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Com essa integração, o cliente pode receber cashback em criptomoedas após compras no cartão de crédito, por exemplo

O uso das criptomoedas como forma efetiva de pagamento parece cada vez mais próximo. Depois que a Visa anunciou parcerias com exchanges para oferecer produtos em criptomoedas para os seus clientes, agora foi a vez da Mastercard, outra gigante do mercado de meios de pagamento, entrar de cabeça em ativos digitais.
De acordo com informações da CNBC, a empresa deve anunciar em breve uma integração entre as carteiras de criptomoedas (wallets) e os sistemas dos milhares de bancos e instituições parceiras. Isso permitiria ao cliente manter e negociar criptomoedas dentro de uma mesma rede das contas de débito e cartão de crédito.
Com essa integração, o cliente pode receber cashback em criptomoedas após compras no cartão de crédito, por exemplo, além de uma maior integração entre os programas de fidelidade de hotéis, companhias aéreas e restaurantes. Esse desconto em dinheiro também pode ser convertido em moedas digitais, de acordo com a reportagem.
Em geral, as empresas de bandeiras de cartões não compram ou mantêm criptomoedas em caixa. Para isso, a Mastercard firmou uma parceria com a corretora de criptomoedas (exchange) Bakkt, que fará a parte de custódia desses ativos.
"Nossos parceiros, sejam eles bancos, fintechs ou comerciantes, podem oferecer a facilidade de comprar, vender e manter criptomoedas por meio de uma integração com a plataforma Baktt", disse Sherri Haymond, vice-presidente executivo de parcerias digitais da Mastercard, em uma entrevista ao portal.
Em julho deste ano, um relatório da Visa mostrou que os negócios com criptomoedas movimentaram cerca de US$ 1 bilhão nos primeiros meses do ano.
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O interesse em criptomoedas aumentou depois que o bitcoin (BTC) bateu novo recorde na última quarta-feira (20). Além disso, a aprovação dos primeiros fundos de índice (ETF, em inglês) nos Estados Unidos reacendeu o interesse por ativos digitais.
Haymond vê que o mercado está perdendo uma oportunidade ao não integrar sistemas de pagamento tradicionais com o mundo das criptomoedas. Para a vice-presidente, a união desses dois mundos deve beneficiar principalmente o cliente, que deve perder cada vez menos dinheiro com as transações entre moeda digital e fiduciária.
*Com informações da CNBC
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