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Carina Brito

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP) com pós-graduação em Marketing e Mídias Digitais pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Trabalhou como repórter da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios e já escreveu para Valor Econômico, Revista Galileu e UOL. Hoje é editora de PMEs do Seu Dinheiro.

GESTÃO EFICIENTE

Open Finance nas PMEs: vale a pena compartilhar dados financeiros para conseguir crédito mais barato?

Segundo pesquisa da Serasa Experian, modelo ainda é pouco conhecido, mas pode ajudar pequenas e médias empresas a ganhar visão financeira e reduzir burocracia

Carina Brito
22 de janeiro de 2026
9:00 - atualizado às 11:46
Open Finance ainda é pouco conhecido, mas pode ajudar pequenas e médias empresas - Imagem: iStock

Conseguir crédito mais barato, tomar decisões com mais dados e simplificar a gestão financeira. Esses três objetivos estão no radar de um número crescente de pequenas e médias empresas (PMEs) — e ajudam a explicar por que o Open Finance começa a ganhar espaço no dia a dia dos negócios.

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Segundo uma pesquisa da Serasa Experian divulgada nesta quinta-feira (22), 42% das PMEs dispostas a compartilhar seus dados financeiros apontam a busca por melhores condições de crédito como principal motivação.

Outros objetivos citados são a visão consolidada das contas (33%), decisões baseadas em dados (32%) e a redução do tempo gasto com controles manuais (22%).

Open Finance: um potencial inexplorado

Apesar do potencial, o modelo ainda engatinha: 45% dos entrevistados afirmam não saber o que é Open Finance nem quais são seus benefícios, enquanto 15% dizem já ter ouvido falar, mas não entendem exatamente como funciona.

Para Mariana Figueiredo, diretora de produtos para pequenas e médias empresas da Serasa Experian, entender esse conceito muda a relação do empreendedor com os próprios dados.

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“Em vez de informações espalhadas em diferentes contas e sistemas, o Open Finance possibilita a organização e a visualização integrada da vida financeira do negócio”, afirma.

Segundo ela, quando os dados estão organizados, o impacto é direto na gestão: o empresário consegue acompanhar melhor entradas e saídas, entender o fluxo de caixa, antecipar necessidades financeiras e tomar decisões com mais segurança.

“A pesquisa mostra que, quando o empresário compreende esse modelo, ele passa a enxergar o compartilhamento de dados como uma ferramenta prática para melhorar a organização e a eficiência da empresa, e não apenas como um tema técnico”, diz.

Open Finance para acessar crédito

O Open Finance também representa uma mudança estrutural. De acordo com Rogério Mauad, professor de mercado financeiro da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), o modelo ajuda a corrigir um problema histórico enfrentado pelas PMEs: a assimetria de informação no crédito.

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“Tradicionalmente, bancos analisam apenas dados internos, como histórico de relacionamento e garantias formais, o que leva a prêmios de risco elevados e restrições ao crédito”, explica.

Com o Open Finance, passa a ser possível compartilhar um conjunto mais amplo de informações, como fluxos de caixa, históricos de pagamento e dados de relacionamento com diferentes instituições. Isso reduz a incerteza para o credor e melhora a precificação do risco, com potencial de diminuir o custo do crédito.

"Instituições financeiras conseguem até entender as sazonalidades do negócio. Por exemplo, o aumento de receitas próximas a datas comemorativas", afirma.

Na prática, o compartilhamento de dados permite que a PME seja avaliada de forma mais completa, diz Figueiredo.

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“Com essa visão mais clara e ao longo do tempo, as ofertas de crédito tendem a ser mais adequadas ao perfil da empresa, com condições mais alinhadas à sua capacidade de pagamento”, diz a executiva.

Outro efeito apontado por Mauad é o aumento da concorrência. Ao permitir a portabilidade informacional, o Open Finance reduz a dependência de um único banco e incentiva a atuação de fintechs, bancos digitais e outros players no mercado de crédito e aumentar a eficiência na oferta de crédito.

Quais cuidados as PMEs devem ter ao compartilhar dados bancários?

Apesar dos benefícios, o compartilhamento de dados exige atenção. O primeiro ponto é o consentimento informado. A empresa deve saber exatamente quais dados serão compartilhados, com quem, por quanto tempo e com qual finalidade. Esse consentimento pode ser revogado a qualquer momento.

Também é fundamental avaliar a instituição que receberá os dados. Mauad recomenda verificar se ela é autorizada pelo Banco Central e observar sua reputação e políticas de uso e armazenamento das informações, em conformidade com a Lei Geral de Proteção aos Dados (LGPD).

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Há ainda situações em que o compartilhamento pode não ser recomendado. Segundo o professor da Fipecafi, isso pode ocorrer quando a empresa já possui crédito bem precificado e competitivo, quando atravessa um momento financeiro delicado que pode prejudicar o score ou quando não há uma oferta concreta de benefício associada ao pedido de dados.

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