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Cifra foi de R$ 266,7 milhões no segundo trimestre de 2019; parte da baixa é justificada pela aquisição da Somos, mas cenário econômico contribuiu
As ações da Kroton abriram em queda vertiginosa no pregão desta quarta-feira, 14, após a divulgação do balanço do segundo trimestre da empresa. Os papéis KROT3 fecharam em baixa de 11,78%, a R$ 11,38. Acompanhe também nossa cobertura de mercados.
A companhia do ramo educacional registrou queda de 44,2% no lucro líquido trimestral, que foi de R$ 266,7 milhões. A cifra está alinhada com aquela apontada por analistas ouvidos pela Bloomberg, que esperavam lucro de R$ 259 milhões.
Segundo a empresa, a queda no lucro é em parte justificada pelas despesas financeiras decorrentes da aquisição da Somos - assim como o aumento na receita, que cresceu 14,2% no trimestre, para R$ 1,742 bilhão.
A Kroton adquiriu o grupo de educação básica em abril do ano passado, por R$ 4,6 bilhões.
O número de alunos da Kroton no ensino superior, incluindo graduação e pós-graduação, caiu 5,2% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado: de 936,8 mil para 888,4 mil.
A variação é reflexo das fortes safras de captação em 2013 e 2014 - sendo assim, mais alunos se formaram no último período. A companhia informa uma mudança do perfil da base: com menos alunos do FIES matriculados, a evasão também é maior.
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O cenário econômico atual também teve um peso nos indicadores de evasão.
Ao final do segundo semestre de 2019, a Kroton possuía 64.531 alunos matriculados com contratos de FIES - redução de 43,1% em relação ao mesmo período de 2018.
De acordo com a companhia, essa queda segue a tendência apresentada em trimestres anteriores, com captações cada vez menos relevantes e um aumento no nível de formaturas nesse segmento.
Entre 2014 e o final de 2019, a redução de alunos do FIES será superior a 75%, o que, segundo a Kroton, demonstra que a base continua sendo substituída por alunos sem o financiamento.
A partir de 2020, a empresa estima que menos de 14% de sua base presencial utilizará FIES. Na base total de alunos, a projeção é de que apenas 5,8% utilize o financiamento.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 624,767 milhões, 4,3% menor, e com margem de 35,9%, ante 42,8% há um ano.
*Com Estadão Conteúdo
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