Giro d’Italia 2026: onde assistir e o que você precisa saber sobre uma das maiores competições de ciclismo mundial
Tradicional prova do ciclismo mundial chega à reta final com etapas decisivas, disputa intensa pela Maglia Rosa e paisagens marcantes pela Europa

Maio é um dos meses mais aguardados do calendário do ciclismo por conta do Giro d’Italia. Ao longo de três semanas, a tradicional prova italiana reúne a elite do pelotão mundial em uma disputa marcada por intensidade e resistência em cenários europeus impressionantes.
A 109ª edição começou no dia 8 de maio em um país inédito. A Bulgária recebeu, pela primeira vez, a tradicional Grande Partenza, a “grande largada” da competição, antes de o pelotão seguir rumo à Itália, onde a corrida termina no sábado, 31 de maio, em Roma.
Entre estradas sinuosas, etapas desafiadoras nos Alpes e chegadas históricas, a competição transforma o esporte em espetáculo. A seguir, veja onde assistir ao Giro d’Italia 2026 e o que vale saber antes de acompanhar a reta final da prova.

Onde assistir ao Giro d’Italia 2026 no Brasil
No Brasil, as etapas do Giro d’Italia podem ser acompanhadas pelo canal RAI Internacional. A emissora está disponível na grade da Sky+ para assinantes que possuem o pacote completo. Vale destacar, porém, que a transmissão não acontece ao vivo pela plataforma e o conteúdo é exibido apenas em italiano.
Os fãs da competição também poderão acompanhar os principais momentos do Giro d’Italia por meio do canal oficial no YouTube, que publica diariamente atualizações, bastidores e conteúdos sobre a corrida. O site oficial também divulga em tempo real a posição dos competidores.
O que é o Giro d’Italia?
Criado em 1909, o Giro d’Italia integra o seleto grupo das Grandes Voltas do ciclismo de estrada, ao lado do Tour de France e da Vuelta a España.
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Ao longo de 21 etapas, os ciclistas percorrem mais de 3,4 mil quilômetros. O trajeto alterna entre sprints planos, contrarrelógios técnicos e subidas de alta montanha. No fim, vence quem completar a prova com o menor tempo acumulado. Além de levantar a taça, o campeão também leva a icônica Maglia Rosa, a camisa rosa usada pelo líder da classificação geral.
Mas, na prática, o Giro raramente é decidido apenas no cronômetro. Clima, estratégia de equipe, posicionamento no pelotão e capacidade de sobreviver aos Alpes e Dolomitas tornam a corrida imprevisível até os últimos dias.
A largada inédita na Bulgária
Embora seja uma corrida profundamente ligada à identidade italiana, o Giro vem transformando sua largada em um evento internacional, aliás. Nos últimos anos, a chamada Grande Partenza passou por países como Israel, Hungria, Dinamarca e Países Baixos.
Em 2026, pela primeira vez, o Giro d’Italia começou a prova na Bulgária. As três primeiras etapas passaram por cidades como Nessebar, Burgas, Veliko Tarnovo, Plovdiv e Sofia, antes de o pelotão seguir para a Itália.

Quem são os favoritos deste ano?
Se existe um nome no centro das atenções nesta edição, ele é Jonas Vingegaard. O dinamarquês de 29 anos começou o Giro como principal favorito à Maglia Rosa e segue como o homem a ser batido.
Mas a disputa está longe de resolvida. Nomes como o austríaco Felix Gall, o holandês Thymen Arensman e o português Afonso Aulalio, por exemplo, estão se destacando na prova e seguem como ameaças importantes nas montanhas. Ano passado, o ciclista britânico Simon Yates foi campeão.
- VEJA TAMBÉM: Quem é Paul Seixas, o ciclista prodígio de 19 anos que quer levar o Tour de France de volta ao país de origem
O que esperar da reta final?
Como manda a tradição, o Giro guardou o trecho mais duro para o fim. A terceira semana concentra algumas das etapas mais aguardadas da edição, inclusive a chamada Etapa Rainha, considerada a mais difícil da corrida, com longas subidas e alta altitude. Entre os destaques está a passagem pela montanha Passo Giau, além da subida histórica em Piancavallo, na região das Dolomitas.
É justamente nessa reta final que a classificação geral costuma virar de cabeça para baixo, aliás. Diferenças de segundos podem se transformar em minutos ao longo das etapas decisivas, pois, muitas vezes, um ataque certeiro na montanha acaba sendo suficiente para definir toda a competição.
O vencedor do Giro d’Italia leva para casa mais de 265 mil euros (R$ 1,5 milhão). Além disso, levanta o icônico Trofeo Senza Fine, que significa "Sem Fim", em italiano, feito de cobre banhado a ouro em formato espiral.
Além disso, a competição distribui mais de 1,6 milhão de euros (R$ 9,4 milhão) em premiações ao longo das três semanas de prova, divididos entre atletas e equipes de acordo com os resultados de cada etapa e das classificações gerais.

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