Menu
2019-09-05T16:46:41+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Gestoras

Gestora aposta na dobradinha do 4: Selic abaixo de 4% e dólar acima de R$ 4

Persevera Asset acredita que próximo passo da modernização econômica será deixar de associar câmbio depreciado a um ambiente de crise

5 de setembro de 2019
16:46
Dólar
Imagem: shutterstock

Na sua carta de gestão de agosto, a equipe da Persevera Asset quer passar uma mensagem: o próximo passo da modernização econômica do país será dissociar dólar "caro" de ambiente de crise.

“Num ambiente de forte queda da inflação no mundo e no Brasil, a combinação de juros baixos por muitos anos, com a taxa Selic podendo chegar a 4% ou menos em nossa visão, com uma taxa de câmbio desvalorizada, na casa dos R$ 4, é o que provavelmente vai nos arrancar deste estado de letargia econômica”, diz a gestora.

Falei com o gestor de juros e moeda da Persevera, Nicolas Saad, no fim de julho, para explicar a tese da gestora de que teremos um período de surpreendente estabilidade cambial, reflexo de reformas, queda de juros e do tipo de dólares que atraímos ao país. (Leia aqui)

Dando sequência a esse raciocínio, de que o país caminha para uma normalidade financeira, está a ideia de que juros baixos e câmbio depreciado é uma combinação excepcional para qualquer país que enfrente dificuldades de crescimento.

“Nós estamos exatamente nessa situação no Brasil, mas desta vez chegamos a ela da forma correta, com a inflação baixa e controlada. Portanto, ao invés de tremer a cada alta de 3% ou 4% no dólar, deveríamos comemorar. O dólar acima de R$ 4,0, com a inflação baixa e ancorada, Banco Central com credibilidade, alta capacidade ociosa, reforma da Previdência aprovada e gastos fiscais controlados não é um problema e sim parte da solução. É assim que nós brasileiros deveríamos passar a enxergar o comportamento do câmbio”, diz a carta.

Para a Persevera, essa dobradinha dos 4 não deveria ser temida pelo cidadão brasileiro, não deveria ser temida pelo mercado financeiro e muito menos pelo Banco Central, mas sim, celebrar essa confluência de moeda desvalorizado, mesmo que temporariamente, com uma taxa de juros nas mínimas históricas.

“Que venha a dobradinha do 4: juros abaixo de 4%, com câmbio acima de R$ 4,0, sem crise e com menos volatilidade. O Brasil conquistou e precisa dessa combinação.”

Em agosto, o fundo multimercado da casa teve perda de 0,62%, e a equipe aproveitou a queda dos preços para aumentar, gradualmente, as posições em ativos que acha bastante atrativos, como NTN-Bs longas e ações. A íntegra da carta pode ser lida aqui.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Clima tenso entre os brothers

UE está pronta para impor tarifas retaliatórias contra os EUA, diz ministro da França

Bruno Le Maire comentou que a UE se prepara para eventuais sanções contra os EUA por causa de uma disputa sobre subsídios no setor de aviação

De olho na reforma

Câmara e Senado construirão proposta conjunta sobre reforma tributária, diz Maia

O presidente da Câmara também não descartou a ideia de criação de uma comissão mista (com senadores e deputados) para tratar da reforma tributária

O futuro da energia

Shell diz que seu plano é investir US$ 3 bilhões por ano em renováveis no mundo

Presidente da petroleira no Brasil afirmou que não há um prazo para definir os investimentos e que o importante é que os projetos “façam sentido”

De olho nas contas públicas

Governo deve descontingenciar entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões, diz secretário

Com a arrecadação maior nos últimos meses, a ideia é liberar parte do orçamento, que foi contingenciado nos meses anteriores

Será que cai mais?

Na contramão do mercado, Itaú mantém projeção para Selic em 5,0% no fim do ano

Segundo relatório da instituição, o banco seguirá observando os dados para a inflação e a taxa de câmbio do Banco Central para decidir por uma nova reavaliação

'impacto nulo'

Relator da reforma da Previdência apresenta novo parecer e acata apenas uma das 77 emendas

Emenda acatada retira do texto ponto que obrigava os servidores que entraram antes de 2003 a contribuírem por 35 anos, no caso dos homens, e 30 das mulheres, para ter direito à totalidade de gratificação por desempenho

Startup

Airbnb quer se hospedar na bolsa e anuncia planos para oferta de ações em 2020

Empresa que conecta usuários interessados em alugar apartamentos ou quartos por temporada com os proprietários foi avaliada em mais de US$ 30 bilhões

Negócio fechado

Superintendência do Cade aprova operação entre Allianz e Sul América Seguros

De acordo com informações do parecer, para a realização da operação, o negócio-alvo da Salic será transferido para a Sapi, que será adquirida pela Allianz Seguros e a Sasp será adquirida pela Allianz do Brasil Participações Ltda

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta quinta-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

Giro dos BCs

Banco da Inglaterra decide manter taxa básica de juros em 0,75% ao ano

Inflação medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI), que desacelerou para 1,7% anual em agosto, deve permanecer ligeiramente abaixo da meta de 2% no curto prazo, espera o BoE

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements