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Projeção para a Copa do Mundo feita pelo Goldman Sachs aponta derrota da seleção brasileira para sua maior rival

À medida que a Copa do Mundo se aproxima, aumentam as previsões sobre quem levantará a taça. Para tentar antecipar o campeão, vale de tudo — até recorrer a animais. Quem não se lembra do polvo Paul?
Ele ficou mundialmente conhecido durante a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, por acertar os resultados da seleção alemã.
Já o Goldman Sachs resolveu apostar em uma abordagem mais científica, baseada em dados históricos. E a notícia não é das melhores para os brasileiros. Segundo os analistas, a seleção deve ser derrotada por sua maior rival, a Argentina, na semifinal do torneio.
Vizinhos na América do Sul, os dois países protagonizam uma das maiores rivalidades da história do futebol. O último confronto entre as seleções em uma Copa do Mundo aconteceu em 1990, na Itália, quando a Argentina saiu vencedora.
De acordo com a Fifa, os rivais já se enfrentaram 110 vezes. A vantagem é da seleção brasileira, que soma 43 vitórias, contra 42 da Argentina. Outras 25 partidas terminaram empatadas.
Para esta edição da Copa do Mundo, os analistas do Goldman Sachs projetam mais um capítulo dessa rivalidade histórica, com Brasil e Argentina se enfrentando na semifinal.
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Segundo a simulação, o Brasil chega invicto à fase semifinal após vencer todos os jogos da fase de grupos e eliminar Japão, Noruega e Inglaterra no mata-mata.
O problema surge justamente diante do maior rival.
Na projeção do Goldman Sachs, a Argentina vence o confronto e avança à final contra a Espanha. No duelo decisivo, porém, os argentinos acabam derrotados e ficam com o vice-campeonato.
Já o Brasil também não teria um desfecho feliz. Pela previsão, a seleção perderia a disputa pelo terceiro lugar para a França e encerraria a Copa do Mundo de 2026 fora do pódio.
Segundo o cruzamento de dados realizado pelos analistas do Goldman Sachs, a Espanha aparece como principal favorita ao título, com 26% de probabilidade de conquistar sua segunda Copa do Mundo.
Na sequência vêm França, com 19%; Argentina, com 14%; Brasil, com 8%; e Inglaterra e Holanda, ambas com 5%.
Apesar de apresentar uma pontuação elevada no ranking Elo — sistema utilizado pelo modelo de projeção —, a Argentina teria suas chances reduzidas por uma tendência histórica observada no torneio: seleções campeãs costumam registrar queda de desempenho na edição seguinte.
Brasil e Itália são os únicos países que conseguiram conquistar duas Copas do Mundo consecutivas.
A França, por sua vez, seria eliminada pela Espanha antes da final. Já a Inglaterra enfrentaria dificuldades adicionais relacionadas às condições geográficas, especialmente caso precisasse disputar partidas em cidades de grande altitude, como a Cidade do México.
O modelo utilizado pelo Goldman Sachs analisa dados de quase 20 mil partidas disputadas por seleções desde 1978 para estimar o saldo de gols esperado de cada equipe.
A metodologia utiliza o sistema Elo, um método de classificação criado originalmente para o xadrez e que atualmente é amplamente empregado para medir a força relativa e o desempenho de equipes em diferentes modalidades esportivas.
Além do ranking, o banco considera outras variáveis, como o momento recente das seleções, o desempenho histórico em grandes torneios e fatores geográficos relacionados às sedes das partidas, avaliando o impacto dessas condições sobre cada equipe.
*Sob supervisão de Renan Dantas
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