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Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses
Entre a expectativa de uma grande onda de resgates e uma marolinha, o mercado de crédito privado encerrou 2025 em baixa. Em dezembro, os fundos de crédito tradicionais registraram uma saída líquida de R$ 9,7 bilhões, enquanto os fundos incentivados, aqueles que investem em debêntures isentas de imposto de renda, amargaram seu pior resultado mensal do ano, com R$ 9,6 bilhões de resgates.
Apesar do susto no fechamento do calendário, o saldo anual ficou no azul. A indústria acumulou uma captação positiva de R$ 58,7 bilhões nos fundos tradicionais e de R$ 87 bilhões nos fundos incentivados.
Os dados são do relatório Perspectiva dos Gestores, elaborado pela Empiricus com dados de janeiro.
Pedro Claudino, analista que assina o levantamento, afirma que não é possível confirmar se a saída é um movimento sazonal, típico de final de ano. “O histórico de outros anos está contaminado com eventos de crédito passados”, diz.
Os resgates dos fundos tradicionais não ficaram concentrados em fundos de liquidez diária (D0/D1), geralmente usados como caixa. O relatório mostra que o movimento foi forte em fundos de resgate em até 30 dias também.
A pesquisa contou com a participação de 17 gestoras, responsáveis por um patrimônio de R$ 1,7 trilhão — com R$ 724 bilhões alocados em crédito privado.
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Segundo o relatório, o destaque deste início de ano é a melhora na percepção de risco e a volta para o crédito de alta qualidade.
O sentimento para as debêntures emitidas por bons pagadores, com ratings entre AAA e AA-, migrou do campo negativo para a neutralidade.
Embora os gestores ainda não falem em otimismo aberto, essa mudança sinaliza que esses ativos atingiram níveis de preços mais condizentes com seus fundamentos.
Por outro lado, o apetite por papéis de maior risco (high yield) continua contido.
O levantamento da Empiricus mostra que o pessimismo persiste para os ratings de menor qualidade, refletindo a seletividade dos gestores em um cenário de spreads — diferença entre a taxa do título privado e seu similar público, que remunera o risco da empresa emissora — ainda desafiadores.
Na hora de montar o portfólio, a estratégia dominante continua sendo a defensiva. Os gestores seguem sobrealocados em caixa, crédito bancário e fundos de direitos creditórios (FIDCs), além de manterem posições em bonds (títulos emitidos no exterior) de mercados emergentes.
O objetivo é claro: garantir liquidez e proteção enquanto o cenário macroeconômico (juros e inflação) não permite apostas mais agressivas em ativos de longo prazo.
Dentre as classes de ativos, as debêntures tradicionais aparecem como o principal destaque de subalocação. Em contrapartida, as debêntures incentivadas (isentas de imposto de renda) mostram uma tendência de recuperação desde a correção sofrida em outubro, aproximando-se gradualmente do nível de neutralidade nas carteiras.
Trimestralmente, o relatório traz um mapa de calor do sentimento dos gestores em relação aos diferentes setores.
Neste início de 2026, os setores de saneamento, financeiro e energia (especialmente nas áreas de transmissão e distribuição) consolidaram-se como os favoritos dos gestores, mantendo um otimismo consistente.
O levantamento também apontou uma melhora no sentimento para áreas que antes geravam mais dúvidas, como educação, logística, mineração e transportes. Esses setores agora são vistos com melhores olhos, sugerindo que as empresas apresentam fundamentos mais sólidos ou spreads mais atrativos para o momento.
Na ponta oposta, o sinal de alerta continua aceso para os setores mais sensíveis ao consumo e aos juros altos.
Agropecuária, consumo (tanto discricionário quanto não discricionário), imobiliário e industrial permanecem com avaliações negativas, sendo evitados pela maioria dos gestores consultados pela Empiricus.
Para os próximos seis meses, a expectativa dos gestores é mais positiva em relação ao mercado secundário — onde os títulos são negociados entre investidores, em plataformas de corretoras.
No caso das debêntures tradicionais, a sinalização é de um volume de negociações mais aquecido, o que favorece a liquidez dos papéis já emitidos. Nas incentivadas, essa perspectiva de fluxo também apresentou uma evolução positiva em janeiro.
Já o mercado primário, onde ocorrem as novas emissões e captações diretas das empresas, o momento ainda é de incerteza.
Para as debêntures tradicionais, os gestores mantêm uma visão neutra, refletindo as dúvidas sobre o ritmo de novas ofertas no curto prazo. Há um receio de que as empresas aguardem janelas de mercado mais favoráveis para lançar novos títulos, o que pode provocar um gap de novos títulos por um período.
No segmento de isentos, contudo, o cenário é ligeiramente mais otimista. As expectativas para as novas emissões de debêntures incentivadas melhoraram levemente em relação ao fechamento do ano passado.
Isso indica que, apesar da cautela geral, o mercado de infraestrutura continua sendo um motor importante para o crédito privado em 2026.
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