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Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

Reação ao balanço

Lucrou, mas não empolgou. Ações do IRB caem mesmo com melhora no resultado

Papéis da resseguradora (IRBR3) estavam entre as maiores quedas do Ibovespa nesta sexta-feira; Credit Suisse vê piora operacional da companhia

Kaype Abreu
Kaype Abreu
14 de maio de 2021
13:58 - atualizado às 14:00
Tela de celular mostra logotipo do IRB Brasil RE com gráfico ao fundo
Imagem: Montagem: Seu Dinheiro/ Shutterstock

O IRB Brasil Re registrou no primeiro trimestre um lucro líquido de R$ 50,8 milhões, resultado que representa uma alta de 44,9% na base anual. Mas a evolução do resultado da companhia — que tenta se reestruturar após uma crise que envolveu até fraude contábil — não foi suficiente para empolgar o mercado.

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Por volta das 13h desta sexta-feira (14), as ações da resseguradora (IRBR3) operavam em baixa de 3,70%, a R$ 6,25 e apareciam entre as maiores quedas do Ibovespa. No mesmo horário, o principal índice da B3 subia de 0,60%, aos 121.436 pontos.

No acumulado do ano, queda dos papéis passa dos 20%, e isso depois de um desempenho em 2020 que já foi para esquecer.

irbr3 ações gráfico

Segundo o Credit Suisse, a linha final do balanço do IRB refletiu em parte as reversões de provisões no segmento "vida" e R$ 22,5 milhões em créditos tributários. Para o banco, contudo, houve uma piora na performance operacional.

Os analistas da instituição suíça destacam que a companhia apresentou lucratividade ainda baixa, de 7,2%, mesmo ajustando efeitos não recorrentes e de operações descontinuadas. "Os prêmios continuam a ser impactados pela estratégia de ressubscrição [forma de reavaliar a atração do negócio]", escreveram, em relatório a clientes.

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Impactado por uma série de crises — inclusive de imagem —, o IRB encerrou no primeiro trimestre a fase de "saneamento financeiro", com o fim da fiscalização da Susep e a "melhora gradual dos resultados", disse a companhia.

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A empresa começou uma reestruturação em março do ano passado, com a chegada de Antônio Cássio dos Santos para ocupar o cargo de presidente do conselho de administração do IRB.

Ainda neste ano, o IRB planeja implementar uma reestruturação estratégica, com foco em negócios locais e na América do Sul. A companhia diz que quer avançar em segmentos como saneamento, tecnologia 5G e óleo e gás. Por ora, o Credit Suisse tem recomendação equivalente a venda (underperform) para os papéis da companhia, com preço-alvo de R$ 7,50.

Impacto

Ao apresentar o resultado do primeiro trimestre, o IRB disse que a performance foi negativamente impactada pelo resultado dos negócios descontinuados, que somaram R$ 11,5 milhões, e pelos efeitos não recorrentes nas despesas administrativas, de R$ 18,2 milhões.

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Os prêmios emitidos somaram R$ 1,930 bilhão, apontando queda de 3,3% em relação ao valor de R$ 1,996 bilhão no mesmo período do ano passado. Os prêmios retidos diminuíram 10,2%, somando R$ 1,534 bilhão, enquanto o prêmio ganho teve queda 3%, para R$ 1,454 bilhão.

O índice de sinistralidade total recuou para 72,1%, de 76,5% no mesmo período de 2020. A empresa diz que o desempenho é reflexo da redução no componente de Provisões de Sinistros a Liquidar (PSL) — avisos de sinistros que a companhia recebeu no período.

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