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Nova tecnologia permite manter líquidos e eletrônicos dentro da mala, mas podem dificultar a passagem de volumes maiores ou excessivamente cheios

Se você já viajou para os Estados Unidos, sabe que passar pela segurança dos aeroportos americanos pode ser um tanto caótico. Afinal, é preciso tirar eletrônicos e líquidos da mala às pressas, sem perder o ritmo da fila. No entanto, agora, essa experiência deve ficar mais tranquila graças a uma nova geração de scanners que já começaram a substituir os aparelhos de raio X tradicionais.
Com a implementação da tecnologia, a principal vantagem para o passageiro é que notebooks e líquidos podem continuar dentro da bagagem durante a inspeção. A comodidade, porém, vem acompanhada de uma possível dor de cabeça: como a abertura dos aparelhos é menor, malas muito cheias podem não passar.
E não há muito como fugir dos scanners. De acordo com a Transportation Security Administration (TSA), já existem 1.162 equipamentos instalados em 296 aeroportos no país, incluindo o Hartsfield-Jackson Atlanta International Airport (ATL), o Chicago O’Hare International Airport (ORD) e o Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York (JFK).
Os novos scanners dos aeroportos americanos usam tomografia computadorizada, tecnologia semelhante à encontrada em exames médicos. Desse modo, em vez de produzir apenas uma imagem plana, eles criam uma representação tridimensional do conteúdo da bagagem.
Isso facilita o trabalho dos agentes da TSA, conseguem girar a imagem, aproximar determinadas áreas e analisar os objetos por diferentes ângulos.
Para o viajante, a vantagem mais evidente é não precisar desmontar a mala antes de colocá-la na esteira.
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Nos pontos de controle equipados com os novos aparelhos, notebooks, tablets e líquidos em embalagens permitidas podem permanecer dentro da bagagem.
Ainda assim, todas as bagagens e objetos pessoais precisam ser colocados dentro das caixas de segurança. Isso inclui malas, mochilas, casacos e outros acessórios.
A contrapartida está na própria estrutura do scanner: sua abertura mede aproximadamente 62 centímetros de largura por 42 centímetros de altura.
Portanto, a maioria das malas que respeita os limites tradicionais das companhias aéreas deve passar sem dificuldade. O problema pode aparecer com bagagens maiores, modelos expandidos ou malas com excesso de bagagem.
Caso a mala não caiba no scanner, os agentes podem realizar uma inspeção manual ou encaminhar o passageiro para uma fila que opere com a tradicional máquina de raio X.
Isso porque novos scanners podem danificar filmes ainda não revelados, inclusive os já colocados na câmera, além de câmeras descartáveis e materiais instantâneos. Equipamentos digitais, lentes, baterias e cartões de memória não sofrem o mesmo risco.
Por isso, a recomendação é levar o filme na bagagem de mão e pedir uma inspeção manual no controle de segurança. O procedimento costuma levar alguns minutos, por isso vale avisar o agente da TSA antes de colocar o material na esteira.
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