Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

De volta aos anos 80?

Mais uma década perdida em termos de crescimento

Estudo do Ministério da Economia mostra que fraco crescimento tem raiz na crise fiscal e que reformas são essenciais para aumento da renda nacional

Eduardo Campos
Eduardo Campos
28 de fevereiro de 2019
17:21
Crise no Brasil
Crise no Brasil - Imagem: Shutterstock

A Secretária de Política Econômica do Ministério da Economia divulgou novo estudo especial onde utiliza o frustrante desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) para defender a aprovação das reformas econômicas, notadamente a reforma da Previdência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o crescimento do PIB foi de 1,1% em 2018, repetindo o resultado de 2017. Segundo a SPE, o ritmo de recuperação da atividade econômica após a profunda recessão de 2014-16 “tem se revelado muito lento”.

No fim de 2018, o PIB acumulado em quatro trimestres encontrava-se ainda 4,7% abaixo do nível observado em 2014. Em termos de PIB per capita, o desempenho é ainda pior: o valor de 2018 situou-se 8% abaixo do nível de 2014.

“Não há dúvida de que o Brasil se encontra em uma das piores décadas da sua história em termos de crescimento econômico”, diz o estudo.

Até o ano de 2018, a atual década apresentou desempenho comparável apenas à década de 1980, conhecida como a “década perdida”. Após essas constatações, a SPE se propõe a tentar responder o que nos levou a tal desempenho e o que deve ser feito para restabelecer o crescimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia Também

Na semana passada, a SPE já tinha feito outro estudo para defender a reforma, mostrando que, entre outras coisas, que em 2023 cada brasileiro estará R$ 5,8 mil reais mais pobre sem o necessário ajuste na Previdência.

A crise fiscal

Para a SPE, um aspecto fundamental que aprofundou a crise brasileira na década de 2010 foi a crise fiscal, ilustrada por um crescimento explosivo da dívida bruta resultante da geração de déficits primários regulares.

A partir da crise de 2008/2009, perdeu-se gradualmente o controle das contas públicas. Saiu-se de um superávit primário do setor público consolidado de mais de 3% do PIB no período 2006-2008 para valores em torno de 2,5% entre 2009 e 2011 e de 2% no biênio 2012-2013, e posteriormente para déficits crescentes no período 2014-2016 – quando o resultado negativo chegou a 2,5% do PIB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A rápida piora fiscal e a perspectiva de seu agravamento levaram à significativa perda de credibilidade da política fiscal e a dúvidas quanto à sustentabilidade das contas públicas.

Essa piora deriva da condução pouco transparente da política fiscal, com o uso de vários expedientes de “contabilidade criativa” e o descumprimento das normas legais definidas pela LRF. Há, ainda, uma consequente percepção, por parte dos agentes econômicos, da incapacidade de o governo adotar as medidas necessárias ao reequilíbrio das contas públicas.

A SPE reconhece que as medidas de ajuste tomadas nos anos mais recentes, bem como a lenta retomada da atividade econômica, interromperam a trajetória de aumento do déficit, mas não foram capazes de gerar superávits. Em 2017 e 2018, o déficit primário do setor público girou em torno de 1,6% do PIB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para defender seu argumento e refutar que “gasto público é vida”, como dito pela ex-presidente Dilma Rousseff, a SPE diz que a relação negativa entre dívida pública e crescimento econômico é robusta em diversos estudos empíricos, e há uma série de argumentos que podem explicar tal relação.

Entre eles, explica a SPE, como o financiamento da dívida implica pagamento de juros, o crescimento da dívida pública realoca a poupança para seu financiamento, reduzindo a acumulação de capital e, assim, enfraquecendo o crescimento econômico.

Não há opções plausíveis

O aumento de dívida deve ser amortizado pela redução futura da despesa pública, aumento de tributação distorciva, elevação da inflação ou default, todos com efeitos negativos sobre o crescimento.

Além disso, lembra a SPE, níveis elevados de dívida pública limitam o efeito das despesas públicas produtivas no crescimento a longo prazo, criam incertezas ou expectativas de repressão financeira futura e podem estar associados a taxas de juros reais mais altas e menor investimento privado se isso se configurar em um maior risco país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Assim, para que o país possa voltar a crescer de forma sustentável, deve-se, necessariamente, conter o crescimento da dívida”, afirma.

A SPE mostra que os gastos do governo, nos últimos 20 anos, cresceram em média a uma taxa 6% acima da inflação. Tal comportamento dos gastos pode ser explicado em grande parte pelo aumento de despesas obrigatórias determinadas pela Constituição Federal.

“Tal crescimento de gastos foi financiado recorrendo sistematicamente ao aumento de tributos. Porém, é claro que não há mais espaço para aumentar impostos. Assim, há a necessidade de contenção de gastos, especialmente de gastos obrigatórios”, explica.

Gasto com Previdência

Entre 1997 e 2017, os gastos com benefícios previdenciários, que aumentaram de 4,9% para 8,5% do PIB. A SPE explica que essa trajetória dos gastos com transferências previdenciárias tende a se agravar ainda mais devido à rápida mudança demográfica pela qual o país vem passando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A taxa de dependência de idosos da população brasileira (razão entre a população com 60 ou mais anos de idade e a população entre 15 e 59 anos de idade) deve aumentar em cerca de 50% na próxima década e praticamente dobrar nos próximos 20 anos. Tal evolução significará uma pressão sobre gastos previdenciários, que é insustentável diante da evolução da capacidade contributiva da economia.

“Neste contexto, o atual regime previdenciário, cujos alicerces básicos foram desenhados sob um cenário demográfico com uma razão de dependência de idosos muito inferior, torna-se claramente insustentável”, diz a SPE.

Onde está a solução?

Além de conter gastos públicos discricionários, eliminar desperdícios e gerir as finanças públicas de forma responsável, há a necessidade de reformas estruturais para conter a evolução da dívida pública.

“Nesse contexto, a Nova Previdência assume um caráter central no equilíbrio da trajetória das contas públicas.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a SPE, a aprovação da “Nova Previdência” torna-se fundamental para a retomada do crescimento não apenas de longo prazo, como também dos próximos anos, uma vez que a trajetória esperada da dívida afeta o prêmio de risco de hoje, e com isso a taxa de juros, e, logo o crescimento atual.

“Para que o PIB per capita volte a crescer de maneira sustentável, é necessário que as reformas estruturais ocorram. A Nova Previdência é condição necessária para o equilíbrio fiscal de longo prazo da economia, melhorando o ambiente de investimento e evitando uma nova década perdida”, conclui a SPE.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RELATÓRIO FOCUS

O pior está por vir? Se depender do mercado, sim. As novas previsões para a inflação e para os juros no Brasil

20 de abril de 2026 - 12:00

No caso do dólar, a estimativa indica que a moeda norte-americana não deve continuar operando abaixo de R$ 5,00 até o final de 2026; confira a cotação projetada para o câmbio

OLHO NO CALENDÁRIO

Mega-Sena segue no topo do pódio das loterias com os maiores prêmios da semana; Quina pode pagar R$ 30 milhões na emenda do feriado

20 de abril de 2026 - 7:12

Mega-Sena entrou acumulada em abril e foi recuperando posições até retomar o topo do ranking de maiores prêmios das loterias da Caixa, que estarão em recesso na terça-feira (21)

EMENDA DE FERIADO

Bolsa de valores (B3), Ibovespa, bancos e Pix: Veja o que abre e o que fecha na emenda do feriado de Tiradentes

20 de abril de 2026 - 6:01

Amanhã, terça-feira (21), será feriado no Brasil. O país para para marcar o Dia de Tiradentes. Diante disso, muitos investidores podem estar se questionando como será o funcionamento da Bolsa de Valores, do Ibovespa, dos bancos e do Pix nesta segunda-feira (20). Pensando em auxiliar os leitores, a equipe do Seu Dinheiro confirmou com a […]

OPORTUNIDADE NO CHÃO

América Latina quer mais que exportar: o plano para capturar valor na transição energética

19 de abril de 2026 - 18:51

Região concentra minerais-chave da transição energética e pode ganhar protagonismo na disputa entre EUA e China, dizem autoridades

EFEITO DA GUERRA

Menos voos, passagem mais cara: petróleo em alta vira problema para quem vai viajar

19 de abril de 2026 - 17:47

Com bloqueio no Estreito de Ormuz, companhias aéreas cortam rotas e criam taxas extras diante da disparada do combustível

QUEDA DE BRAÇO

Novo nome no conselho da Petrobras (PETR4), Gasparino defende reajuste dos combustíveis

19 de abril de 2026 - 16:58

Marcelo Gasparino chega ao conselho defendendo alinhamento ao mercado internacional, enquanto governo tenta segurar reajustes

PROTEÇÃO NA CARTEIRA

Guerra entre EUA e Irã testa mercados — e UBS WM aponta onde se proteger (com sinal amarelo para o dólar)

19 de abril de 2026 - 15:41

Com riscos geopolíticos e inflação no radar, banco sugere diversificação global e vê força no petróleo e metais industriais

AGENDA ECONÔMICA

Feriado no Brasil, agenda cheia no mundo: os indicadores e eventos para ficar de olho nesta semana

19 de abril de 2026 - 13:59

Com feriado de Tiradentes, semana começa mais lenta no Brasil, enquanto EUA, Europa e China concentram dados relevantes de atividade, inflação e consumo

BOMBOU NO SD

Petrobras (PETR4) aprova R$ 41,2 bilhões em proventos, ganhos nas loterias e oportunidade na renda fixa: as mais lidas do Seu Dinheiro na semana

19 de abril de 2026 - 11:52

A estatal voltou ao centro das atenções após a aprovação, em assembleia, de proventos referentes a 2025; crescimento da ação também foi destaque

INVESTIGAÇÃO

Diálogos de Vorcaro mostram que BRB cobriu buraco do Master desde 2024: ‘Precisamos com urgência’

19 de abril de 2026 - 9:47

O anúncio da oferta de compra do Master pelo banco estatal controlado pelo governo do Distrito Federal foi feita em março de 2025

UM ACHADO

Lotofácil 3665 faz novo milionário em cidade com belas praias e vista para a ilha da magia; Mega-Sena acumula e prêmio em jogo vai a R$ 70 milhões

19 de abril de 2026 - 8:15

A Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de sábado (18). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. Caixa retoma sorteios das loterias amanhã (20).

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

Com retorno de 18%, HCRI11 lidera lista de 10 FIIs que mais distribuíram dividendos, segundo a Grana Capital; veja ranking completo

18 de abril de 2026 - 15:05

Ranking da Grana Capital mostra os fundos imobiliários que mais distribuíram dividendos em 12 meses

DESCE MAIS UMA...

Lotofácil 3664 faz novo milionário na cidade com a maior concentração de bares do país; Mega-Sena 2998 promete R$ 60 milhões na rodada de hoje

18 de abril de 2026 - 8:18

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na noite de sexta-feira (17). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Hoje (17), Mega-Sena, Quina, Timemania e +Milionária prometem prêmios de oito dígitos.

MÃO SANTA

Oscar Schmidt, o brasileiro que disse não à NBA e acabou reconhecido como um dos maiores jogadores da história do basquete

17 de abril de 2026 - 19:26

Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira aos 68 anos. O brasileiro é reconhecido como um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos.

EUA NO RADAR

Dólar perdeu o brilho? Estrategista-chefe do BTG diz se moeda norte-americana deve deixar o papel de protagonista após queda recente

17 de abril de 2026 - 16:23

João Scandiuzzi, estrategista-chefe do BTG Pactual, explicou quais são as perspectivas para o cenário macroeconômico em participação no VTEX Day

LEI JÁ ESTÁ EM VIGOR

Enquanto protestos contra a escala 6×1 crescem, atualização da CLT agora permite a folga remunerada para exames

17 de abril de 2026 - 12:04

Presidente Lula sancionou lei que permite a realização de três exames por ano; salário no final do mês não será afetado

UM ACHADO

Lotofácil 3663 faz novo milionário em cidade marcada por lenda de tesouro jesuíta nunca encontrado; Mega-Sena acumula e prêmio em jogo alcança R$ 60 milhões

17 de abril de 2026 - 6:58

A Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (16). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. Destaque para a Quina, que pode pagar R$ 20 milhões hoje (17).

AGENDA DE FERIADOS

O que abre e o que fecha no Tiradentes? Confira o funcionamento da B3, dos bancos, do Pix, dos Correios e de outros serviços no feriado

17 de abril de 2026 - 5:59

Após um março sem feriados, brasileiros poderão descansar uma segunda vez em abril com Tiradentes

VEJA O TOP 100

Natura (NATU3) segue no topo de ranking ESG pelo 12º ano consecutivo; Grupo Boticário e Mercado Livre (MELI34) completam o pódio

16 de abril de 2026 - 17:24

A nova edição do ranking de responsabilidade corporativa da Merco no Brasil traz um recorte mais detalhado por pilares — ambiental (E), social (S) e governança (G), mostrando a posição de cada empresa em todos eles

VAREJO EM ALERTA

Receita Federal mira 3 mil empresas em operação sobre PIS/Cofins que pode alcançar R$ 10 bi; Assaí (ASAI3) e Grupo Mateus (GMAT3) sentirão o impacto, diz JP Morgan

16 de abril de 2026 - 16:30

Notificação a milhares de companhias coloca créditos de PIS/Cofins em xeque e pode mexer com as estimativas do setor; veja o que dizem os especialistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia