🔴 TRÊS AÇÕES DE IA E O INVESTIMENTO QUE PODE MULTIPLICAR POR 42X EM 12 MESES – VEJA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

NAMORAR PRA QUÊ?

Solteiro por escolha: por que a solteirice virou estilo de vida, segundo Maria Homem

Pesquisa do happn mostra que 79% dos solteiros definem seu status como uma decisão consciente; para a psicanalista, o relacionamento deixou de ser obrigação e passou a exigir novos pactos

Maria Homem de pé em um fundo colorido com quadros
Maria Homem, psicanalista e professora de psicologia da FAAP - Imagem: Maressa Andrioli/Divulgação

“Se relacionar é algo complexo”, explica a psicanalista Maria Homem. “Conhecer o outro dá trabalho. Mexe com a intimidade, implica auto e heteroconhecimento. O outro atrita e revela sobre a gente. Pode ser muito bom, muito rico, muito incrível... ou o inferno sobre a terra”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste Dia dos Namorados, a fala da pesquisadora e professora de psicologia da FAAP ajuda a explicar por que estar solteiro deixou de ser, para muita gente, sinônimo de fracasso. Pelo contrário: hoje, a “solteirice” passa a ser entendida como escolha — e, em alguns casos, estilo de vida.

É o que mostra uma pesquisa recente do aplicativo de relacionamentos happn. Segundo o levantamento, 79% dos solteiros definem seu status como uma escolha consciente.

Embora a maioria permaneça aberta ao amor (60% dizem que ainda querem se relacionar), os dados apontam para uma mudança importante: os solteiros já não estão dispostos a aceitar qualquer coisa.

"Rejeição” ao amor?

Para a psicanalista Maria Homem, indivíduo parou de idealizar a relação amorosa como condição obrigatória de realização pessoal. Dessa forma, os solteiros passam a se perguntar se aquela relação de fato torna a vida mais leve — ou se pesa mais do que a própria solitude.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“No passado, não estar em uma relação nos colocava em um lugar de castração, de falência, de fracasso - sobretudo para a mulher, que precisava estar em um lugar de complementaridade com um homem para ter alguma dignidade. Agora, essa narrativa não cola mais, e podemos nos perguntar: ‘Quem sou eu? O que eu gosto? O que me realiza? Eu gosto de viver com alguém? De partilhar meu espaço? É como se fosse uma certa vitória do paradigma individualista”, explicou a pesquisadora ao Seu Dinheiro Lifestyle.

Leia Também

MODA NO MUSEU

Met Gala anuncia novo tema para 2027 após polêmica com John Galliano

EVOLUÇÃO A SECO

Carne dry aged: o que é, por que é especial e onde provar em São Paulo 

psicanalista sentada em sofá laranja na sala de estar de casa
Maria Homem - Imagem: Maressa Andrioli/Divulgação

Os dados apontam nessa mesma direção

De acordo com a pesquisa do happn, 44% dos usuários veem a solteirice como um estilo de vida empoderado e realizador, sentimento que se fortalece ainda mais com a idade. O mesmo percentual afirma que só entraria em um relacionamento se ele tornasse suas vidas “mais leves e livres de pressão”.

A rejeição ao relacionamento como obrigação não significa, necessariamente, uma rejeição ao amor - mas sim, que os critérios mudaram. Se o vínculo pesa mais do que soma, a solteirice pode parecer não apenas aceitável, mas desejável.

“Na prática, há muitas relações que são chatas, enganadoras, traidoras, tóxicas. Carregar isso pode ser mais pesado do que ter a sua vida, a sua casa, os seus amigos, os seus prazeres”, afirma Maria Homem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse movimento, no entanto, não se trata de uma tendência de comportamento ou de uma mudança geracional isolada. Segundo a professora, ele faz parte de uma transformação histórica na forma como a sociedade enxerga o amor, o casamento, a autonomia individual e os vínculos.

Afinal, quando inflamos o ideal romântico?

Nem sempre o relacionamento foi visto como um projeto afetivo. Maria Homem lembra que, por milênios, o casamento esteve ligado à organização da vida social. Em vez de nascer da escolha amorosa, ele servia à formação de famílias, à reprodução e à criação de alianças entre clãs, classes e grupos de interesse.

“A gente começa a romper esse paradigma na modernidade, com a invenção do sujeito individual, consciente, moderno, que tem sua vontade, autoanálise, livre-arbítrio e uma ética liberal. O liberalismo não é só econômico e nem político: ele também é subjetivo. É o que Kant depois chamou de liberdade e autonomia no século 18. A gente vai pensar o que quer fazer da própria vida de acordo com o que acha interessante para si mesmo.”

Nesse sentido, o amor romântico nasce junto da valorização da autonomia individual. A questão é que, ao longo do tempo, começamos a hiperidealizar esse elo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Com a invenção das culturas de massa, com os meios de comunicação — não só a imprensa, mas sobretudo os folhetins dos séculos XVIII e XIX, e depois o cinema —, a gente tem uma romantização do vínculo do casamento e do namoro. Há uma fetichização desse laço. E aí colocamos todos os pedaços da nossa vida como tendo que ser satisfeitos e preenchidos pelo objeto amoroso.”

maria homem em pé olhando para câmera; cabelos castanhos e olhos verdes
"Inflamos o ideal do amor, do parceiro amoroso e do elo", afirma Maria Homem

Uma exigência impossível

Se antes o casamento respondia a uma necessidade social, o amor romântico passou a carregar uma promessa maior: a de suprir todas as expectativas do outro.

“Tem que ter um sexo incrível, uma troca espiritual e intelectual maravilhosa, ser um bom pai ou uma boa mãe de família. E hoje, no século 21, temos um pedaço a mais disso: a aura imagética, documentada, fotografada, filmada, para servir como produto que apresentamos nos nossos perfis”, explica a psicanalista.

Não por acaso, a busca pela perfeição aparece como um dos maiores obstáculos para iniciar um relacionamento, de acordo com o levantamento do happn.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E embora hoje seja mais fácil conhecer pessoas com os aplicativos de namoro, os solteiros parecem mais cansados diante das possibilidades.

Dados da Forbes Health mostram que 78% dos usuários de aplicativos de relacionamento já se sentiram emocionalmente esgotados nessas plataformas. Entre os motivos estão a dificuldade de estabelecer uma conexão real, a decepção com outras pessoas, a rejeição, as conversas repetitivas com diferentes matches e o hábito constante de deslizar perfis.

Para Maria Homem, isso acontece porque o vínculo real continua exigindo algo que nenhum aplicativo resolve: tempo, atrito, intimidade, negociação e disposição para se relacionar.

Nesse contexto, a pergunta deixa de ser apenas se alguém quer ou não estar em uma relação. Ela passa a ser: que tipo de vínculo ainda faz sentido para a vida que se deseja construir?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a psicanalista, o ponto central é justamente esse: os pactos deixam de depender de uma norma social única e passam a ser construídos a partir dos acordos possíveis entre cada um.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Close do mostrador de um relógio Audemars Piguet com fundo preto texturizado e caixa metálica dourada. 4 de novembro de 2026 - 15:56
Quatro pessoas vestindo macacões pretos da NASA posam em frente a uma porta com a inscrição "Welcome to Mars". 4 de novembro de 2026 - 14:34
Quarto com duas camas de solteiro, janelas amplas para a vegetação e decoração colorida nas paredes e no teto. 3 de novembro de 2026 - 16:08
Paisagem urbana ao entardecer com arranha-céus iluminados, roda-gigante roxa e água em primeiro plano. 3 de novembro de 2026 - 10:44
Pessoas nadam em uma grande lagoa de água azul-clara cercada por rochas e paisagem vulcânica sob céu nublado. 2 de novembro de 2026 - 15:00
Iates e lanchas atracados em marina diante de um grande hotel claro com palmeiras. 2 de novembro de 2026 - 8:16
Interior de loja com sofá branco curvo, piso escuro, paredes espelhadas e bolsas e roupas expostas nas prateleiras. 30 de outubro de 2026 - 14:02
Mulher deitada em uma maca inclinada dentro de uma estrutura iluminada em vermelho. 30 de outubro de 2026 - 8:16
Homem de óculos segura uma máquina de escrever com a boca e as mãos, ao lado de um copo e uma jarra sobre a mesa. 29 de outubro de 2026 - 16:00
Navio de cruzeiro branco navegando em mar aberto entre duas montanhas cobertas de neve. 29 de outubro de 2026 - 12:30
Casa antiga de vários andares cercada por árvores e grade, com janelas iluminadas em meio à neblina ao entardecer. 29 de outubro de 2026 - 9:16
Casa com bazar de garagem na entrada e, ao lado, uma moldura com pequenas conchas sobre fundo escuro. 28 de outubro de 2026 - 13:00
Fila de pessoas em frente a uma loja com um cookie gigante na fachada e letreiro de cookies e milkshakes. 28 de outubro de 2026 - 9:16
Iate branco e azul sobre o mar, com prédios ao fundo e um retrato circular de um homem no canto superior direito. 27 de outubro de 2026 - 18:00
Carruagem puxada por cavalo parada em cruzamento cercado por prédios altos e carros em Nova York. 27 de outubro de 2026 - 10:55
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar