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O bitcoin (BTC) morreu? “Profeta” da crise de 2008, Michael Burry fala em espiral da morte da criptomoeda

A cada queda mais intensa do preço do Bitcoin (BTC), surgem novos “profetas” anunciando o fim da criptomoeda. Desta vez, foi Michael Burry quem falou em uma possível “espiral da morte”.

Bitcoin (BTC) criptomoedas/Imagem gerada por IA
Bitcoin (BTC) criptomoedas/Imagem gerada por IA

Sempre que o bitcoin (BTC) escorrega, o roteiro se repete. O gráfico desce, o mercado se assusta e alguém aparece para decretar o óbito da criptomoeda. Não importa o ano, o ciclo ou o tamanho da queda: o bitcoin sempre morre — até a próxima alta.

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Nos últimos dias, quem assumiu o papel de profeta do apocalipse cripto foi Michael Burry, gestor famoso por antecipar a crise imobiliária de 2008. Segundo ele, o bitcoin pode entrar em um “death spiral”, uma espiral de morte típica de ativos altamente alavancados e excessivamente dependentes de confiança.

O alerta veio após o Bitcoin cair abaixo de US$ 73 mil na terça-feira, atingindo o menor patamar desde que o presidente Donald Trump retornou à Casa Branca, há pouco mais de um ano.

A frase, curta e direta, foi suficiente para incendiar as redes sociais, alimentar debates e gerar mais uma certidão de óbito do bitcoin.

O que explica a queda atual do bitcoin

Antes do obituário, é preciso entender o contexto. A queda recente do bitcoin não surgiu do nada nem é um evento isolado. Ela ocorre em um cenário global de aversão ao risco, com investidores reduzindo exposição a ativos voláteis diante da perspectiva de juros elevados por mais tempo, dólar forte e menor liquidez internacional.

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O mercado passou a reavaliar as expectativas de corte de juros nos Estados Unidos, e a percepção de que o Federal Reserve (Fed) pode manter a política monetária apertada por mais tempo pressionou ações de tecnologia, criptomoedas e outros ativos que dependem de capital abundante para sustentar valorizações.

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No mercado cripto, o movimento foi amplificado por fatores internos:

  • Liquidações em cascata de posições alavancadas
  • Realização de lucros após altas anteriores
  • Aumento da volatilidade nos mercados de derivativos

Quando o preço começa a cair, esses mecanismos aceleram o movimento, não por uma mudança estrutural no bitcoin, mas pela própria dinâmica financeira do ativo.

A tal “espiral da morte”

É nesse ambiente que entra o argumento de Burry. Ao falar em espiral da morte, o gestor descreve o processo clássico dos mercados:

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  • queda
  • perda de confiança
  • liquidações forçadas
  • nova queda de preços

No caso do bitcoin, o risco estaria no efeito dominó provocado por alavancagem, fundos, ETFs e investidores institucionais. Um período prolongado de estresse poderia levar a saídas simultâneas de capital, pressionando ainda mais o preço.

“Cenários preocupantes agora entraram no campo do possível”, escreveu ele em sua conta no Substack.

É importante destacar que Burry não afirmou que isso levaria inevitavelmente a um colapso econômico global, nem que se trataria de uma crise sistêmica comparável à de 2008.

Na avaliação dele, o mercado cripto ainda é relativamente pequeno em relação ao sistema financeiro como um todo, o que limita o risco de contágio financeiro amplo.

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O cemitério do bitcoin (BTC)

Desde 2011, o bitcoin já foi declarado “morto” 461 vezes, segundo o site Bitcoin Is Dead.

Também é a primeira vez que declarações de Michael Burry entram para a lista de obituários da mãe de todas as criptomoedas.

Mas por que essas previsões sempre retornam? A criptomoeda ocupa um espaço desconfortável no sistema financeiro. Não é ação, não é moeda estatal, não é empresa.

Quando sobe, vira símbolo da “revolução financeira”. Quando cai, vira prova de que “nunca prestou”.

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