Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ENGRENAGENS GIRANDO

Pista cheia de oportunidades? JP Morgan prevê alta de 53% para ações da Marcopolo (POMO4) — já a Metal Leve sai do radar

Os analistas do JP Morgan escolheram a Marcopolo (POMO4) como a ação favorita do setor, com preço-alvo de R$ 6 por papel até o fim deste ano

Camille Lima
Camille Lima
7 de junho de 2023
14:30 - atualizado às 14:16
Marcopolo (POMO4)
Ônibus da Marcopolo (POMO4) - Imagem: Divulgação

A regra é clara: para que carros, ônibus ou quaisquer parafernalhas mecânicas funcionem bem, todas as peças precisam estar no lugar. E, na visão do JP Morgan, as engrenagens estão começando se acertar para o setor de autopeças, permitindo que empresas como Marcopolo (POMO4) e Randon (RAPT4) consigam ter um desempenho agradável aos olhos dos passageiros — ou, no caso da estrada da B3, dos investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque, apesar de um início de ano difícil, o banco prevê “uma melhora gradual no restante de 2023”. Segundo os analistas, a visão mais otimista para o setor é baseada em três pontos principais.

Entre eles, estão a melhoria da visão sobre os players nacionais, como reflexo da revisão para cima do PIB do Brasil, além da ajuda do setor de agronegócio no mercado de veículos pesados e o apoio do governo ao segmento, especialmente para ônibus. 

“Estamos cada vez mais otimistas com o setor devido à melhora gradual das perspectivas macro do Brasil em função da redução das taxas de juros futuras, da desaceleração da inflação e da redução do risco-país”, afirma o banco, em relatório.

Já na análise dos principais players desse mercado, os analistas do JP Morgan escolheram as ações da Marcopolo (POMO4), que já tinham recomendação de compra, como as favoritas do setor para rodar nos pavimentos da bolsa brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em paralelo ao gosto por POMO4, o banco norte-americano elencou a Tupy (TUPY3) como a segunda escolha preferida do setor — ela também já tinha classificação de compra

Leia Também

Enquanto isso, a instituição se mostrou mais otimista com o futuro da Randon (RAPT4) e elevou a recomendação dos papéis para compra. Já em relação à MAHLE Metal Leve (LEVE3), o banco optou pelo acostamento: rebaixou a recomendação, de “neutro” para “venda”.

A Marcopolo (POMO4) como favorita

Os analistas mantiveram a Marcopolo (POMO4) como ação favorita do setor e fixaram o preço-alvo de R$ 6 por papel até o fim deste ano, equivalente a um potencial de alta de aproximadamente 54% em relação ao último fechamento.

Na análise do JP Morgan, as ações POMO4 estão baratas e com um valuation extremamente descontado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque a empresa está sendo negociada a um múltiplo de seis vezes o valor de empresa/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português), “representando um desconto de 41% em relação à média histórica”. 

Além disso, segundo os analistas, a preferência por POMO4 tem como base a exposição da companhia ao mercado de ônibus, que deve superar o segmento de caminhões neste ano e no próximo.

Além disso, o banco prevê um salto nos ganhos da companhia devido à recuperação das vendas e a implementação do programa do governo Caminhos da Escola, que estabelece a compra de ônibus para levar crianças aos colégios.

Porém, assim como todas as teses de investimento, a visão de compra para os papéis da Marcopolo possuem seus riscos. Entre eles:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Margens ou volumes mais fracos do que o esperado de exportações e de subsidiárias estrangeiras
  • Dependência de programas e subsídios do governo
  • Desafios do cenário de ônibus urbanos, uma vez que, se as cidades não aumentarem as tarifas no curto prazo, podem limitar a capacidade de investimentos em novos ônibus 

Tupy (TUPY3) na esteira da Marcopolo

A Tupy (TUPY3) ocupa o segundo lugar na lista de favoritas do JP Morgan para o setor. O banco possui recomendação de compra para as ações, com preço-alvo em R$ 36 por ativo.

A avaliação implica em um potencial de alta de 41% para os papéis TUPY3 em relação à cotação do último fechamento, de R$ 25,53.

Uma das questões que constroem a visão positiva dos analistas para as ações são as oportunidades de crescimento de fusões e aquisições recentes.

Além disso, a exposição da companhia a mercados externos, que já correspondem a cerca de 70% das receitas, pode ajudar a Tupy, que “deve se beneficiar do plano de infraestrutura dos EUA e do crescimento do PIB ainda esperado para este ano”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já em relação aos riscos à tese de investimento de compra de TUPY3 incluem: 

  • Valorização imprevista do real
  • Desaceleração maior do que o esperado no PIB dos EUA e Europa
  • Substituição de componentes de motores de aço por alumínio, reduzindo a demanda por componentes Tupy
  • Desinvestimentos do BNDES e da Previ, que possuem participações de 28% e 26% das ações da Tupy

Randon (RAPT4)

Além da Marcopolo e da Tupy, o JP Morgan melhorou as previsões para as ações da Randon (RAPT4), elevando a recomendação, de “neutro” para “compra”.

Além disso, os analistas fixaram um preço-alvo de R$ 14 por papel, o que corresponde a um potencial de valorização de 24,4% em relação ao último fechamento.

Segundo o relatório, a visão mais otimista é reflexo também do valuation atrativo, com desconto de 30% em relação à média histórica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os analistas também destacam a internacionalização e diversificação dos negócios da empresa de Caxias do Sul, reduzindo a volatilidade dos resultados. 

Outro ponto positivo para a companhia é que, na visão do JP Morgan, “o mercado de caminhões está próximo do pior momento, e deve começar a se recuperar nos próximos trimestres”. 

A empresa também mantém uma JV com a Gerdau referente ao negócio de aluguel de equipamentos, em um investimento total de R$ 250 milhões.

Já em relação aos riscos da tese, o JP Morgan cita o crescimento da economia brasileira. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque, como a Randon possui grande exposição aos mercados locais caso a expansão do PIB brasileiro fosse revisada para baixo, as expectativas de resultados da empresa também seriam afetadas.

O banco também ressalta o crescimento da concorrência, que pode afetar as margens e a participação da Randon no mercado. 

Tchau, MAHLE Metal Leve (LEVE3)?

Enquanto isso, a MAHLE Metal Leve não caiu no agrado dos analistas. O JP Morgan cortou as estimativas para as ações LEVE3, com recomendação de “venda”.

Já em relação ao preço-alvo, o banco estipulou o valor de R$ 42 até dezembro de 2023, equivalente a uma leve desvalorização potencial de 0,5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um dos motivos que fez a MAHLE sair da lista de “queridinhas” do JP Morgan é justamente o seu preço. 

A instituição norte-americana enxerga a companhia com um valuation “relativamente caro”, especialmente devido ao forte desempenho das ações LEVE3 nos últimos 30 dias, que subiram 33% no período, contra um avanço de apenas 9% do Ibovespa.

Entretanto, o pagamento de dividendos polpudos pode colocar a tese de venda dos papéis em risco, assim como a possibilidade de um crescimento maior do que o esperado nos volumes no mercado doméstico e uma concorrência abaixo do esperado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DINHEIRO ESQUECIDO?

Quase R$ 800 milhões parados no FGC: milhares de investidores ainda não foram buscar dinheiro do Banco Master

19 de março de 2026 - 10:32

Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu

DIRETO PARA O BOLSO

Tim (TIMS3) pagará R$ 390 milhões em JCP aos investidores; veja quem recebe o benefício

19 de março de 2026 - 10:03

O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026

DÍVIDAS

CSN (CSNA3) confirma fase final de negociação de empréstimo, com a venda da CSN Cimentos como garantia

19 de março de 2026 - 9:22

A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas

BALANÇO

PicPay apresenta o primeiro resultado desde o IPO, com lucro 136% maior no 4T25

18 de março de 2026 - 19:51

O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024

DISPUTA NO LAST MILE

Na guerra do e-commerce, vence o mais rápido: FII fecha contrato com Mercado Livre (MELI34) para galpão logístico sob medida em São Paulo

18 de março de 2026 - 16:01

O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo

INVESTOR DAY

Rombo do FGC bate à porta de banco capixaba: Banestes terá que desembolsar R$ 120 milhões após crise no Master, diz CFO

18 de março de 2026 - 15:33

Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração

VEM MAIS UM RESFRIADO AÍ?

Hapvida (HAPV3) cai até 6% com prévia da ANS e expectativa pessimista para o balanço do 4T25; o que pesou nas ações?

18 de março de 2026 - 15:05

O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo

ADEUS AO BRASIL?

Café com pipoca: 3corações compra marcas Yoki e Kitano por R$ 800 milhões, e General Mills deixa operações no Brasil

18 de março de 2026 - 9:39

3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil

NOVOS CEOS NO PEDAÇO

Cury (CURY3): troca no comando depois de três décadas traz algum risco? BTG Pactual responde

17 de março de 2026 - 18:39

Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia

DESDOBRAMENTO DAS CRISES

Adeus, Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3): dupla com recuperações extrajudiciais é cortada do Ibovespa

17 de março de 2026 - 17:45

Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado

REPORTAGEM ESPECIAL

Oncoclínicas (ONCO3) tenta mais um resgate — agora com a Porto — enquanto perde CFO que lideraria o turnaround

17 de março de 2026 - 17:16

Potencial parceria surge após uma sequência de iniciativas que não conseguiram consolidar a recuperação da companhia, enquanto mercado se questiona: agora vai?

AFOGADA EM DÍVIDAS

CSN (CSNA3): com mais dívidas até 2027 que dinheiro em caixa, situação segue em deterioração, diz BB Investimentos

17 de março de 2026 - 15:04

Uma redução mais relevante do endividamento dependerá de iniciativas de execução mais complexa, como a venda de ativos, mas que estão fora do controle da CSN, diz o banco

CRÉDITO TRAVADO

Consignados do C6 Bank em xeque: INSS barra novos empréstimos — e banco terá que devolver R$ 300 milhões a aposentados

17 de março de 2026 - 11:07

Decisão envolve supostas irregularidades em contratos com aposentados; banco nega problemas e promete contestar decisão na Justiça

O PIOR FICOU PARA TRÁS

Natura (NATU3) reverte prejuízo, lucra R$ 186 milhões no 4T25, demite 1.400 funcionários e relança Avon; agora vai?

17 de março de 2026 - 11:02

O cenário não ajudou, com desaceleração do segmento de beleza. A empresa também perdeu mercado com a falta de lançamentos no ano passado e viu o número de consultoras caírem; veja o que esperar para a Natura daqui para a frente

FICOU PARA FORA DO CAMPO

Brava Energia (BRAV3) tem compra de ativos cancelada após decisão da Petrobras (PETR4); entenda

17 de março de 2026 - 9:35

A Petrobras passará a deter 100% de participação nos ativos que estavam sendo negociados

SEM SAÍDA?

Fim da linha: Banco Central decreta liquidação do Banco Master Múltiplo

17 de março de 2026 - 8:23

Decisão ocorre após liquidação da Will Financeira, que sustentava tentativa de recuperação do grupo

REORGANIZAÇÃO

O novo modelo de administração da Cury (CURY) após 35 anos terá dois copresidentes

16 de março de 2026 - 19:55

A proposta, que ainda deve ser aprovada em assembleia, prevê a ida de Fabio Cury, atual presidente da companhia, para o comando do conselho de administração

DE VOLTA PARA A DONA

Petrobras (PETR4) vai às compras e paga US$ 450 milhões por fatia da Petronas em dois campos

16 de março de 2026 - 19:45

Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio

CHUVA DE PROVENTOS

Dividendos e JCP: saiba quando Itaúsa (ITSA3) pagará R$ 1,3 bilhão aos acionistas

16 de março de 2026 - 19:38

O anúncio da distribuição do JCP acontece quando a Itaúsa está nas máximas históricas, após saltar 57% nos últimos 12 meses

RELAÇÃO MAIS PRÓXIMA

Nubank recebe aprovação unânime para fazer parte da Febraban

16 de março de 2026 - 18:02

A sugestão do Nubank para integrar a instituição foi uma recomendação do conselheiro Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar