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Para ex-secretário do Tesouro Nacional, ajuste fiscal é possível e não precisa ser drástico, mas precisa de qualquer forma focar em controle de gastos: “Brasil tributa muito acima da média da América Latina”
O Brasil não está num dos seus piores momentos econômicos, muito pelo contrário. Mas existe um fator que incomoda e que, se não for endereçado logo pelo governo federal, pode pôr tudo a perder: o desequilíbrio fiscal.
Durante o ETF Day, evento promovido pelo BTG Pactual para os seus assessores de investimento nesta quarta-feira (6), o sócio e economista-chefe do banco, Mansueto Almeida, defendeu que um ajuste fiscal é possível e precisará de qualquer maneira ser feito pelo próximo governo, qualquer que seja ele.
No entanto, esse ajuste terá que ser bem diferente do que foi tentado nos últimos quatro anos, em que vigorou o arcabouço fiscal, muito baseado em aumentar a receita, mas também a despesa.
“Vamos terminar este ciclo de quatro anos com o crescimento real da despesa do governo central em 20%. Isso é muita coisa em qualquer lugar do mundo. Só que a receita aumentou muito mais”, disse o economista e ex-secretário do Tesouro Nacional durante o evento.
Acontece que um ajuste fiscal com aumento de receitas e despesas, em uma economia que está em pleno emprego, é inflacionário, lembra Almeida.
"Não podemos achar normal o Brasil todo ano aumentar a arrecadação acima do crescimento da economia. Não vamos conseguir fazer ajuste fiscal simplesmente todo ano aumentando carga tributária, ainda mais em um país que não é rico, é um país em desenvolvimento”, completou.
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Ele lembra que a carga tributária brasileira terminou 2025 acima de 32% do PIB, contra uma média de 22% do PIB na América Latina. Ou seja, o Brasil já tributa muito acima da média do subcontinente.
Para o economista, o próximo governo terá que fazer um ajuste fiscal focado no controle da despesa. Isso sim abriria espaço para um corte “muito rápido” de juros.
“O grande desafio para o próximo ano, independentemente do resultado da eleição, é convencer a toda a sociedade e políticos da necessidade de apertar um pouquinho as contas, dar uma solução para o fiscal”, falou Almeida.
A notícia boa é que isso não precisa ser feito em um ou dois anos, disse o economista-chefe do BTG. Não precisaria ser um ajuste drástico e rápido, como fez o governo Milei na Argentina.
Poderia ser um ajuste mais diluído no tempo, porque a própria confiança de que o governo está endereçando o problema já derrubaria os juros futuros de prazos mais longos.
Vale lembrar que o juro real (acima da inflação) dos títulos públicos Tesouro IPCA+ (NTN-Bs) está na casa dos 7% ao ano, o que, além de raro na história do Brasil, não é sustentável e vai precisar cair em algum momento, diz Mansueto Almeida.
“Estamos falando de controlar o crescimento do gasto público. Mudando a lógica do crescimento do gasto público e da dívida pública, podemos chegar a um cenário de juro muito mais baixo”, explicou.
O economista-chefe do BTG abriu sua fala no ETF Day destacando a mudança de expectativa para a taxa Selic e a inflação em 2026, não apenas por causa da guerra no Irã, um evento globalmente inflacionário, como também pelo fato de a economia brasileira estar mostrando mais força do que o esperado neste início de ano.
Para o economista, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve ter crescido em torno de 1% no primeiro trimestre, o que é “surpreendente neste nível de taxa de juros”.
O desemprego se mantém estável em um patamar baixo, de 5,4% sem considerar efeitos sazonais, os dados econômicos têm vindo fortes e o crescimento do salário e da massa salarial continua forte, além de ter acelerado nos últimos meses.
Assim, a expectativa para a Selic no fim do ano passou de 11%, no início de 2026, para 13,25% agora. Isso no melhor cenário, com um corte de 0,25 ponto percentual em cada uma das próximas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).
No caso da inflação, a expectativa do BTG agora é de 4,9% em 2026, com grande probabilidade de ficar acima de 5%, pois os possíveis efeitos do El Niño nos preços dos alimentos ainda não foram considerados.
E agora surgiu uma preocupação até mesmo para 2028: Mansueto Almeida lembra que as projeções de inflação para aquele ano estão subindo, o que não é bom sinal, dados os juros altamente restritivos e o Banco Central se mostrando mais conservador.
“Isso mostra que a política monetária não será eficiente o bastante, apesar dos juros altos, para trazer a inflação para a meta. É um dado que preocupa muito”, disse o economista-chefe do BTG.
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