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Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco) e “Abandonado” (Geração).
Governança corporativa

Está na hora de mudar o Novo Mercado? Cosan e Suzano têm visões opostas

Para Rubens Ometto, da Cosan, bolsa deve flexibilizar regras para permitir a criadores das empresas manterem o controle. Mas Walter Schalka, da Suzano, defende que todos os acionistas devem ter os mesmos direitos

29 de janeiro de 2019
13:30 - atualizado às 14:47
Walter Schalka vs Rubens Ometto
Imagem: Estadão Conteúdo / Shutterstock / Montagem Andrei Morais

O Novo Mercado, segmento da B3 de empresas com práticas mais rigorosas de governança corporativa, deve ser reformado? A resposta opôs dois grandes executivos que participaram de um evento para investidores promovido pelo Credit Suisse.

Para Rubens Ometto, presidente do conselho de administração da Cosan, está na hora de mudar a regra do Novo Mercado que permite a listagem apenas de empresas com ações ordinárias (ON, com direito a voto).

"No Novo Mercado, o criador e pessoa criativa em algum momento vai perder o controle acionário da empresa. Esse é um problema que tem que ser enfrentado", disse Ometto.

Ele destacou que em outros mercados, como o americano, existe a flexibilidade de as companhias contarem com ações de diferentes tipos. No ano passado, empresas brasileiras como a PagSeguro e a Stone, de maquininhas de cartões, abriram o capital em Nova York com esse tipo de estrutura acionária.

Vale lembrar que a própria Cosan tentou no passado criar uma holding na qual as ações do controlador teriam mais poderes que as dos demais, mas a operação sofreu forte resistência dos investidores.

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Todos iguais

Do outro lado da "trincheira" ficou Walter Schalka, presidente da Suzano. A empresa de papel e celulose tomou o rumo oposto ao unificar suas classes de ações em 2017.

A operação foi feita sem o pagamento de "prêmio" para os detentores de ações ordinárias, como os controladores costumam demandar.

Depois da aquisição da Fibria, no ano passado, os controladores da Suzano passaram a deter uma participação de 46% na companhia.

Embora não detenha mais a maioria do capital, a família Feffer se manteve como acionista de referência da empresa.

"Enquanto o empreendedor estiver tomando boas decisões, o mercado vai apoiar", afirmou Schalka.

E você, o que acha das regras do Novo Mercado? Defende a flexibilização das regras para a criação de ações com "superpoderes" para os controladores? Dê sua opinião nos comentários logo abaixo ou me conta lá no Twitter.

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