Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
EUROPA EM ALERTA

O verão europeu ficou mais caro? Como guerra no Oriente Médio afeta voos e preços de passagens aéreas

Alta do combustível de aviação pressiona empresas aéreas às vésperas do verão europeu; veja quais companhias já cortaram voos

Ilha de Santorini com vista para o mar
Santorini, Grécia - Imagem: Michal Krakowiak/iStock

Dias longos e ensolarados, praias paradisíacas e atividades ao ar livre. Mesmo com calor intenso e preços mais caros devido à alta temporada, o verão europeu parece nunca sair de moda. Inclusive, é justamente essa a época em que os residentes da União Europeia mais viajam, segundo relatório da Eurostat. Este ano, porém, a viagem neste período pode se tornar mais complicada – acompanhada de voos reduzidos e passagens mais caras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, companhias aéreas já começaram a cancelar voos e rever rotas. O motivo? O temor de uma escassez do querosene de aviação (QAV).

O alerta gira em torno do bloqueio do Estreito de Ormuz, corredor marítimo responsável por escoar 20% do petróleo mundial – e cerca de 30% do combustível de aviação de toda a Europa.

  • Para se ter ideia, é do Oriente Médio que vem a maior parte do combustível de aviação importado pelo continente europeu: em 2025, foram cerca de 58%, segundo dados da consultoria de aviação Cirium.

Somado a isso, há também a disparada do preço do petróleo, que afeta diretamente o valor do QAV. Nesta terça-feira (12), o petróleo brent alcançou o patamar de US$ 107 por barril.

Desde o ataque inicial dos Estados Unidos e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, o preço do combustível de aviação mais do que dobrou, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, para o viajante, isso pode significar menos voos disponíveis, além de passagens mais caras para curtir o verão europeu.

Leia Também

ALERTA DE TENDÊNCIA

Por que a chuteira rosa está dominando a Copa do Mundo de 2026 e quanto custam os modelos

WISHLIST

Além da Zara e Bad Bunny: outras collabs para ficar de olho em 2026

Combustível mais caro já pressiona companhias aéreas da Europa; veja as mais afetadas

Em abril, a Lufthansa anunciou que cortaria 20 mil voos de curta distância de maio a outubro de 2026. A medida, seguindo comunicado, visa economizar 40 mil toneladas métricas de combustível de aviação.

Avião da Lufthansa voando no céu
Imagem: Reprodução/Lufthansa

Além disso, a companhia alemã também removeu temporariamente três rotas de sua programação: voos saindo de Frankfurt para Bydgoszcz e Rzeszów, na Polônia, e para Stavanger, na Noruega.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a SAS (Scandinavian Airlines System) reduziu seu cronograma em meio à alta do combustível, cancelando quase 1.200 voos no mês de maio, de acordo com o Copenhagen Post.

Pelo mesmo motivo, a holandesa KLM comunicou que cancelaria 80 voos de ida e volta do Amsterdam Airport Schiphol ao longo do mês de maio. A companhia também segue com operações suspensas para para Dubai, Riad e Dammam até 28 de junho.

O International Airlines Group, dono da British Airways, Iberia e Aer Lingus, afirmou em balanço do primeiro trimestre de 2026 que pretende ajustar tarifas e capacidade operacional para compensar os custos mais altos do querosene. Apesar disso, a empresa não enfrenta risco de abastecimento neste momento, afirmou o CEO do grupo, Luis Gallego, no documento.

Por sua vez, a Ryanair, maior companhia europeia em volume de voos, afirma ter combustível garantido até o fim de maio. Por outro lado, a irlandesa prevê um aumento de preço das passagens aéreas logo após o verão europeu, a fim de compensar a disparada nos custos do querosene de aviação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A Ryanair é uma das low cost europeias que adota o modelo de tarifas "fatiadas"
A Ryanair é uma das low cost europeias - Imagem: iStock / Klaas Jan Schraa

E não é só na Europa: companhias asiáticas também reduzem voos e aumentam tarifas

Segundo dados da Cirium, ao menos 13 mil voos em todo o mundo foram cancelados em maio. O número equivale a cerca de 2 milhões de assentos (embora represente apenas 2% da capacidade aérea mundial).

A crise de combustível do setor aéreo não se limita à Europa. Na Ásia, o impacto é ainda mais intenso, reportou o jornal The Times.

Por exemplo, as companhias AirAsia e Vietnam Airlines reduziram de 10 a 15% de suas operações em maio para preservar estoques.

Enquanto isso, a Cathay Pacific, de Hong Kong, passou a cobrar sobretaxas de combustível de até R$ 1.000 em voos de longa distância.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil não ficou de fora dessa

Os efeitos da disparada do combustível de aviação também já começaram a aparecer no Brasil — inclusive no bolso do passageiro. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os preços das passagens aéreas subiram 19,4% em março na comparação com o mesmo período de 2025.

Parte dessa pressão vem justamente do avanço no preço do querosene de aviação (QAV), um dos principais custos das companhias aéreas. Nesse cenário, a Petrobras anunciou um reajuste de 18% no preço médio de venda do combustível para distribuidoras a partir de 1º de maio. Segundo a estatal, o aumento ocorre em um “contexto excepcional causado por questões geopolíticas” e representa um acréscimo de R$ 1 por litro em relação ao mês anterior.

  • A Petrobras realiza ajustes mensais no QAV. Em abril, o combustível já havia subido 55%, após outro aumento de 18% registrado em março.

Em nota, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou ao Seu Dinheiro que o reajuste anunciado pela estatal (o terceiro desde o início das tensões no Oriente Médio) “eleva em 100% o maior item de custo da aviação comercial” e pode gerar “impactos gravíssimos na conectividade do país”.

A entidade também defendeu que o Brasil teria condições de amortecer parte dos efeitos externos sobre os consumidores, já que toda a produção nacional de querosene de aviação é feita pela Petrobras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Saiba quanto custa comer em um restaurante com estrela Michelin neste Dia dos Namorados 12 de junho de 2026 - 10:30
Carabinero na brasa do MAGMA, uma das aberturas recentes para comemorar o Dia dos Namorados 12 de junho de 2026 - 10:19
Hotel Colline de France já foi eleito o melhor do mundo no mesmo ranking 11 de junho de 2026 - 17:00

FRANCÊS COM SOTAQUE GAÚCHO

Hotel em Gramado é eleito o segundo melhor do mundo e planeja abrir novas unidades

11 de junho de 2026 - 17:00
ney matogrosso cantando no palco e vários papeis caindo de cima 11 de junho de 2026 - 13:19
Destilaria Don Luchesi recebeu prêmio de Craft Producer of the Year (Produtor Artesanal do Ano) em Londres 11 de junho de 2026 - 10:16
Torcedor brasileiro adulto médio comemorando com paixão e empolgação 11 de junho de 2026 - 9:01
Emily Blunt e Steven Spielberg: destaques em Dia D 11 de junho de 2026 - 8:56
Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE) 10 de junho de 2026 - 15:40
Confira ideias de presentes para o Dia dos Namorados 10 de junho de 2026 - 10:40
DM/01, primeira safra da série Las Parcelas 10 de junho de 2026 - 9:19
Novo traje interno (à dir.) desenvolvido pela Prada para a NASA, em parceria com a Axiom Space 8 de junho de 2026 - 15:31
Cartaz representando o rock in rio 8 de junho de 2026 - 13:04
Running rave Pacetronik 8 de junho de 2026 - 8:28
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar