O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell
A crise de confiança na Raízen (RAIZ4) bateu forte em seus títulos de dívida em dólar (bonds) nesta quarta-feira (4). Em uma onda de vendas no mercado secundário, a saída dos investidores fez o preço dos papéis despencar e a taxa disparar.
O gatilho foi um movimento da Cosan (CSAN3), controladora da Raízen junto com a Shell. A holding anunciou o resgate de alguns papéis de dívida que têm uma cláusula de “inadimplência cruzada” com a Raízen. Essa cláusula determina que se um lado tem problema em honrar a dívida, o outro pode ser cobrado.
Para o mercado, o movimento soou como um sinal de menor disposição da Cosan em colocar dinheiro na Raízen.
Resultado: investidores correram para vender os títulos da companhia.
Esse estresse acontece num momento em que a situação da dívida da Raízen fica cada vez mais nebulosa. O JP Morgan calcula que a empresa precisaria levantar cerca de R$ 18 bilhões para voltar a um nível de endividamento visto como saudável (2,5 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda).
Quando muita gente vende um título de renda fixa ao mesmo tempo, o preço do papel cai e a taxa de retorno sobe — é uma correlação inversa para que o preço e a taxa se equilibrem.
Leia Também
Digamos que na emissão o papel vale US$ 100 e o juro é de 5%. Mas o investidor quer resgatar antes do vencimento e vende no mercado secundário por US$ 99. Para equilibrar a rentabilidade, o juro vai subir para 5,15%.
Foi o que aconteceu na quarta-feira, quando os bonds da Raízen sofreram uma onda de vendas generalizadas.
Segundo a Bloomberg, os títulos com vencimento em 2032 caíram até 12 centavos de dólar — a pior queda desde sua emissão em 2025. Os rendimentos dos títulos agora estão acima de 14%, frente a 9% no final de janeiro e 6,5% na emissão.
Para o mercado, se o controlador (Cosan) se mostra cauteloso, a percepção de risco aumenta. Há quem prefira resgatar e absorver o prejuízo. Já quem decide entrar agora exige retorno maior — e, portanto, um preço menor.
Há ainda outro agravante: o segundo controlador (Shell) está evitando colocar mais capital agora, porque um aporte grande o deixaria com mais de 50% da Raízen — e, nesse cenário, a dívida da subsidiária teria que constar no balanço da própria Shell, algo que a petroleira não quer neste momento.
Sem Shell e Cosan dispostas a abrir o cofre agora, a incerteza com relação ao risco de inadimplência da Raízen aumenta.
Do outro lado, há quem veja o copo meio cheio.
Em janeiro e fevereiro, o BTG Pactual listou o bond RAIZBZ 2035 em sua carteira recomendada de renda fixa internacional. O argumento era de que o mercado exagerou na punição aos papéis da Raízen.
Com o bond negociando por volta de 77% do valor de face, o investidor compraria com desconto a uma taxa atrativa, que era de 9,6%.
Agora, entretanto, esse mesmo bond da Raízen está sendo negociado em 66,25% do seu valor de face, a uma taxa de 11,90% — o que pode ser considerado ainda mais barato.
Na contramão do mercado, o BTG reafirmou, no relatório, a confiança no apoio estratégico de Cosan e Shell à sua controlada.
*Com informações de Bloomberg.
Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora
As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR
Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros
Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI
Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira
A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta
Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor
Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado
Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas
Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira
Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais
Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas
Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento
Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa
O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança
Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais
Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses
Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto
Ressarcimento começou a pingar na conta dos investidores, que agora têm o desafio de fazer aplicações melhores e mais seguras
Relatório afirma que a performance do BDIF11 está descolada dos seus pares, mesmo com uma carteira pulverizada e um bom pagamento de dividendos