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Desenrola 2.0 chama atenção de endividados e golpistas; especialista também destaca papel de instituições financeiras e bancos

O endividamento no Brasil é uma pauta que, volta e meia, se torna protagonista nos palcos do debate público. Segundo o mais recente Mapa de Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil, elaborado pela Serasa, 82,2 milhões de brasileiros chegaram ao fim de março sem conseguir honrar suas dívidas. É um recorde.
Agora, um programa do governo federal visa diminuir as dívidas dos brasileiros (que não são poucas). Em um ambiente de juros altos, a proposta oferece juro de, no máximo, 1,99% ao mês.
Em meio ao lançamento do Desenrola 2.0, uma questão chama atenção: os possíveis golpes contra o público-alvo do programa.
Como o programa acaba de ser implementado, ainda não é possível identificar propriamente quais serão os golpes ou fraudes relacionadas ao Desenrola 2.0.
Contudo, não seria spoiler dizer que essas histórias podem virar realidade.
Afinal, esses tipos de programas “costumam atrair a atenção dos criminosos justamente porque envolvem consumidores que muitas vezes estão tentando resolver uma pendência com rapidez”, disse Rafael Garcia, especialista em prevenção à fraude da FICO.
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Nesse contexto, Garcia explicou que os golpistas usam a engenharia social para criar mensagens, sites e contatos que parecem legítimos, para se aproveitar do senso de urgência. No final, acabam induzindo pagamentos indevidos ou o compartilhamento de dados pessoais.
Para evitar golpes, é necessário entender que é preciso agir de modo seguro na internet. Entre as recomendações da Anatel, estão:
Para além disso, o especialista em prevenção à fraude também destaca o papel das insituições financeiras e empresas:
“Além da atenção do consumidor, é cada vez mais importante que instituições financeiras e empresas tenham capacidade de identificar comportamentos suspeitos e agir rapidamente diante de movimentações fora do padrão”.
Mecanismos como o MED 2.0, que devolve valores a vítimas de fraudes e golpes pelo Pix, ajudam nesse processo para ampliar a rastreabilidade das transações e acelerar a resposta em casos de fraude.
Em um ambiente financeiro cada vez mais digital, o desenvolvimento da segurança demonstra-se primordial.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
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