Menu
2019-04-04T16:03:20+00:00

Com reestruturação, Via Varejo terá fatia vendida em Bolsa

O Grupo Pão de Açúcar finalmente admitiu usar o mercado de capitais para vender uma fatia da empresa, algo que vinha sendo sugerido por assessores financeiros desde 2017

23 de dezembro de 2018
13:06 - atualizado às 16:03
casas-bahia via varejo
Casas Bahia - Imagem: Wikimedia Commons

Empresa em constante processo de mudanças, a maior varejista de eletroeletrônicos do Brasil, a Via Varejo, tem anunciada a quarta troca de comando desde 2014 e caminha para uma mudança de controle.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) finalmente admitiu usar o mercado de capitais para vender uma fatia da empresa, algo que vinha sendo sugerido por assessores financeiros pelo menos desde meados de 2017, conforme noticiou a Coluna do Broadcast.

O GPA informou ao mercado na noite da última sexta-feira, dia 21, que seu Conselho autorizou a alienação de parcela da participação acionária detida na Via Varejo através de um contrato de total "return swap" a ser firmado com instituição financeira.

Serão vendidas em Bolsa cinquenta milhões de ações ordinárias, correspondentes a 3,86% do capital, nesta quinta-feira, 27.

O GPA controla a Via Varejo com 43,23% do capital. A fatia restante, segundo o grupo, ainda poderá ser vendida para um investidor estratégico, mas o GPA pondera em Fato Relevante que "objetivo poderá ser alcançado através de operações disponíveis no mercado de capitais". A venda de toda a fatia do GPA na Via Varejo deve ocorrer até dezembro.

Embora pessoas envolvidas nos esforços de venda do controle da Via Varejo tenham prospectado diversos nomes de potenciais compradores, a avaliação da maior parte do mercado é que a venda a um investidor estratégico nunca foi um negócio simples de se concretizar. Tanto que já se passaram dois anos desde que a busca por um comprador para a Via Varejo começou.

Os últimos anos foram intensos na rede varejista que controla as Casas Bahia e o Pontofrio. Em 2016, uma crise atingiu as operações de comércio eletrônico até então sob o guarda-chuva de uma empresa separada, a Cnova. Fraudes nos estoques levaram a perdas e a demissão de executivos.

Logo depois, a companhia decidiu reverter a forma como vinha lidando com o e-commerce e passar a integrar as operações online ao varejo físico.

O processo acelerado de integração fez a Via Varejo mudar muitas coisas ao mesmo tempo. A ponto de surgirem dificuldades nas integrações de sistemas no terceiro trimestre deste ano.

Escolhido como o nome para encabeçar essa transformação digital da empresa, o ex-Walmart Flávio Dias passou apenas oito meses como CEO.

Agora, o presidente do GPA, Peter Estermann, volta a assumir a Via Varejo depois de justamente ter deixado a empresa nas mãos de Dias.

Em comunicado, a empresa afirmou que Estermann "terá como uma de suas principais prioridades, além de acelerar a conclusão das mudanças em curso, buscar a rápida e consistente retomada da rentabilidade da Companhia a ser alcançada nos primeiros meses de 2019".

Ele permanece como presidente do GPA e também mantém seu posto no Conselho de Administração da Via Varejo, ou seja, acumula três postos.

A Via Varejo acumula um lucro de apenas R$ 12 milhões entre janeiro e setembro deste ano, uma queda de 78% ante os mesmos meses de 2017. A companhia afirmou em sua última divulgação de resultados que obteve desempenho em vendas abaixo do esperado e enfrentou um ambiente mais competitivo.

A venda do controle da Via Varejo tem sido destacada pelo grupo controlador do GPA, o francês Casino. Para reduzir sua alavancagem, o grupo tem um plano de venda de ativos de 1,5 bilhão de euros que está em andamento e que complementa a venda da Via Varejo. O alto endividamento levou a S&P a rebaixar em setembro a classificação financeira do grupo para o nível BB, com perspectiva negativa.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Mais perto do que se imagina

Sem reformas, País deve violar “regra de ouro” em 2020 e ter recessão, diz OCDE

Organização acredita que não aprovação das reformas resultaria em custos de financiamento mais altos e consequentemente um crescimento mais baixo

A volta da esquerda?

Quatro a cada 10 norte-americanos apoiam o socialismo, diz pesquisa

Levantamento da Gallup mostra que 43% das pessoas acreditam que o socialismo é algo bom para o País, enquanto para 51% ainda é algo ruim; números contrastam com pesquisa de 70 anos atrás

Fraudes em fundos de pensão

Justiça ratifica denúncia de Operação Rizoma contra desvios no Postalis e Serpros

Entre os acusados estão o empresário Milton Lyra, o “operador do MDB”, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o empresário Arthur Mario Pinheiro Machado

Blog da Angela

Grandes fundos emprestaram uma bolada de dinheiro para o governo. Por que isso é ruim?

Patrimônio de fundos sob gestão dos maiores administradores do país está comprometido em 80% com títulos públicos; ações respondem por 3,5% e aplicações no exterior por 0,5% do total

Bateu o pé

Presidente da Comissão Especial reafirma calendário da reforma da Previdência e diz que relatório sai até dia 15

Prazo para apresentação de emendas, que encerraria nesta quinta-feira, 23, deve ser adiado para o dia 30

De olho no gráfico

É hora de comprar Ambev, BB, Petrobras e outras blue chips da Bolsa?

Coluna traz vídeos sobre análise gráfica e dicas de investimentos. Terças e quartas o tema é o mercado de ações. Quinta-feira é a vez das criptomoedas

Aliança ambiciosa

EDP e Engie assinam memorando para criação de joint venture no setor eólico

Em nota, a EDP informa que as duas empresas combinarão seus ativos eólicos offshore e os projetos em desenvolvimento na recém-criada joint venture, que deve estar em operação até o fim de 2019

Câmbio

BC rola mais US$ 1,25 bilhão em leilão linha com compromisso de recompra

Operações foram anunciadas na sexta-feira. Ontem, rolagem também foi de US$ 1,25 bilhão e ainda teremos mais uma operação amanhã

Nada muda (ufa!)

Fitch reafirma rating do Brasil em “BB-“, com perspectiva estável

Nota do País segue limitada pelas fraquezas nas finanças, perspectivas de crescimento fracas, corrupção e um ambiente político turbulento

menos linhas

Mesmo com reformas, texto da Constituição tem de ser reduzido, diz presidente do STF

Para o ministro Dias Toffoli, se forem aumentados números de dispositivos na Constituição, a possibilidade de judicialização das questões é maior

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements