Bolsa brasileira disparou após o 1º turno; agora, UBS BB revela onde ainda pode haver espaço para ganhar
Após a forte reação do mercado, analistas escolhem as ações que podem capturar uma eventual queda dos juros; confira a lista

O resultado do primeiro turno das eleições de 2026 colocou uma nova peça no tabuleiro da bolsa brasileira. Com Flávio Bolsonaro à frente do presidente Lula e uma composição do Congresso mais inclinada ao centro-direita, o mercado passou a discutir com mais força a possibilidade de uma mudança na condução da política econômica a partir de 2027.
Para o UBS BB, porém, a questão mais importante para os investidores não está apenas no resultado das urnas, mas no que pode vir depois delas: se o próximo governo conseguir sinalizar uma política fiscal mais disciplinada, as expectativas para os juros podem mudar — e algumas ações seriam especialmente beneficiadas por esse movimento.
O banco avalia que o resultado do primeiro turno aumentou de forma relevante a possibilidade de um ponto de inflexão nas expectativas fiscais.
- Veja também: Eleições: o pêndulo virou e o fiscal entrou no preço
Em um cenário de maior credibilidade para as contas públicas, a percepção de risco poderia diminuir, reduzindo o custo de capital próprio das empresas e abrindo espaço para uma reprecificação dos ativos brasileiros.
É uma tese que ainda depende de vários “se”. O segundo turno será realizado em 25 de outubro, e qualquer mudança efetiva na trajetória fiscal dependerá das políticas adotadas pelo próximo governo.
Mas o UBS BB já começa a desenhar quais empresas poderiam sentir primeiro os efeitos de um eventual ambiente de juros mais baixos.
Leia Também
O que a eleição muda para a bolsa? As ações para capturar a melhora de cenário
Um dos nomes mais diretamente ligados a essa história é a B3 (B3SA3). Juros menores podem tornar a renda variável mais atraente em relação à renda fixa e estimular uma migração gradual de recursos de investidores institucionais e pessoas físicas para a bolsa.
Ao mesmo tempo, um ambiente de maior confiança poderia favorecer a entrada de capital estrangeiro e elevar os volumes negociados.
A combinação seria particularmente interessante para a B3, afinal, mais dinheiro circulando no mercado significa maior volume de negociação e, em um cenário mais favorável, também mais atividade de ofertas e listagens de empresas.
Mas talvez seja no setor de pagamentos que a queda dos juros apareça de forma mais direta.
PagSeguro (PAGS) e Stone (STNE) estão entre as empresas consideradas mais sensíveis pela equipe do banco. Antes mesmo de uma eventual recuperação mais ampla do consumo, uma redução dos juros poderia aliviar o custo de funding das companhias e melhorar seus resultados.
Pelas contas do UBS BB, cada corte de 1 ponto percentual nos juros poderia acrescentar aproximadamente R$ 350 milhões ao lucro antes de impostos (EBT) da PagSeguro, o equivalente a cerca de 12% da estimativa do banco para 2027. No caso da Stone, o impacto ficaria entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões, ou 7% a 8% da projeção para o mesmo ano.
O efeito, porém, não seria necessariamente permanente. Parte desse ganho poderia ser devolvida ao longo do tempo por mudanças de preços e maior competição no setor.
Seguradoras: cenário melhor, mas com uma ressalva
As seguradoras também poderiam se beneficiar de uma melhora das condições econômicas, mas a relação com os juros é mais complexa.
O UBS BB vê espaço para uma melhora da atividade de seguros caso haja recuperação do crédito e da economia. O efeito poderia ser especialmente relevante para empresas de bancassurance, como BB Seguridade (BBSE3) e Caixa Seguridade (CXSE3).
Por outro lado, juros menores reduzem a receita financeira obtida pelas seguradoras com suas aplicações. Ou seja, há um cabo de guerra entre uma possível melhora dos negócios operacionais e uma pressão sobre o resultado financeiro.
Por isso, os analistas não colocam o setor entre os maiores beneficiários de um ambiente de maior apetite por risco.
Nesse grupo, a preferência do UBS BB é pelo IRB (IRBR3), cuja tese também passa por uma menor carga tributária após mudanças regulatórias recentes e por um cenário mais favorável para o mercado de resseguros.
Fintechs na mira
Outro nome que entra nessa equação é o Mercado Livre (MELI). Aqui, o canal é principalmente o consumo. Juros menores poderiam melhorar as condições de crédito, ajudar o crescimento do volume de vendas no Brasil e reduzir o custo de financiamento das operações de crédito e pagamentos da companhia.
Ainda assim, o UBS BB mantém recomendação neutra para a ação. O banco reconhece o potencial de crescimento, mas considera que ainda há pouca visibilidade para uma expansão das margens no curto prazo.
A mesma melhora de sentimento poderia se espalhar por outras empresas financeiras e de tecnologia, como dLocal, Vinci e Méliuz, embora por caminhos diferentes.
No caso da primeira, a diversificação geográfica reduz parte da exposição ao cenário brasileiro; na Vinci, juros menores podem beneficiar diferentes estratégias de investimento; e, na Méliuz, o principal canal seria uma eventual recuperação do consumo.
OTIMIZANDO ONDE DÁ
Na luta para virar o jogo, Hapvida (HAPV3) fecha acordo bilionário com a Roche. Como a parceria pode ajudar a operadora?
6 de outubro de 2026 - 10:31DESPEDIDA COM DATA MARCADA
Adeus, B3: oferta para tirar Helbor (HBOR3) da bolsa recebe aval da CVM e tem leilão marcado; veja os próximos passos
6 de outubro de 2026 - 9:50VEJA AS FAVORITAS
Após eleições, JP Morgan troca campeãs do Minha Casa, Minha Vida por construtoras de média e alta renda
5 de outubro de 2026 - 18:13COMMODITIES
Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno
5 de outubro de 2026 - 17:05MODO RELAX
Da esteira para a massagem: Smart Fit (SMFT3) quer comprar até 20% do Buddha Spa. O que está por trás da estratégia?
5 de outubro de 2026 - 9:00FAVORITA DOS ANALISTAS
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
5 de outubro de 2026 - 6:03A VACA E O FRANGO
JBS (JBSS32) ou MBRF (MBRF3): qual ação tem mais potencial para 2027? Itaú BBA elege sua favorita
4 de outubro de 2026 - 13:13MERCADOS
A ação que fez Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) comerem poeira e dobrou de preço com trade eleitoral de Flávio Bolsonaro
2 de outubro de 2026 - 19:49DE OLHO NAS RIVAIS
Os planos do novo CEO da B3 (B3SA3) para fortalecer a bolsa de valores diante do avanço da concorrência, segundo o BTG
2 de outubro de 2026 - 17:10A LISTA DE DESPEDIDAS VAI AUMENTAR
Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?
2 de outubro de 2026 - 8:53RENDA EXTRA NA CONTA
Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos
1 de outubro de 2026 - 17:45VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS