atolada no brejo, precisamos colocá-la sobre os trilhos”, diz Salim Mattar

O secretário responsável pelas privatizações do governo Bolsonaro afirmou mais uma vez que não conhece nenhuma estatal eficiente. “Se alguém encontrar me manda um WhatsApp.”

Mais casos de corrupção

Líder do governo Bolsonaro no Senado está entre os alvos da Lava Jato com bens bloqueados

Senador Fernando Bezerra Coelho é acusar de cometer desvios em negócios relacionados ao esquema de corrupção na Petrobras

ninguém mais embarca

Anac anuncia suspensão das operações da Avianca Brasil

Com a medida, estão suspensos todos os voos até que a empresa comprove capacidade operacional para manter as operações com segurança.

Calma, gente

Fala de Guedes sobre eventual saída do cargo não tem tom de ameaça

Ministro Paulo Guedes fez as colocações à “Veja” de forma tranquila, como se disse que: “se não querem meu trabalho, vou-me embora”. Não tem alarme nenhum para ele sair.

Mercado de capitais

Bancos têm R$ 40 bilhões “contratados” em ofertas de ações de empresas na bolsa

Número considera tanto ofertas públicas iniciais de ações (IPO) como de empresas já listadas (follow ons) e pode ser ainda maior, dependendo da aprovação da reforma da Previdência

Deu ruim

Venda da Braskem à Lyondell emperra e complica a situação da Odebrecht

Fator número um para a reticência da Lyondell em comprar a Braskem seria a incerteza gerada pelo projeto de extração de sal-gema em Alagoas

será que ele acertou?

De volta para o futuro: as previsões de George Soros para a política e a economia

Amado e odiado por diferentes grupos, o investidor é o tipo de figura que, ao longo do tempo, adquiriu ares míticos; confira o que Soros já “previu” ao longo do tempo — e o que ele acertou

Próxima etapa do Minha Casa Minha Vida

União doará terrenos para construtoras

Empresa interessada num imóvel do governo terá de se comprometer a bancar a administração condominial de um Minha Casa Minha Vida por 20 ou 30 anos

bateu o martelo!

Cade aprova fatia maior da CaixaPar no Banco Pan

A operação corresponde ao exercício de opção de compra; o BTG, que antes tinha 50,6%, passa a deter também o mesmo porcentual de 41,7%; outros 16,6% do Banco Pan estão distribuídos entre acionistas minoritários.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements