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Título da Unesco coloca a capital do Marrocos no centro da cena cultural e turística do país — veja por que incluir a cidade em seu roteiro de viagem

Desde 2001, a Unesco elege anualmente a Capital Mundial do Livro, título que reconhece e promove cidades comprometidas à leitura e ao mercado editorial. Em 2025, o Rio de Janeiro foi o primeiro município de língua portuguesa a receber essa distinção. Já em 2026, a capital escolhida também fica à beira mar, só que do outro lado do Atlântico, no norte da África.
Trata-se de Rabat, capital de Marrocos. A escolha da Unesco não foi por acaso: com cerca de 1,7 milhão de habitantes, a cidade possui mais de 50 editoras e sedia a terceira maior feira internacional de livros do continente africano, segundo a agência da ONU.
No local, livrarias independentes espalhadas pelas ruas e instituições culturais como a Biblioteca Nacional do Reino do Marrocos, o Arquivo Nacional e o Instituto Francês de Rabat funcionam como polos de circulação de ideias, estimulando a cena editorial na capital marroquina.
Apesar de reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco desde 2012, Rabat geralmente é esquecida pelos turistas, que costumam priorizar Marrakech, Casablanca e Fez.
É justamente isso que torna a cidade tranquila para se visitar. Livre do turismo em massa, é possível andar com calma pelos souks (mercados) e pontos turísticos. Para se ter ideia, até mesmo a sua medina, parte antiga e murada da cidade, é organizada e limpa – característica incomum entre as demais do país.
Por isso, vale a pena dar uma chance para a capital administrativa e política de Marrocos, especialmente se Casablanca, que fica a 1h de distância de carro, já estiver em seu roteiro.
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Rabat surgiu no século 12, como base militar da dinastia islâmica almóada. E antes disso, a região era ocupada pelos romanos, que mantinham ali uma cidade. Hoje, é possível visitar suas ruínas no sítio arqueológico de Chellah, que é cercado por uma muralha de um quilômetro.

Outro passeio histórico é no bairro Kasbah dos Oudaias, que fica dentro de uma fortaleza construída pelos almóadas no século 12. Ali, é possível explorar ruelas medievais e encontrar cafeterias, lojas de artesanato, o Museu de Joias de Rabat e mirantes com vista para o Atlântico. Outra característica marcante do bairro são as casas, todas em tons de branco e azul.

Dentro da fortaleza, há também os Jardins da Andaluzia, um pequeno refúgio arborizado que incorpora elementos típicos do paisagismo islâmico, como a presença de fontes de água que adicionam um frescor ao ambiente.
Construída de 1184 a 1199, ela é uma obra inacabada do que seria “a maior mesquita do mundo. No projeto original, a torre teria 80 metros de altura. Contudo, a construção foi interrompida quando morreu o sultão que estava à frente da construção, Yacoub El Mansour, ficando apenas com 44 metros de altura.

Construído em 1971, o Mausoléu presta homenagem ao rei Mohammed V, que liderou o processo que culminou na independência marroquina do domínio francês. O local abriga o seu túmulo e o de seus filhos, além de funcionar como uma Mesquita.

O Marrocos adota o sistema de monarquia constitucional, e é neste Palácio em que acontecem as reuniões oficiais do governo e onde mora a família real do país. A sua área externa está disponível para visitação – mas apenas com um guia oficial.

Agradando a “gregos e troianos”, Rabat também tem um lado mais contemporâneo. Um dos exemplos é o Museu Mohammed VI de Arte Moderna e Contemporânea, o primeiro do país totalmente dedicado à produção artística do século 20 em diante.

Aberto em 2014, o edifício projetado pelo renomado arquiteto marroquino Karim Chakor funciona como um dos principais polos de difusão da arte moderna no norte da África.
Às margens do rio Bou Regreg, também há o Grand Theater of Rabat, o maior teatro da África, com uma estrutura de 25 mil metros quadrados.

Com mais de 1.800 lugares, a responsável pela arquitetura futurista é a designer Zaha Hadid (a primeira mulher a ganhar o Pritzker Prize, o “Nobel” dos arquitetos).
É em Rabat que também fica o edifício mais alto do continente africano. Trata-se da Mohammed VI Tower, com mais de 250 metros de altura. O arranha-céu abriga escritórios, apartamentos de alto padrão, mirante panorâmico e o hotel Waldorf Astoria.

E não para por aí: em Rabat, ainda, é possível encontrar praias com águas cristalinas para dar um mergulho, como a Praia de Bouznika, Praia de Shkirat e a Praia de Petit Val d’Or.

A melhor época para visitar o Marrocos, no geral, é entre a primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro) do Hemisfério Norte – época em que as temperaturas são mais amenas.
Em termos de duração, não é preciso estender muito a viagem: de um a três dias são suficientes para conhecer Rabat.
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