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PRÁ LÁ DE MARRAKECH

Sucessora do Rio, nova Capital Mundial do Livro merece entrar no seu roteiro; saiba qual é

Título da Unesco coloca a capital do Marrocos no centro da cena cultural e turística do país — veja por que incluir a cidade em seu roteiro de viagem

Vista panorâmica da capital de Rabat, Marrocos.
Capital Mundial do Livro em 2026 fica no Marrocos — veja por que incluir essa cidade no seu roteiro - Imagem: iStock/Sergi Formoso

Desde 2001, a Unesco elege anualmente a Capital Mundial do Livro, título que reconhece e promove cidades comprometidas à leitura e ao mercado editorial. Em 2025, o Rio de Janeiro foi o primeiro município de língua portuguesa a receber essa distinção. Já em 2026, a capital escolhida também fica à beira mar, só que do outro lado do Atlântico, no norte da África.

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Trata-se de Rabat, capital de Marrocos. A escolha da Unesco não foi por acaso: com cerca de 1,7 milhão de habitantes, a cidade possui mais de 50 editoras e sedia a terceira maior feira internacional de livros do continente africano, segundo a agência da ONU.

No local, livrarias independentes espalhadas pelas ruas e instituições culturais como a Biblioteca Nacional do Reino do Marrocos, o Arquivo Nacional e o Instituto Francês de Rabat funcionam como polos de circulação de ideias, estimulando a cena editorial na capital marroquina.

Mas afinal, vale a pena visitar Rabat?

Apesar de reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco desde 2012, Rabat geralmente é esquecida pelos turistas, que costumam priorizar Marrakech, Casablanca e Fez.

É justamente isso que torna a cidade tranquila para se visitar. Livre do turismo em massa, é possível andar com calma pelos souks (mercados) e pontos turísticos. Para se ter ideia, até mesmo a sua medina, parte antiga e murada da cidade, é organizada e limpa – característica incomum entre as demais do país.

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Por isso, vale a pena dar uma chance para a capital administrativa e política de Marrocos, especialmente se Casablanca, que fica a 1h de distância de carro, já estiver em seu roteiro.

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Os argumentos são vários, a começar pelas atrações históricas

Rabat surgiu no século 12, como base militar da dinastia islâmica almóada. E antes disso, a região era ocupada pelos romanos, que mantinham ali uma cidade. Hoje, é possível visitar suas ruínas no sítio arqueológico de Chellah, que é cercado por uma muralha de um quilômetro.

Entrada do sítio arqueológico de Chellah -Imagem: iStock/imagoDens
Entrada do sítio arqueológico de Chellah -Imagem: iStock/imagoDens

Outro passeio histórico é no bairro Kasbah dos Oudaias, que fica dentro de uma fortaleza construída pelos almóadas no século 12. Ali, é possível explorar ruelas medievais e encontrar cafeterias, lojas de artesanato, o Museu de Joias de Rabat e mirantes com vista para o Atlântico. Outra característica marcante do bairro são as casas, todas em tons de branco e azul.

bairro Kasbah dos Oudaias
bairro Kasbah dos Oudaias - Imagem: iStock/Vadim_Nefedov

Dentro da fortaleza, há também os Jardins da Andaluzia, um pequeno refúgio arborizado que incorpora elementos típicos do paisagismo islâmico, como a presença de fontes de água que adicionam um frescor ao ambiente.

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Para quem se interessa por monumentos históricos marroquinos, ainda há outros lugares para visitar, como:

  • Torre Hassan

Construída de 1184 a 1199, ela é uma obra inacabada do que seria “a maior mesquita do mundo. No projeto original, a torre teria 80 metros de altura. Contudo, a construção foi interrompida quando morreu o sultão que estava à frente da construção, Yacoub El Mansour, ficando apenas com 44 metros de altura.

Passeio Hassan, Rabat, Marrocos
Torre Hassan -Imagem: iStock/sharrocks
  • Mausoléu Mohammed V

Construído em 1971, o Mausoléu presta homenagem ao rei Mohammed V, que liderou o processo que culminou na independência marroquina do domínio francês. O local abriga o seu túmulo e o de seus filhos, além de funcionar como uma Mesquita.

Vista do Mausoléu neve-branco de Mohammed V de encontro ao céu azul. Rabat, Marrocos
Exterior do Mausoléu Mohammed V - Imagem: iStock/Natalia Babok
  • Palácio Real

O Marrocos adota o sistema de monarquia constitucional, e é neste Palácio em que acontecem as reuniões oficiais do governo e onde mora a família real do país. A sua área externa está disponível para visitação – mas apenas com um guia oficial.

Palácio Real de Rabat
Palácio Real de Rabat - Imagem: iStock/User10095428_393

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Rabat não se resume ao passado: veja o lado moderno da cidade

Agradando a “gregos e troianos”, Rabat também tem um lado mais contemporâneo. Um dos exemplos é o Museu Mohammed VI de Arte Moderna e Contemporânea, o primeiro do país totalmente dedicado à produção artística do século 20 em diante.

Museu Mohammed VI de Arte Moderna e Contemporânea no centro de Raba
Museu Mohammed VI de Arte Moderna e Contemporânea - Imagem: iStock/imagoDens

Aberto em 2014, o edifício projetado pelo renomado arquiteto marroquino Karim Chakor funciona como um dos principais polos de difusão da arte moderna no norte da África.

Às margens do rio Bou Regreg, também há o Grand Theater of Rabat, o maior teatro da África, com uma estrutura de 25 mil metros quadrados.

O Grande Teatro de Rabat no novo bairro emergente com edifícios modernos
Grand Theater of Rabat - Imagem: iStock/imagoDens

Com mais de 1.800 lugares, a responsável pela arquitetura futurista é a designer Zaha Hadid (a primeira mulher a ganhar o Pritzker Prize, o “Nobel” dos arquitetos).

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É em Rabat que também fica o edifício mais alto do continente africano. Trata-se da Mohammed VI Tower, com mais de 250 metros de altura. O arranha-céu abriga escritórios, apartamentos de alto padrão, mirante panorâmico e o hotel Waldorf Astoria.

Torre Mohammed VI. Centro de Arranha-Céus. Rabat, Marrocos, África.
Mohammed VI Tower - Imagem: iStcok/Claudio Caridi

E não para por aí: em Rabat, ainda, é possível encontrar praias com águas cristalinas para dar um mergulho, como a Praia de Bouznika, Praia de Shkirat e a Praia de Petit Val d’Or.

Quando ir para Rabat e quantos dias ficar?

Marrocos. Rabat. As pessoas relaxam na praia ao pôr do sol em frente ao mar agitado
Imagem: iStock/BTWImages

A melhor época para visitar o Marrocos, no geral, é entre a primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro) do Hemisfério Norte – época em que as temperaturas são mais amenas.

Em termos de duração, não é preciso estender muito a viagem: de um a três dias são suficientes para conhecer Rabat.

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