Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
ECONOMIA

Selic vai estacionar em 14% ao ano? XP espera um novo cabo de guerra do Banco Central contra a inflação no Brasil

Banco avalia que não há mais espaço para cortes nos juros e prevê que a redução será de apenas 1 ponto percentual no acumulado do ano

Tesoura rosa corta a Selic, taxa básica de juros
Selic - Imagem: IA/ChatGPT

O plano de cortar a taxa básica de juros do Brasil ao longo do ano sofreu um revés importante. Com a inflação dando sinais de repique e resistência, a XP revisou suas projeções e agora espera que a taxa Selic encerre 2026 em 14% — apenas um ponto percentual abaixo de onde estava antes do início dos cortes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A projeção anterior era de 13,75%, porém, já tinha sido muito menor antes da guerra entre Estados Unidos e Irã, de 12%.

Na prática, a nova expectativa significa apenas mais dois cortes de 0,25 ponto percentual, seguidos de uma pausa por tempo indeterminado para a avaliação do cenário econômico local e global.

Para a XP, o problema não está concentrado na guerra no Oriente Médio, que se estende além do previsto inicialmente, e no choque do preço do petróleo. Há também:

  1. As pressões inflacionárias sobre componentes voltados à inteligência artificial;
  2. Escassez de produtos agrícolas com a chegada de um El Niño severo; e
  3. Medidas domésticas de estímulo fiscal e expansão de crédito.

Diante deste cenário, a única arma a postos para o Banco Central tentar conter a subida de preços é a taxa Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A XP estima que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador de preços oficial do Brasil, deve fechar 2026 em 5,5%. Anteriormente, a previsão era de 5,3%. Um pouco mais atrás, antes da guerra, era de 4%.

Leia Também

GUIA DOS VESTIBULANDOS

Inscrições para o Enem 2026 encerram amanhã (5); confira como participar do principal exame do Brasil

TOUROS E URSOS #273

Quem está com medo da inteligência artificial — e onde o Brasil entra na nova corrida tecnológica, segundo Ruy Alves

Onde a inflação está pesando mais?

O aumento do custo de vida não é uniforme, mas atinge setores vitais da economia.

O relatório da XP destaca que a prévia da inflação de maio (IPCA-15) foi a mais alta para o mês desde 2016. Três frentes preocupam os analistas:

  • No prato: o fenômeno climático El Niño deve encarecer os alimentos em 7,2% em 2026, com destaque para carnes e hortifruti.
  • Nos serviços: com o mercado de trabalho aquecido e o desemprego em níveis baixos, o custo de serviços (como lazer e educação) deve subir 6%.
  • No transporte: apesar de alívios temporários com os subsídios do governo, a projeção para o ano ainda é de alta de 6,5% na gasolina e 13,5% no diesel, refletindo o novo patamar do petróleo no mundo.

Problema global

Esse aumento de preços tem sua raiz longe do Brasil. A guerra no Oriente Médio mantém a cotação do petróleo elevada (cerca de US$ 100 o barril), piorando o preço de seus derivados: desde combustíveis até fertilizantes e componentes plásticos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a corrida global pela inteligência artificial faz disparar a demanda por componentes eletrônicos, encarecendo produtos industrializados como computadores e celulares.

Internamente, o governo injetou cerca de R$ 200 bilhões em estímulos na economia por meio de subsídios.

Embora isso mantenha o consumo alto, também gera o que os economistas chamam de "inércia": a inflação de hoje impulsiona a de amanhã, e se retroalimenta da expectativa futura.

Por isso, a XP acredita que o Banco Central precisará ser mais conservador se quiser controlar essa nova onda de aumento dos preços. Os juros em 14% gerariam uma quebra de expectativas que pode ajudar a conter a inércia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma ajuda do câmbio

A situação só não é pior graças a valorização do real.

A moeda brasileira tem conseguido sustentar uma valorização significativa em relação ao dólar. A alta se aproxima de 10% no ano e ajuda a baratear os produtos importados.

Neste momento, o câmbio se equilibra na faixa dos R$ 5,00. A XP mantém esse valor como a projeção para fechamento do ano, embora espere que no período eleitoral tenha mais volatilidade.

Já o alívio para os juros ficou contratado para o futuro. A expectativa é que, se o novo governo sinalizar um controle maior de suas contas (ajuste fiscal), possa haver espaço para quedas mais significativas da Selic em 2027.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
corpus-christi-folga-trabalho-abre-e-fecha-do-feriado 3 de junho de 2026 - 6:06
2 de junho de 2026 - 11:58
ID da foto:2230080278 2 de junho de 2026 - 11:26
1 de junho de 2026 - 19:07
Homem com binóculo, em torre de observação na floresta, olha sinais na economia para entender o caminho da Selic, taxa básica de juros 1 de junho de 2026 - 19:07
Logo do FGC com um fundo de notas de reais 1 de junho de 2026 - 16:47

FUNDO COM LIMITES

FGC: novas regras passam a valer nesta segunda; veja o que muda

1 de junho de 2026 - 16:47
USP 1 de junho de 2026 - 14:44
1 de junho de 2026 - 14:28

CAMPEÃO DA VEZ

Brasil campeão? Goldman Sachs diz quem deve erguer a taça

1 de junho de 2026 - 14:28
cerveja brahma ambev 1 de junho de 2026 - 11:01
Copa do Mundo 2026 1 de junho de 2026 - 11:01
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar